TJ AC
Comissão de Soluções Fundiárias atua para mediar saída de conflito agrário em Rodrigues Alves
TJ AC
Inventariante de espólio alega que cedeu parte de pastagem pra que um número fechado de moradores pudessem manter seus pequenos rebanhos. Na ação, ele alega que os permissionários não mantiveram acordo de impedir entrada de terceiros e outros rebanhos
A Comissão de Soluções Fundiárias (COMSF) realizou, na última terça-feira, 19, visita técnica a uma área de 634,66 hectares de terra sob litígio, na Comunidade Pucalpa (Seringal Pucalpa I), no município de Rodrigues Alves, Alto Juruá. A área de terra faz parte do espólio de um casal de pioneiros.
As atividades foram conduzidas pela juíza Shirlei Hage, integrante permanente da COMSF, com o apoio da magistrada substituta Mirella Giansanti, que responde pela Vara Única da Comarca de Rodrigues Alves, da secretária executiva do órgão, Adalcilene Pinheiro, bem como do representante da Assessoria Militar do TJAC, Ten. Victor Flores, operador de drone que realizou a marcação GPS da área em disputa.
Equipes do Incra, do Iteracre, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), da Secretaria de Assistência Social do Município de Rodrigues Alves, do IMAC, do MPAC e da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC) também participaram da ação, como usual.
Ao saberem que as equipes da COMSF estavam na comunidade, rapidamente mais de 80 moradores e moradoras da ocupação convergiram ao ginásio local, entre eles, mulheres com filhos de colo, grávidas, idosos e pessoas com dificuldades de locomoção.




A juíza Shirlei Hage iniciou o diálogo com a comunidade, esclarecendo o papel da Comissão de Soluções Fundiárias e enfatizando que o objetivo principal do órgão é buscar uma solução mediada e pacífica para o conflito, evitando desocupações forçadas.
O apoio da magistrada substituta Mirella Giansanti, que responde pela Vara Única da Comarca de Rodrigues Alves, juntamente com sua equipe, foi essencial para que a COMSF pudesse ter as melhores condições possíveis para realizar a interlocução com a comunidade.
Durante a visita, a juíza Shirlei Hage trouxe um anúncio que acalmou os ânimos dos moradores. Ela esclareceu que a ação judicial de reintegração de posse diz respeito somente a um grupo específico de moradores alocados em uma área de pastagem, não havendo qualquer pedido do autor para retirada das famílias que já vivem na área consolidada da ocupação.
“Vocês podem ficar despreocupados quanto a isso. A ação na Vara Única da Comarca de Rodrigues Alves é exclusivamente em relação a essas pessoas em específico. Vocês podem voltar tranquilos para suas casas”, enfatizou a magistrada.
A declaração foi recebida com visível alívio pelos moradores, ajudando a dissipar o sentimento de incerteza sobre a possibilidade de uma desocupação forçada e a promover uma aproximação da Justiça do Estado do Acre à comunidade local.



Pacto desrespeitado
De fato, o próprio autor, inventariante do espólio de um casal de pioneiros do Alto Juruá, expressou, na ocasião, que o conflito instalado não é contra a comunidade, que já vive há décadas na área consolidada da ocupação, mas tão somente em relação a um grupo específico ao qual foi concedida uma reserva de pasto para criação de seus pequenos rebanhos. Ele alega que essas pessoas deram origem ao litígio quando descumpriram o pacto de não permitir a entrada de terceiros – e outros rebanhos – no local.
A constatação da presença dos bovinos e as coordenadas de GPS do local da controvérsia foram obtidos com êxito pelas equipes da COMSF e instituições parceiras. Pela primeira vez, as equipes utilizaram drones para auxiliar os trabalhos. O drone do TJAC foi operado pelo Ten. Victor Flores.





“Alívio, né?”
“Seu” Nilton, 50 anos, foi um dos que receberam a informação com alívio. Ele conta que chegou ao Pucalpa em 1988, ainda aos 13 anos, mas que estava temeroso, como os demais, desde a visita preparatória da equipe da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Direitos Humanos realizada para conhecer mais a fundo a realidade socioeconômica das famílias. Eles temiam ser despejados.
O que o “Seu” Nilton não sabia era que a abordagem da SEASDH faz parte do levantamento de dados técnicos para subsidiar a atuação e interlocução da COMSF para tentar encerrar o conflito de forma amigável, levando em consideração o estado de vulnerabilidade das famílias, a presença de crianças, pessoas com deficiências, idosos, número de pessoas por imóvel e mesmo se já são assistidas por programas sociais.
A atuação conjunta revela o caráter colaborativo e interinstitucional dos trabalhos coordenados pela COMSF no intuito de solucionar conflitos agrários no Acre, tendo sempre como objetivo principal a resolução pacífica dos litígios fundiários.
“Isso trouxe um alívio pra gente, né? Porque a gente tava preocupado também, né? Porque quando o pessoal dos direitos humanos foi fazer o cadastro, nós ficamos preocupados, né? Onde é que a gente ia viver? Que não tem onde morar, não tem pra onde ir, né? E quando a juíza disse que os moradores ficassem despreocupados que não era com eles, aí o alívio bateu”, desabafou um sorridente “Seu” Nilton.
As Comissões de Soluções Fundiárias
A criação das Comissões de Soluções Fundiárias foi inspirada na ADPF 828, do Supremo Tribunal Federal (STF), cujo relator, ministro Edson Fachin, determinou, durante a pandemia da Covid-19, que os Tribunais brasileiros deveriam priorizar a mediação de conflitos fundiários coletivos, evitando ao máximo o uso da força policial para o cumprimento de mandados de reintegração de posse.
Mesmo com o fim da pandemia, as Comissões de Soluções Fundiárias se mostraram uma ferramenta eficaz na mediação de conflitos agrários, e sua atuação foi mantida como uma política permanente do Tribunal de Justiça do Acre









Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Google Day engaja servidores e impulsiona a transformação digital do Judiciário acreano
Mais do que um treinamento técnico, o evento foi uma estratégia de aproximação e valorização dos servidores para a modernização do tribunal
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) recebeu o Google Day nesta quinta-feira, 23. Realizado em parceria com o Google e a Safetec, a proposta do evento foi ofertar uma imersão tecnológica para engajar as servidoras e servidores com a transformação digital em curso no Judiciário acreano.
O TJAC adquiriu o Google Workspace. Agora, servidoras e servidores têm disponível um pacote completo de ferramentas de produtividade e colaboração. Em razão disso, o e-mail institucional foi transferido para Gmail sob domínio da instituição. O Google Chat veio para substituir o “saudoso” Pandion. Esses são só alguns exemplos das muitas funcionalidades que estão revolucionando a rotina de trabalho.
Você já acessou o seu Google Workspace?

Google Day
Quando a tecnologia resolve um incômodo do dia a dia, é mais fácil estar receptivo à inovação. Para apresentar o escritório virtual e os recursos avançados, os servidores foram acolhidos em um ambiente instagramável, com um cafezinho feito na hora. Então, se por acaso você ver na rede social as fotos das equipes ostentando seu press kit, saiba que são profissionais do Judiciário acreano que estão compartilhando a nova cultura organizacional: mais leve, moderna e conectada.
A abertura do evento foi inaugurada pelo secretário de Tecnologia da Informação, Elson Correia. Na oportunidade, ele agradeceu ao presidente do TJAC pelo olhar para a tecnologia, “pois foi por essa escolha administrativa que foi possível agregar valor à instituição e fazer deste ano um período de entregas”. Ressaltou ainda o esforço empreendido na migração e adaptação, os quais exigiram a criação de uma infraestrutura robusta para mitigar o impacto dentro do ambiente de cada secretaria. Seu discurso foi ovacionado pela plateia.
De acordo com os facilitadores da Safetec, mais de 4,4 milhões de itens foram migrados em oito dias, 115 diretórios setoriais para gerenciamento dos arquivos e 830 contas setoriais convertidas em grupos. A adoção do Workspace representa ainda uma economia anual de R$ 1,1 milhão para o TJAC.




O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, reafirmou os eixos de sua gestão e explicou como o cenário atual necessitava de ferramentas mais inteligentes e seguras. Os propósitos definidos e claros são premissas para a produtividade. Nesse sentido, o magistrado tangenciou temas mais complexos como a fragmentação, colaboração e como tudo é convertido em respostas para a sociedade.
Dezenas de servidores, de todos os municípios acreanos, participaram do evento por videoconferência. No encerramento, foi apresentado um breve panorama das ferramentas da plataforma, com destaque para os recursos avançados que estão disponíveis na versão corporativa. Os próximos passos são: a finalização da migração, sessões de treinamento e ajustes de colaboração.




Conectar para Transformar
Incentivando o protagonismo de soluções, o desafio agora é a apropriação das ferramentas e transformação dessas em experiências. Para tanto, o servidor é o centro da inovação e a meta é melhoria da prestação jurisdicional.
Veja o que disseram os participantes:
Eu como entusiasta do Google, como dizem um verdadeiro “Google lover”, estou achando ótima a ideia de trazer ferramentas com mais colaboração para os servidores, porque vai fazer os dias serem muito mais produtivos para gente – Robison Fernandes

Acho muito importante esse treinamento de hoje, porque vai dinamizar o trabalho colaborativo dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Acre. Isso vai fazer diferença na rotina de todos, além da utilização da inteligência artificial, que traz mais recursos para nos ajudar – Cleide Prudêncio

Eu achei maravilhoso! Todas as ferramentas embutidas do Google Workspace facilitam o trabalho e otimiza o tempo. Como o Notebook LM, os recursos na parte de planilhas e para parte documental, que vão melhorar muito a nossa rotina – Kaion Zaire
Confira mais fotos do Google Day:
















Fotos: Elisson Magalhães/ Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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