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Exposição de trabalhos encerra residência em TI e destaca talentos locais
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A aula inaugural do Programa Residência em Tecnologia da Informação ocorreu em dezembro de 2024 com o propósito de qualificar profissionais de TI para atuarem em ambientes e projetos reais
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud), encerrou, nesta quinta-feira, 30, a Residência em Tecnologia da Informação com a exposição de trabalhos desenvolvidos pelos participantes. O evento foi realizado no auditório da instituição e marcou a culminância de uma iniciativa educacional fruto de convênio entre o TJAC, a Esjud e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A programação teve como foco a apresentação dos projetos elaborados pelos discentes bolsistas da residência, reunindo magistrados, servidores e servidoras do Judiciário acreano e estudantes convidados da área de Tecnologia da Informação.
Durante a cerimônia de abertura, o diretor da Esjud, desembargador Luís Camolez, destacou a importância estratégica da tecnologia na sociedade contemporânea e no ambiente educacional. Ele ressaltou a necessidade de instituições de ensino mais dinâmicas e acolhedoras, voltadas à disseminação do conhecimento e à valorização da interação humana. Segundo o magistrado, o avanço tecnológico no Poder Judiciário está diretamente ligado ao compartilhamento de saberes e ao incentivo a práticas inovadoras.

Já o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, enfatizou o momento de transformação vivido pela sociedade, impulsionado especialmente pela inteligência artificial. Ele destacou a relevância de investir na formação de talentos locais por meio de parcerias com universidades e programas de residência.
“Profunda gratidão aos educadores e estudantes que se dedicam a modernizar a instituição por meio do conhecimento especializado. Sabemos que a empolgação de fazer o novo é o que transforma. Agradeço a todos que participaram desse processo”, afirmou.


Trabalhos
Entre os trabalhos apresentados, destacou-se o “Catálogo de Serviços de TIC – GLPI”, desenvolvido por Paulo Alencar, bacharel em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá. Na sequência, André de Oliveira e Vinícius Sá apresentaram o “Portal do Acolhimento – SGA”, trazendo contribuições voltadas à melhoria de processos institucionais.
A terceira exposição abordou os “Painéis de BIAl da Esjud”, conduzida por Victória Cavalcante, mestra em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Acre, e Ediciana Torres, tecnóloga em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Uninorte. Já o projeto “Banco de Prompts – Abunã” foi apresentado por Dalila Queiroz e Luan de Lima, também com formação pela Ufac.
O quinto trabalho, intitulado “SEI Julgar”, contou com a participação de André de Oliveira, Vinícius Sá e Victória Cavalcante, enquanto o encerramento das apresentações ficou por conta de Rani Bezerra, com o projeto “Automação de matrículas da Esjud”.




O TJAC instituiu o Programa de Residência Jurídica e em Tecnologia da Informação em 2024, ainda na gestão da desembargadora Regina Ferrari, com o objetivo aprimorar a formação teórica e prática dos profissionais do Sistema de Justiça acreano, em especial os bacharéis em Direito e graduados da área de Tecnologia da Informação e Comunicação.
A aula inaugural do Programa Residência em Tecnologia da Informação, por exemplo, ocorreu em dezembro de 2024 com o propósito de qualificar profissionais de TI para atuarem em ambientes e projetos reais, contribuindo para sua inserção no mercado de trabalho e fomentando a inovação tecnológica em diferentes setores institucionais e de organizações públicas.


O secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação, Elson Correia, agradeceu a gestão e destacou a importância do investimento contínuo em inovação e qualificação profissional. Segundo ele, iniciativas como a residência em tecnologia fortalecem a capacidade do Tribunal de desenvolver soluções eficientes e alinhadas às necessidades da sociedade.
O professor-orientador da Residência João Marcos disse que a residência é muito importante porque forma mão de obra qualificada, que posteriormente pode ser absorvida pelo próprio Tribunal. “Ou seja, além de capacitar profissionais, a iniciativa também contribui diretamente para o desenvolvimento de projetos. Um exemplo disso são os projetos apresentados aqui. Tivemos participantes que estavam trabalhando com LLN — algo que inicialmente estava fora do escopo de sua área de especialização. Eles foram selecionados para uma determinada área, mas se desenvolveram tão bem que passaram a atuar também em outras frentes”, salientou.
Segundo ele, isso demonstra um ganho ainda maior para o Tribunal, que passa a contar com profissionais altamente qualificados, inclusive em áreas que não eram originalmente a demanda.
Ele destacou também que a carga horária apresentada, de cerca de 1.700 horas, vai além dos números, pois o conhecimento adquirido ao longo do processo não pode ser mensurado apenas dessa forma.
“A universidade, por meio do Instituto Metrópole Digital, começou a pensar nesse modelo ainda em 2018, quando iniciou a prospecção dos primeiros projetos de residência. A proposta era justamente despertar esse interesse e aproximar professores de Tecnologia da Informação de instituições públicas e privadas”.
O professor da UFRN, Jair Leite compartilhou da importância da qualificação profissional contemplado em projetos dessa natureza. Segundo ele, há cerca de dez anos, tem-se buscado levar para os órgãos públicos projetos desenvolvidos na universidade, seja no ensino, na pesquisa ou na inovação.
“A proposta é selecionar profissionais recém-formados, que muitas vezes ainda não tiveram oportunidades no mercado de trabalho, e inseri-los em organizações onde possam se desenvolver na prática. Enquanto o setor privado avança com mais agilidade, percebemos que muitos órgãos públicos enfrentam dificuldades para incorporar novos profissionais aos seus quadros, principalmente por questões burocráticas. Diante disso, entendemos que a parceria com instituições públicas seria um caminho viável e estratégico. Esse modelo permite que os órgãos tenham acesso a uma mão de obra qualificada, que já possui formação, mas que também continua em processo de capacitação, podendo se aprofundar em áreas específicas — como é o caso aqui da área de Business Intelligence. O Tribunal compreendeu esse potencial e foi buscar esse modelo no Rio Grande do Norte, onde já havia experiências bem-sucedidas”, finalizou.
Em nome da turma, João de Matos, agradeceu aos professores pela confiança, pelo incentivo ao conhecimento científico e pelo investimento na equipe. Estendeu os agradecimentos ainda àqueles que representam e fortalecem a estrutura do sistema de justiça.
Fotos: Elisson Nogueira/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Casal Huni Kuin viaja seis dias de barco para ser atendido no Projeto Cidadão
Nory Ferreira conseguiu o termo de curatela da mãe, enquanto o esposo, Tomas Rodrigues, ingressou com ação para corrigir a data de nascimento na certidão. Eles estão entre os mais de mil atendidos nesta edição do mutirão
Um casal do povo indígena Huni Kuin enfrentou seis dias de viagem de barco até Sena Madureira para ser atendido no Projeto Cidadão. Nory Ferreira, de 48 anos, e o esposo, Tomas Rodrigues, de 58, vieram da Aldeia Porto Rico, em Santa Rosa do Purus. O local tem acesso apenas pelo Rio Purus. Mesmo diante da distância, os dois buscaram os serviços públicos oferecidos pela ação social do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

Nory viajou com a intenção de obter o termo de curatela provisória da mãe, Albertina Kacixawá, de 85 anos. O documento permite que a filha represente e cuide dos interesses da idosa. É uma prova legal, perante bancos, órgãos públicos, hospitais e outras instituições, de que a mulher tem respaldo judicial para tomar decisões.
Ela contou que, há 10 anos, resolve tudo relacionado à vida da mãe. Para isso, tinha uma procuração, mas o documento só tinha validade de um ano. Por esse motivo, as duas precisavam comparecer ao cartório todos os anos. A tarefa era difícil, uma vez que ambas moram na aldeia e dona Albertina sofre com problemas de locomoção.

