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Desembargador participa de roda de conversa com moradores de Rodrigues Alves que ajudaram a construir a história do município
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Coordenador do Projeto Cidadão compartilhou lembranças da época em que atuou no plebiscito que deu origem ao município
Há histórias que não cabem apenas nos livros. Vivem na memória de quem abriu caminhos, ergueu as primeiras casas, cedeu espaço para os serviços públicos funcionarem e acompanhou o nascimento de uma cidade. Em Rodrigues Alves, essas lembranças ganharam voz durante uma roda de conversa que reuniu moradores pioneiros e autoridades em um encontro marcado por emoção, reconhecimento e gratidão.
A atividade integrou a programação do Projeto Cidadão, promovido pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que esteve no município nos dias 30 e 31 de julho levando serviços essenciais, acesso à cidadania e garantia de direitos à população. Encerrada com o tradicional casamento coletivo, a ação também abriu espaço para celebrar a própria história de Rodrigues Alves.
A convite do prefeito Salatiel Magalhães, o coordenador do Projeto Cidadão, desembargador Samuel Evangelista, participou da conversa com moradores que acompanharam de perto os primeiros passos do município. Para ele, o encontro foi uma oportunidade de revisitar momentos que ajudaram a moldar a identidade da cidade.




“São histórias que fazem parte da nossa vida e da construção deste município. Rever essas pessoas, ouvir suas lembranças e perceber que a memória continua viva é algo muito gratificante”, destacou o desembargador.
O prefeito Salatiel Magalhães ressaltou a importância de reunir aqueles que ajudaram a transformar a antiga vila no município que completou dia 28 de julho 34 anos de emancipação política.
“São os pioneiros da nossa cidade. Foram eles que ajudaram a construir Rodrigues Alves e continuam preservando essa história. São pessoas lúcidas, que guardam lembranças preciosas desses 34 anos de emancipação. O desembargador Samuel também é uma figura muito importante para nós. Ele faz parte dessa trajetória”, afirmou.
As recordações também trouxeram à tona um capítulo decisivo da história local. Em 1991, Samuel Evangelista atuava como promotor eleitoral e participou do plebiscito que consultou a população sobre a emancipação política da então Vila Rodrigues Alves. A vontade popular foi favorável à criação do novo município, oficializada no ano seguinte pela Lei Estadual nº 1.032, de 28 de abril de 1992. A instalação ocorreu em 1º de janeiro de 1993.




Durante o encontro, o desembargador relembrou ainda sua própria trajetória no Vale do Juruá. Promotor de Justiça em Tarauacá, ele foi designado para atuar temporariamente em Cruzeiro do Sul, em 1987.
“Era para passar apenas uma semana. Acabei ficando dez anos”, recordou, entre sorrisos.
As histórias compartilhadas também evidenciaram como a construção de uma cidade depende da solidariedade de seus moradores. Um dos relatos mais marcantes foi o de Francisco Alves, que abriu as portas da própria casa para que os primeiros serviços cartorários fossem prestados à comunidade.
Na época, a então Vila Rodrigues Alves ainda não possuía estrutura para receber o cartório. A solução veio da generosidade do morador.
“O doutor Heitor falou comigo que tinha conseguido um trabalho para a Antônia, nos serviços de cartório, mas não tinha onde ela morar. Perguntou se ela poderia ficar na minha casa. Eu aceitei. Ela morou lá por quatro anos e o atendimento do cartório funcionava na sala da minha casa”, relembrou Francisco Alves.
Ao final do encontro, Samuel Evangelista destacou que preservar essas memórias é também uma forma de reconhecer aqueles que ajudaram a escrever a história de Rodrigues Alves.
“São histórias marcantes, contadas por pessoas que fizeram parte da construção deste município. Valorizar essa memória é preservar a identidade de Rodrigues Alves para as futuras gerações”, concluiu.
Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC debate com instituições públicas sobre medidas integradas de prevenção da violência doméstica e familiar
Encontro realizado no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), nesta quarta-feira, 5, reuniu instituições públicas para dialogar sobre medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar, considerando fatores como raça, etnia, realidades sociais, contextos demográficos e outras questões específicas
Para debater caminhos que precisam ser adotados no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher e também efetivar o artigo 8º da Lei Maria da Penha, que trata de medidas integradas na área, considerando as perspectivas de gênero, raça e etnia, representatives da Coordenadoria Estadual de Proteção às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participaram de um debate com instituições públicas, entidades e organizações sociais nesta quarta-feira, 5, no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC).
Afinal, em razão do racismo, mulheres negras sofrem mais formas de violência: em 2025, 65,1% das vítimas de feminicídio eram mulheres negras. A questão regional demonstra a disparidade na destinação orçamentária e na gestão de políticas públicas. Não à toa, no ano passado, o Acre ultrapassou o crescimento nacional de 2,6% em lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica, atingindo 21,1%, o maior do país, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os dados comprovam a necessidade da elaboração de medidas diferenciadas para proteger mulheres que sofrem violência devido à cor da pele, às realidades sociais, ao contexto demográfico e a outras questões específicas.
Com o objetivo de traçar diretrizes e elaborar ações operacionais para combater essas desigualdades, a Mesa de Diálogo “Estratégia de Implementação do artigo 8º da Lei Maria da Penha” foi realizada pela Associação de Mulheres Negras do Acre (MAN-AC), pelo TCE-AC e pela Escola de Contas Conselheiro Alcides Dutra de Lima, com a participação de integrantes de diversos órgãos públicos, conselhos e secretarias estaduais e municipais.
Para a juíza de direito Louise Kristina, coordenadora da Cosiv e auxiliar da Presidência do TJAC, é essencial que essas initiatives tenham seguimento. A magistrada ainda destacou os quatro eixos principais de atuação na área: realização de governança e integração da Rede de Proteção à Mulher; construção de dados, diagnósticos e monitoramento dessas informações; promoção de ações de educação, formação e prevenção; e iniciativas voltadas para que a comunicação sobre casos e dados não cometa novas formas de violência ou confirme preconceitos de gênero.
“Essas iniciativas não devem terminar, e sim ter seguimento. Então, temos eixos de atuação com quatro focos que precisam ser continuados. Nós, instituições, estamos ou não estamos comprometidas com a temática? Estamos ou não estamos interessadas em mudar essa realidade que vivenciamos hoje? Para isso, precisamos mapear nossas ações e saber o que estamos desenvolvendo e ter uma comunicação. Hoje, nossa comunicação é fragmentada. Cada instituição faz suas ações de forma isolada, e um ente não consegue saber o que o outro está fazendo e, às vezes, estamos fazendo a mesma coisa. Vamos unir nossos esforços em prol dessa causa”, convidou a magistrada.









Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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