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Com parceria entre Estado e governo federal, carreta do programa Agora Tem Especialista inicia atendimentos no Acre

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Com o objetivo de reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso da população ao atendimento especializado, o programa Agora Tem Especialistas’, chega ao Acre por meio da parceria entre Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e município de Rio Branco.

Solenidade de abertura contou com a presença de representantes dos governos estadual e federal. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

Dando início aos trabalhos, a abertura oficial do Programa foi realizada no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac), na manhã desta sexta-feira, 10.

Secretário destacou a importância da união entre as esferas para que o atendimento chegue aos que mais necessitam. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

“O paciente não é do Município, não é do Estado, nem da União. Ele é o paciente que necessita de um esforço somado entre as três esferas de governo. Hoje, o programa Agora Tem Especialistas ganha mais uma ferramenta essencial com o recebimento desta carreta. Ela se junta ao SUS para fortalecer a assistência à nossa população”, frisou o titular da Sesacre, Pedro Pascoal.

Atendimentos iniciaram na manhã desta sexta-feira,10, fortalecendo os atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS). Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

A Unidade Móvel (carreta), que está localizada no estacionamento do Centro de Convenções da Ufac, iniciou os atendimentos especializados na manhã desta sexta-feira,10. “Estaremos aqui por 20 dias úteis, localizados na Ufac, atendendo mulheres de Rio Branco e região. Este é um esforço conjunto vital para fortalecer a rede de atenção à saúde da mulher e salvar vidas por meio da prevenção”, destacou a apoiadora do programa Agora Tem Especialistas no Acre, Elisa Medeiros.

A moradora do bairro Conquista, Fabiana Ramos, relata: “Eu já havia feito meus exames no Hospital de Amor. Quando soubemos da chegada da carreta me ligaram e eu vim aqui na Ufac para mostrar meus resultados. Eu ainda não tinha conseguido fazer isso na unidade de saúde do meu bairro.

Apoiadora do programa Agora Tem Especialistas no Acre, Elisa Medeiros falou sobre os atendimentos voltados para a Saúde da Mulher. Foto: Clemerson Ribeiro /Anac

“Estamos muito felizes em dar início a uma ação crucial no nosso território: a chegada da Unidade Móvel de Saúde da Mulher! Essa unidade vem para reforçar o cuidado com a saúde feminina, oferecendo consultas em ginecologia e mastologia e exames preventivos, todos regulados pelo Complexo Estadual de Saúde”, disse Elisa Carneiro.

Fabiana Ramos durante a consulta. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

Com relação ao acolhimento da equipe multiprofissional que a atendeu na carreta, Fabiana conta: “Fui atendida por uma excelente profissional, foi ótimo! Ela me tranquilizou, pois eu estava muito ansiosa, mas deu tudo certo. Só tenho a agradecer a preocupação que ela teve em me acalmar e me dizer que tudo daria certo. Foi ótimo, porque eu ainda não tinha conseguido apresentar meus exames, mas aqui já deu tudo certo. Fico muito grata.”

De acordo com o secretário, a ação de saúde que chega com a Unidade Móvel, busca alcançar o paciente, seja no município ou no interior, que aguarda por exames cruciais como a mamografia, o preventivo, o ultrassom ginecológico ou a consulta com especialista.

Sobre as ações do Estado para ampliar o alcance da população aos serviços de Saúde, o secretário acrescentou: “Neste primeiro momento, por determinação do Ministério da Saúde, a carreta ficará em Rio Branco. No entanto, o governo do Acre já está em processo de aquisição de uma carreta própria para compor o programa Agora Tem Especialistas, garantindo que a assistência seja levada para perto de toda a população do nosso estado”, ressaltou Pedro Pascoal.

