TJ AC
Vice-presidente do TJAC participa de encontro no STJ sobre recursos aos tribunais superiores
TJ AC
O encontro fortalece o diálogo institucional para padronizar regras, aprimora a gestão de precedentes nos Nugeps
O IV Encontro com Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais sobre Admissibilidade de Recursos Dirigidos aos Tribunais Superiores aconteceu nesta terça-feira, 18, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), participaram do evento a vice-presidente, desembargadora Regina Ferrari e o analista judiciário Cláudio Roberto de Castro Silva, assessor de gabinete.
“Este IV Encontro com Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais no STJ é vital para alinhar a admissibilidade de recursos e fortalecer a gestão de precedentes. O evento unifica entendimentos e assume um papel estratégico no atual período de vacatio legis da Lei 15.484/2026 (regime de relevância das questões de direito federal), preparando os tribunais para as novas exigências de filtragem recursal antes de sua plena vigência”, disse a desembargadora.


Ela destaca ainda que o encontro fortalece o diálogo institucional para padronizar regras, aprimora a gestão de precedentes nos Nugeps e auxilia no controle de demandas repetitivas.
“Precisamos compreender que este período de vacatio legis não é um tempo de espera passiva. É, sim, uma janela democrática e estratégica para o debate. Precisamos fixar balizas seguras para a admissibilidade recursal”, concluiu.
A programação do evento incluiu dois painéis. O primeiro abordou a relevância da questão federal e o planejamento no STJ a respeito do tema. O segundo tratou do juízo de conformidade nos tribunais de segunda instância, com foco em experiências, inovação, uso da tecnologia e boas práticas dos Núcleos de Gerenciamento de Precedentes (Nugeps).
Abertura – Participaram da abertura do IV Encontro com Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais sobre Admissibilidade de Recursos Dirigidos aos Tribunais Superiores, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin; o vice-presidente, ministro Luis Felipe Salomão; o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques; e a representante do Comitê Executivo do Fórum Nacional dos Vice-Presidentes dos Tribunais de Justiça e dos Tribunais Regionais Federais (Fonavice), desembargadora Ana Paula Dalbosco.
*Com informações do STJ
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Plano de trabalho prevê ações para facilitar o acesso ao emprego após o cumprimento da pena
Plano de trabalho prevê iniciativas de qualificação profissional, parcerias com instituições e medidas para facilitar o acesso ao mercado de trabalho.
O Comitê de Políticas Penais (Compp) realizou nesta sexta-feira, 9, nova reunião do Grupo de Trabalho (GT) Emprega Lab para discutir a empregabilidade de pessoas privadas de liberdade. O encontro, que ocorreu no Palácio da Justiça, foi conduzido pelo juiz trabalhista Daniel Gonçalves, membro do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
O Emprega Lab integra as ações do Plano Pena Justa, política pública criada a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347, que reconheceu o estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro.
Em setembro, o grupo reuniu-se para analisar o cenário atual e discutir estratégias para ampliar o acesso de pessoas privadas de liberdade ao mercado de trabalho formal, conforme estabelece o Plano Pena Justa. O documento reúne mais de 300 metas nacionais e estaduais para superar o Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) no sistema prisional.




Na reunião de hoje, por exemplo, o grupo reuniu dados, estatísticas e planos de trabalho relacionados à empregabilidade no sistema prisional, além de discutir propostas para ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.
Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas voltadas à geração de trabalho e renda, como a implantação de uma malharia, uma fábrica de artefatos de cimento e uma unidade de produção de fraldas e absorventes.
Também foi abordada a participação de instituições do Sistema S, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), na oferta de cursos de capacitação profissional e na certificação das pessoas privadas de liberdade, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades e a preparação para o mercado de trabalho.
Outro ponto discutido foi a atuação do Sistema Nacional de Emprego (Sine), que pode contribuir para aproximar pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional das empresas, facilitando o acesso às oportunidades de emprego e fortalecendo a articulação entre as instituições envolvidas.
Como encaminhamentos, para nova reunião, ficou definida a formalização do plano de trabalho, após a revisão e correção de dados pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Também será avaliada a possibilidade de capacitação dos profissionais do Sine para oferecer atendimento individualizado às pessoas privadas de liberdade e às egressas do sistema prisional. Outro encaminhamento prevê a articulação de uma agenda com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, a Polícia Civil e o Iapen para viabilizar a emissão de documentos de identificação às pessoas custodiadas, facilitando o acesso às oportunidades de trabalho já existentes e àquelas que serão criadas a partir da implementação do plano de trabalho.




Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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