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Acre fortalece articulação para enfrentar impactos de eventos climáticos extremos em territórios indígenas

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O governo do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), realizou, nesta terça-feira, 5, em Rio Branco, uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por discutir os impactos de eventos climáticos extremos em territórios indígenas e também em áreas urbanas do estado. O encontro reuniu, de forma presencial e virtual, gestores e técnicos de diferentes instituições envolvidas na iniciativa.

Criado pela Portaria nº 43/2024, o GT tem como objetivo articular ações voltadas ao enfrentamento e à adaptação às mudanças climáticas, com foco especial na segurança alimentar, nos recursos hídricos e na proteção dos territórios indígenas. O grupo integra estratégias do Plano de Resiliência frente a alagações e busca respostas coordenadas diante do aumento da frequência e da intensidade de eventos extremos na Amazônia.

Grupo de Trabalho foi criado para discutir atuação do Estado e instituições  sobre os impactos das mudanças climáticas. Foto: Danna Anute/Sepi

Diante do cenário recente, marcado por enchentes severas, a secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou a necessidade de fortalecer a atuação conjunta e integrada entre os órgãos envolvidos.

“Entre os principais pontos da pauta estão os informes das construções de poços e cacimbas em territórios indígenas e os impactos da cheia repentina que atingiu o rio Gregório, afetando a Terra Indígena Yawanawa do rio Gregório. O fenômeno atingiu 18 aldeias, provocando alagamentos e prejuízos significativos nos territórios. Diante desse cenário, o fortalecimento do Grupo de Trabalho é essencial para consolidar estratégias integradas de resposta e mitigação, especialmente frente à intensificação dos eventos climáticos extremos na Amazônia”, afirmou.

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As enchentes mencionadas afetaram diretamente os povos Yawanawa e Noke Koî, no município de Tarauacá, além do povo Apolima Arara, em Marechal Thaumaturgo, entre outras populações da região, evidenciando a urgência de medidas estruturadas e contínuas.

O titular da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), João Paulo Silva, ressaltou a importância de realizar essas ações de forma ágil, bem como da escuta aos povos indígenas e do trabalho integrado.

“Reforço que não podemos abrir frentes de serviço nem tomar decisões sem ouvir quem vive e conhece a realidade no território. Cada território tem suas peculiaridades, que precisam ser respeitadas em cada ação planejada. Por isso, defendo que nosso trabalho seja pautado pela escuta qualificada e pela construção articulada, respeitando as realidades locais”, ressaltou.

Representantes de diversos órgãos participaram do encontro.  Foto: Danna Anute/Sepi

A reunião contou com a participação de membros do GT, que é composto por órgãos estaduais, federais e organizações da sociedade civil, como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), a Defesa Civil do Estado do Acre, além de secretarias estaduais de Saúde, Meio Ambiente, Agricultura, Planejamento e Assistência Social, e da Companhia de Habitação do Acre (Cohab).

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A secretária adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Renata Souza, destacou a importância da reunião do grupo de trabalho voltada à mitigação dos eventos climáticos extremos em territórios indígenas e reforçou o compromisso do Estado com a proteção ambiental e com os povos originários.

“Essa reunião é um passo fundamental para fortalecer a atuação integrada entre governo, instituições e comunidades indígenas, permitindo a construção de estratégias eficazes de prevenção, adaptação e resposta aos eventos climáticos extremos. Precisamos unir conhecimento técnico e saber tradicional para garantir mais segurança, resiliência e proteção aos territórios indígenas diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas”, afirmou.

O fortalecimento do Grupo de Trabalho é fundamental para garantir respostas mais eficazes e sensíveis às realidades locais diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, especialmente em territórios indígenas, que estão entre os mais vulneráveis aos efeitos desses eventos extremos.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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