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Cartilha do TJAC é reconhecida no VI Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral

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Mais do que enfrentar a violência doméstica de forma repressiva ou processual, o Judiciário acreano fomenta a prevenção e ações educativas

O programa Conscientização pela Paz no Lar, desenvolvido pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), foi um dos classificados na categoria Tribunais, do VI Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral, de Proteção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar. O resultado final foi divulgado na última terça-feira, 29.

A juíza Louise Santana, coordenadora da Cosiv e titular da 2ª Vara de Proteção à Mulher, foi a proponente da iniciativa, que concorreu com mais 170 projetos de todo o país. Pela primeira vez, um projeto do TJAC foi reconhecido nesta premiação nacional.

O programa Conscientização pela Par no Lar é desenvolvido pelo TJAC desde 2014, conversando com o público estudantil sobre a Lei Maria da Penha, fortalecendo a aprendizagem, protagonismo juvenil e a multiplicação de informações dentro da comunidade escolar.

Neste ano, o programa se atualizou com o lançamento da cartilha “Vozes que Transformam – Uma vida sem violência é direito de toda família”. A publicação reuniu as produções vencedoras do concurso da edição 2025. “A produção das redações permitiu que os próprios estudantes expressassem percepções sobre desigualdade, violência, proteção e transformação social, valorizando vozes juvenis de diferentes territórios, contextos sociais e culturais”, afirmou a magistrada.

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Foram realizadas palestras em escolas de Rio Branco, Xapuri, Cruzeiro do Sul, Porto Acre, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Tarauacá, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus, alcançando aproximadamente 2100 alunas e alunos, os quais escreveram sobre o tema “Estratégias para quebrar o ciclo da Violência Doméstica”. Saiba mais.

A sensibilização sobre o tema é essencial para combater e prevenir novas violências, uma vez que o Acre possui índices alarmantes de violência doméstica. A política de interiorização com as ações educativas foi consolidada com as redações, que registraram reflexões sobre o tema e suas interseccionalidades como respeito, cidadania, direitos humanos, igualdade de gênero e cultura de paz. A cartilha Vozes que Transformam foi uma inovação da Cosiv e Secretaria de Comunicação imprimindo o simbolismo de “dar voz” à mudança da cultura atual.

Fotos: Arquivo TJAC.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC conquista Selo Linguagem Simples do CNJ pelo programa Audiência Pública

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No ar há 25 anos, iniciativa utiliza uma comunicação clara para levar informações jurídicas e orientações à população; esta é a segunda vez que o Judiciário acreano ganha esse prêmio

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) conquistou o Selo Linguagem Simples, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o programa de rádio Audiência Pública. A relação dos órgãos contemplados na edição 2026 foi divulgada nesta terça-feira, 29. Esta é a segunda vez que o Judiciário acreano recebe o reconhecimento.

A premiação tem como objetivo incentivar a implementação de ações e projetos que promovam a simplificação da comunicação institucional e da linguagem utilizada em decisões judiciais, documentos, atos processuais e demais formas de interação com a sociedade.

Podem participar órgãos e unidades do Poder Judiciário que desenvolvam iniciativas alinhadas aos objetivos do Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, instituído pelo CNJ em 2023. Neste ano, 86 projetos foram contemplados com o selo. Para receber a certificação, era necessário alcançar mais de 60 pontos. O TJAC obteve 70.

Projeto vencedor

No ar há 25 anos, o Audiência Pública é um programa do Poder Judiciário do Acre, veiculado na rádio pública Difusora Acreana (104,5 FM), todas as segundas-feiras, às 15h. O apresentador é o juiz auxiliar da Corregedoria, Cloves Ferreira. Ao lado de convidados, ele discute novidades do mundo jurídico e ações do Tribunal acreano.

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O espaço também se consolidou como uma ferramenta de diálogo direto com a população, sobretudo por apresentar, de forma simples e objetiva, orientações e esclarecimentos sobre assuntos de interesse da sociedade. O programa promove debates, responde a dúvidas encaminhadas pelos ouvintes e recebe especialistas e magistrados para explicar questões jurídicas e sociais.

Institucionalizado em 2011, quando passou a integrar os produtos sob a administração da Secretaria de Comunicação Social (Secom), o programa ampliou seu alcance. De acordo com o apresentador e idealizador do Audiência Pública, juiz Cloves Ferreira, a atração chega aos moradores da capital e também àqueles que vivem no interior, inclusive em regiões distantes.

“Queremos sempre aprimorar o programa em benefício da comunidade e oferecer serviços compreensíveis para todas as pessoas, especialmente para aquelas que têm mais dificuldade de interpretar a linguagem jurídica. Afinal, uma Justiça que se comunica de forma clara e acessível também se aproxima mais da sociedade e fortalece o exercício da cidadania”, disse o magistrado ao destacar a linguagem adotada no Audiência Pública.

Esforço institucional

O TJAC busca tornar sua comunicação mais simples e acessível à comunidade, ao reconhecer que o uso de uma linguagem clara facilita o acesso às informações sobre a Justiça acreana e permite que cada pessoa encontre, compreenda e utilize esses conteúdos de forma rápida e autônoma.

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A instituição integra o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples e criou a Comissão Gestora do Programa de Simplificação da Linguagem (COPSL), responsável por estabelecer diretrizes para o uso da linguagem simples e a facilitação visual, conforme as orientações do CNJ.

Além disso, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) produz materiais com linguagem clara e acessível. A proposta é facilitar a compreensão de informações jurídicas, muitas vezes consideradas complexas, e contribuir para uma comunicação institucional mais próxima da sociedade.

Fotos: Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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