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Copom do Banco Central sinaliza início de cortes na Selic em março, mas mantém alerta para juros em níveis restritivos

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Copom reforça intenção de iniciar redução da Selic em próxima reunião

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil confirmou, na ata da reunião realizada nos dias 27 e 28 de janeiro, que deve iniciar um ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic) a partir de março.

A decisão vem após a manutenção da taxa em 15% ao ano, nível mais alto desde 2006, repetido por cinco reuniões consecutivas.

Segundo o documento, o Comitê analisou um amplo conjunto de dados — incluindo a trajetória da inflação e os sinais de transmissão da política monetária — e considerou adequado sinalizar o início da flexibilização caso o cenário econômico siga em linha com as projeções.

Juros seguirão altos até inflação convergir à meta

Apesar da perspectiva de corte, o Copom destacou a necessidade de manter a Selic em patamar restritivo por mais tempo.

De forma unânime, o Comitê reforçou que juros elevados ainda são necessários até que o processo de desinflação se consolide e as expectativas de inflação estejam ancoradas na meta.

O colegiado reiterou que a condução cautelosa da política monetária tem gerado ganhos desinflacionários e reafirmou seu comprometimento com o mandato do Banco Central de garantir a convergência da inflação à meta de 3% ao ano, dentro do regime de metas vigente.

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Cenário econômico: inflação, atividade e incertezas externas

Inflação e atividade doméstica

De acordo com a ata, o conjunto de indicadores domésticos segue indicando moderação no ritmo da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho continua demonstrando resiliência.

As medidas de inflação subjacente mostram desaceleração, mas seguem acima da meta, com expectativas de 4,0% para 2026 e 3,8% para 2027, segundo a pesquisa Focus.

Ambiente internacional

O Copom também alertou para o ambiente externo ainda incerto, influenciado pela política econômica dos Estados Unidos e pelas tensões geopolíticas, que impactam as condições financeiras globais.

O Comitê avaliou que esse contexto exige cautela especial por parte das economias emergentes, como o Brasil.

Política fiscal e desafios estruturais

Na avaliação do Comitê, a política fiscal tem efeito direto sobre a inflação — tanto pelo estímulo à demanda de curto prazo quanto pela percepção de sustentabilidade da dívida pública no longo prazo.

O Copom ressaltou que uma postura fiscal disciplinada e previsível contribui para reduzir o prêmio de risco e, consequentemente, facilita a convergência da inflação à meta.

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O documento ainda alerta que o afrouxamento das reformas estruturais, o aumento do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida podem elevar a taxa de juros neutra da economia, reduzindo a eficácia da política monetária e aumentando o custo do processo de desinflação.

Expectativas do mercado e próximos passos do Copom

No mercado financeiro, analistas se dividem sobre o ritmo de flexibilização. Parte aposta em corte de 0,25 ponto percentual na Selic já em março, enquanto outros projetam uma redução de até 0,50 ponto percentual, dependendo da evolução dos dados de inflação e atividade.

O Copom reforçou que o ritmo e a magnitude do ciclo de cortes serão definidos gradualmente, conforme novas informações forem incorporadas ao cenário macroeconômico.

Contexto atual da Selic

Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, mantida desde julho de 2025.

O Banco Central justifica a manutenção do patamar elevado pela persistência da inflação acima da meta e pelas incertezas fiscais e externas que ainda cercam a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuvas previstas no Triângulo Mineiro podem impulsionar produtividade do sorgo safrinha em Uberlândia

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Os produtores de sorgo safrinha de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, acompanham com expectativa a previsão de chuvas para os próximos dias. As precipitações podem reforçar o potencial produtivo das lavouras, que até o momento apresentam bom desenvolvimento, mesmo diante da escassez de chuvas registrada desde o final de abril.

De acordo com informações da Emater-MG, cerca de 18 mil hectares cultivados com sorgo no município seguem em condições consideradas satisfatórias para a época do ano.

Maioria das áreas está em fase reprodutiva

Segundo o engenheiro-agrônomo Osvaldo Pereira Marques, da Emater local, aproximadamente 60% das lavouras encontram-se na fase de emissão de panícula, etapa fundamental para a definição da produtividade, enquanto os outros 40% ainda estão em crescimento vegetativo.

Até o momento, não há registros de problemas significativos relacionados a pragas ou doenças, fator que contribui para manter as perspectivas positivas para a safra.

A chegada de chuvas neste período é vista como importante para garantir o enchimento adequado dos grãos e consolidar o potencial produtivo das áreas cultivadas.

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Produtividade pode superar média estadual

Mesmo sem precipitações regulares nas últimas semanas, a expectativa dos produtores é colher, em média, cerca de 4.000 quilos por hectare.

A colheita do sorgo safrinha na região deverá começar entre o final de julho e o início de agosto, período em que os resultados da safra poderão ser confirmados.

Caso a produtividade se concretize, o desempenho das lavouras de Uberlândia ficará acima da média projetada para Minas Gerais.

Produção de sorgo em Minas Gerais deve crescer mais de 60%

Levantamento de Safras & Mercado aponta que a produção mineira de sorgo safrinha deverá alcançar 1,682 milhão de toneladas na temporada 2025/26.

O volume representa um crescimento expressivo em relação à safra anterior, quando foram colhidas 1,029 milhão de toneladas.

O avanço é resultado tanto do aumento da área cultivada quanto da expectativa de melhores rendimentos nas lavouras.

Área plantada e produtividade avançam no estado

A área destinada ao sorgo em Minas Gerais deverá atingir 580,33 mil hectares na safra 2025/26, superando os 560,12 mil hectares registrados no ciclo anterior.

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Já a produtividade média estadual é estimada em 2.900 quilos por hectare, significativamente superior aos 1.750 quilos por hectare obtidos na temporada passada.

O cenário reforça o papel do sorgo como uma importante alternativa para produtores que buscam diversificação e segurança produtiva na segunda safra, especialmente em regiões sujeitas a períodos de restrição hídrica.

Clima será decisivo para consolidar safra

Apesar do bom desenvolvimento das lavouras até o momento, as condições climáticas das próximas semanas serão determinantes para o resultado final da safra.

As chuvas previstas para o Triângulo Mineiro poderão contribuir para preservar o potencial produtivo das áreas cultivadas e fortalecer as perspectivas de uma das maiores safras de sorgo já registradas em Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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