Ações para Redução de Filas e Cirurgias

Desde 2019, o Acre tem se destacado nacionalmente no esforço de redução de filas. “Fomos o estado com a maior taxa de expansão na redução de filas de cirurgia no ranking nacional entre 2022 e 2024, ocupando o primeiro lugar. Hoje, estamos na quarta posição nessas ações. Nossa intenção é reduzir drasticamente o tempo de espera. Desde 2019, já realizamos mais de 55 mil cirurgias. Fecharemos o ano de 2025 com mais de 14 mil cirurgias realizadas”, acrescentou o gestor da Sesacre.

Superintendente estadual do Ministério da Saúde no Acre, Pedro de Oliveira, falou sobre o alcance do programa. Foto: Clemerson Ribeiro/ Anac

O superintendente estadual do Ministério da Saúde no Acre, Pedro de Oliveira, explicou que a carreta do programa ficará por 30 dias atendendo as mulheres que já estão cadastradas na regulação. ”É importante ressaltar que o atendimento não será exclusivo para a capital. Mulheres dos municípios do interior que estão na fila de espera também serão contatadas para virem a Rio Branco e serem atendidas aqui”.

Agilidade no Atendimento e Tratamento

A carreta traz uma equipe multiprofissional e oferta os serviços de consulta e encaminhamento para exames conforme a necessidade de cada paciente.

O superintendente relata que o grande diferencial do programa é a agilidade e a rapidez em todo o processo, desde a consulta, o diagnóstico e o início do tratamento. “A equipe fará o atendimento e, quando necessário, encaminhará os casos para o Hospital de Amor para a análise dos exames e o início imediato do tratamento. O foco é garantir que o tempo de espera seja mínimo e que a mulher tenha acesso rápido ao cuidado que ela precisa.”

Atualmente, são 28 carretas em operação no Brasil, e o Acre foi contemplado com uma, que garante a assistência a quem estava esperando pelo atendimento especializado.

A apoiadora Elisa Carneiro, acrescentou que esta é uma parceria estratégica entre o Ministério da Saúde, a Sesacre, a Universidade Federal do Acre (Ufac), sendo uma ação integrada à campanha do Outubro Rosa e tem como principal objetivo garantir o diagnóstico precoce e o atendimento especializado para as mulheres.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre reforça apoio às aldeias atingidas por enchente na Terra Indígena do rio Gregório, em Tarauacá

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Gestores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e de Povos Indígenas (Sepi) estiveram nesta quarta-feira, 29, na Terra Indígena do rio Gregório, no município de Tarauacá, para dialogar com as lideranças e acompanhar de perto os impactos da enchente que, ao longo desta semana, atingiu as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í.

A visita integra a força-tarefa do governo do Estado, estruturada para assegurar uma resposta rápida, coordenada e eficaz às comunidades impactadas pela elevação do nível do Rio Gregório. A mobilização ocorre por determinação direta da governadora Mailza Assis, que, desde o último sábado, 26, acompanha de perto os desdobramentos da situação e tem acionado equipes para atuação imediata nas áreas atingidas.

Governo do Acre reforça apoio às aldeias atingidas por enchente na Terra Indígena do rio Gregório, em Tarauacá. Foto: Emanoel Farias/Sema

A cheia resultou em alagamentos de moradias, em prejuízos significativos às roças, em perdas na criação de peixes em açudes e em danos à produção de subsistência, afetando diretamente a segurança alimentar de famílias ribeirinhas e indígenas da região.

Durante a agenda, os gestores estaduais dialogaram com as lideranças indígenas, promovendo uma escuta qualificada para o levantamento das principais demandas. Entre as necessidades apresentadas estão o envio de cestas básicas e de água potável, materiais de construção para a reconstrução das moradias, além de apoio à reestruturação das atividades produtivas.

Gestores da Sema e da Sepi realizaram escuta qualificada com as comunidades para levantar as principais demandas. Foto: Emanoel Farias/Sema

Para além da assistência emergencial, o governo do Estado pretende avançar na construção de estratégias de médio e longo prazo, com foco na adaptação às mudanças climáticas, diante da recorrência de eventos extremos. A proposta é elaborar, de forma integrada com outros órgãos governamentais e em diálogo permanente com as comunidades, um plano de fortalecimento da resiliência do território, contemplando melhorias na infraestrutura, a recuperação das áreas atingidas e a reorganização das estruturas comunitárias.