Cansada dessa situação, procurou a Justiça e obteve uma decisão favorável que concedia a curatela provisória da mãe. Entretanto, perdeu o termo e, consequentemente, voltou a enfrentar problemas para conseguir representar a idosa. A solução foi procurar o Projeto Cidadão. Deu certo. Em poucos minutos, estava com o documento em mãos.
O esposo de Nory, Tomas Rodrigues, de 58 anos, foi outro que se beneficiou dos atendimentos do Projeto Cidadão. No caso dele, havia um erro em sua certidão de nascimento. Ele nasceu em 1967, mas no registro consta como se tivesse nascido em 1972. Para corrigir o erro, precisou ingressar com uma ação de retificação. A Defensoria Pública, parceira da ação, deu andamento ao processo.

Mais de mil atendimentos
A história do casal representa uma das inúmeras atendidas nesta edição do Projeto Cidadão em Sena Madureira. A Coordenadoria de Apoio a Programas Sociais (Coaps), responsável pela ação, estima mais de mil atendimentos nos dois dias de mutirão no município. A iniciativa ocorreu nos dias 22 e 23 de setembro, das 8h às 15h, na Escola Professor Messias Rodrigues de Souza.
Durante o trabalho social, moradoras e moradores de Sena Madureira tiveram acesso a serviços como emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), orientação jurídica, consulta processual e atualização cadastral em programas sociais.
A proposta do TJAC ao reunir diversos serviços públicos em um único espaço é garantir a cidadãs e cidadãos em situação de vulnerabilidade acesso rápido e gratuito à documentação básica, além de atendimentos nas áreas jurídica, de saúde, assistência social e cidadania.




Programação reforçada
Mais uma vez, a programação contou com o reforço da equipe da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes). Em parceria com o município, foram oferecidos testes rápidos para hepatites B e C, HIV e sífilis, aferição da pressão arterial e da glicemia, vacinação, atendimentos médicos, odontológicos, nutricionais, fisioterapêuticos e psicológicos.
O operador de máquinas Suliekson Alves, de 38 anos, procurou o serviço de fisioterapia. Ele soube pelo rádio que o atendimento estaria disponível no Projeto Cidadão e foi avaliar a recuperação do pulso, fraturado após uma queda de uma caminhonete em movimento. Ao deixar a consulta, disse ter recebido boas notícias.
“Rapaz, isso aqui é um projeto que ajuda muito as pessoas que não têm condição financeira pra procurar um atendimento em outro município ou até mesmo pra se deslocar até outra cidade, sem saber se vai ser atendido. Através desse projeto aqui, muitas pessoas estão sendo beneficiadas”, afirmou Suliekson.

Projeto Cidadão no combate à violência de gênero
A Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) participou do Projeto Cidadão com o programa Conscientização pela Paz no Lar. A equipe realizou palestras sobre prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar para mais de 200 estudantes do 1º ano do ensino médio.
As atividades ocorreram na Escola Dom Júlio Mattioli e teve como objetivo promover uma reflexão entre alunas e alunos sobre a violência contra a mulher. As palestras pretendem contribuir para a formação desses adolescentes, os tornar capazes de dialogar sobre o tema, identificar e denunciar situações de violência doméstica.
Como forma de estímulo para conhecer mais acerca do assunto, os jovens foram incentivados a redigir um texto dissertativo-argumentativo. As melhores produções participam de um concurso de redação. Os vencedores de cada escola ganham um computador doado peo Tribunal de Justiça.




E não para por aí…
A programação termina com o casamento coletivo. A cerimônia ocorre nesta quarta-feira, 23, às 17h, na quadra poliesportiva da Escola Professor Messias Rodrigues de Souza. A celebração da união dos 100 casais será conduzida pelo juiz da Vara Cível de Sena Madureira, Caique Cirano.
Parceria
Esta edição do Projeto Cidadão contou com o apoio do Ministério Público do Acre (MPAC), da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), da Receita Federal, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Prefeitura de Sena Madureira e do Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Polícia Civil (PCAC) e da Secretaria da Mulher (Semulher).
Fotos: Gabriel Yjalade/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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