A missão também tem como objetivo prestar assistência às famílias afetadas pela cheia que integram o Complexo de Florestas Estaduais do rio Gregório (Cferg).

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, explicou que a visita teve como principal objetivo ouvir as lideranças e alinhar medidas de apoio às comunidades atingidas pelas enchentes.

Secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destaca o diálogo como importante ferramenta para atender às demandas das comunidades. Foto: Emanoel Farias/Sema

“O governo do Estado se coloca na posição de ouvir para entender como pode contribuir de forma efetiva. Neste primeiro momento, estamos garantindo apoio emergencial, com envio de cestas básicas e água potável. Também já iniciamos a construção de um plano de trabalho mais estruturado: vamos avançar na eloaboração de um plano de adaptação às mudanças climáticas, além de medidas de reconstrução, recuperação das áreas atingidas, apoio à retomada da produção e reestruturação das comunidades.”

A secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou que o governo do Estado mantém presença constante nos territórios afetados pelas enchentes, com foco na escuta das comunidades e no encaminhamento das demandas apresentadas.

Secretária de Estado dos Povos Indígenas, Francisca Arara, acredita que o trabalho em conjunto das secretarias pode garantir respostas rápidas às demandas das aldeias visitadas. Foto: Emanoel Farias/Sema

“Ouvimos 11 aldeias da Terra Indígena do rio Gregório para compreender os danos causados por essa enchente. Também vamos dialogar com o povo Nawa, que igualmente foi afetado. O governo do Acre tem se faz presente nos territórios, mantendo diálogo direto com as lideranças. As demandas apresentadas serão encaminhadas às instâncias competentes, seja nas áreas de energia, de abastecimento de água ou de segurança alimentar, para que possamos garantir respostas rápidas e efetivas às comunidades impactadas por essa enchente.

Para a líder do Povo Yawanawa, Tashka Peshaho Yawanawa, a enchente registrada neste mês é um marco preocupante na história do território.

Líder do Povo Yawanawa, Tashka Peshaho Yawanawa, acredita que os povos indígenas são os mais afetados pelas mudanças climáticas. Foto: Emanoel Farias/Sema

“Abril costuma marcar o início do verão amazônico, quando as águas começam a baixar, mas, neste ano, ocorre uma situação inédita. Isso mostra claramente os impactos das mudanças climáticas. Os povos indígenas estão na linha de frente e são os mais afetados. Por isso, precisamos repensar nosso modo de viver e fortalecer estratégias de adaptação. Agradecemos a presença do governo, com a qual pudemos apresentar nossas necessidades e iniciar um planejamento conjunto.”

Durante a visita da equipe do governo do Estado às comunidades afetadas pela cheia do rio, a liderança Leda Yawanawa, da aldeia Matrichan, destacou a importância do apoio neste momento crítico para as famílias indígenas.

Para a liderança Leda Yawanawa, da aldeia Matrichan, a presença do governo no território é essencial para enfrentar as consequências da enchente. Foto: Emanoel Farias/Sema

“Eu estou muito feliz em receber a equipe do governo do Estado aqui para nos ajudar e nos apoiar nessa enchente que causou um problema muito sério. Essa mudança climática é muito difícil para nós. A conversa que tivemos foi muito importante porque precisamos desse apoio agora, pois a água foi afetada e não está adequada para o consumo. A saúde pode piorar, e as pessoas podem adoecer cada vez mais”.

As ações mobilizam diversos órgãos do governo estadual, entre eles a Sema, a Sepi, a Casa Civil e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), além de forças de segurança e prefeituras locais.

A articulação também envolve organizações indígenas e parceiros institucionais, com atuação integrada tanto no atendimento emergencial às famílias atingidas quanto na reconstrução das áreas afetadas e no fortalecimento da resiliência das comunidades diante de eventos climáticos extremos.

Fonte: Governo AC

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