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Fundhacre realiza mais um transplante ósseo e reforça importância da doação de órgãos e tecidos

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O governo do Estado, por meio da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) realizou, nesta terça-feira, 30, o terceiro transplante ósseo da história do Acre. O procedimento, realizado em Rio Branco, beneficiou um paciente de 73 anos que havia perdido cerca de 15 centímetros de tecido ósseo após uma infecção decorrente de cirurgias anteriores.

Transplante ósseo foi realizado com sucesso pela equipe da Fundhacre. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

De acordo com o responsável técnico pelo transplante ósseo no Estado, Nelson Marquezini, a cirurgia foi a alternativa mais plausível para o caso, permitindo reconstruir a área afetada e devolver perspectivas de recuperação. “Nossa equipe, graças a Deus, realizou com sucesso o transplante desse paciente, e esperamos que ele se recupere bem e logo esteja de volta ao convívio da sua família e da sociedade”, pontua o médico. 

A presidente da Fundhacre, Sóron Steiner, lembra que este é o terceiro transplante ósseo realizado desde a habilitação do serviço na Fundação. “A ortopedia da Fundhacre tem alcançado feitos inéditos no estado. Esse serviço mostra a capacidade da nossa equipe em oferecer tratamentos que antes não eram disponibilizados aqui. Cada procedimento vem para devolver movimento, independência e dignidade, e temos alcançado muitas pessoas, mostrando que é possível mudar realidades com trabalho sério e dedicação. Seguimos comprometidos em fazer com que esses resultados cheguem cada vez mais a quem precisa”, afirma.

Nelson Marquezini  à frente de mais um procedimento de alta complexidade no estado. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Acompanhando o procedimento, o cirurgião ortopedista Rodrigo Vick explicou que o paciente deve permanecer internado por pouco tempo. “Vai iniciar a reabilitação dele em cerca de 15 dias, fazendo acompanhamento com fisioterapia, começando a andar de muletas e aumentando gradualmente o nível de peso que ele vai colocar na perna. Isso inclui também reforço muscular e o treino de mobilidade, para que ele volte a ganhar massa muscular do membro inferior.”

A coordenadora do Serviço de Transplantes, Valéria Monteiro, reforçou que os avanços no Acre só são possíveis graças à decisão de famílias que autorizam a doação de órgãos e tecidos. “Cada transplante realizado aqui vem de uma decisão generosa de famílias que, em meio à dor, escolheram doar. Nossa expectativa é que esse serviço continue crescendo e que possamos oferecer cada vez mais transplantes no estado, evitando que pacientes precisem se deslocar para longe. Mas para isso precisamos do apoio da população. Falar com a família sobre ser doador é um gesto simples, mas que pode mudar vidas inteiras”.

Enfermeiras do Serviço de Transplantes conduzem processo de preservação e manuseio do tecido ósseo. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

O transplante realizado no último dia do mês reforça o simbolismo do Setembro Verde, dedicado à conscientização sobre doação de órgãos e tecidos. A campanha vem para lembrar que a autorização da família do doador é o que torna possível que vidas sejam salvas por meio dos transplantes. Ao investir em estrutura, equipes especializadas e habilitação de novos serviços, o governo do Acre fortalece a rede estadual de saúde e possibilita que pacientes tenham acesso a tratamentos de alta complexidade perto de suas famílias.

Fonte: Governo AC

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Saúde do Acre investe na formação de equipes para fortalecer a rede de doação de órgãos

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Com o objetivo de salvar mais vidas e otimizar o atendimento na rede pública, o governo do Acre, por meio da Central Estadual de Transplantes (CET/AC), iniciou nesta sexta-feira, 24, um ciclo de capacitações voltado para profissionais que atuam na ponta do processo de doação de órgãos. O evento, realizado em parceria com o Ministério da Saúde e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), teve sua abertura oficial no Diff Hotel, em Rio Branco.

O treinamento reúne  profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, focando na qualificação técnica e no acolhimento humanizado das famílias.

Saúde do Acre investe na formação de equipes para fortalecer a rede de doação de órgãos. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

A coordenadora da (CET/AC), Celiane Alves, destacou que o momento é um divisor de águas para a saúde do estado. Atualmente, o Acre realiza quatro modalidades de transplantes: fígado, rim, córnea e tecido musculoesquelético (ósseo).

“Nossa ideia é capacitar os profissionais para que possamos trabalhar melhorando a doação de órgãos de forma contínua. Este é um momento ímpar de fortalecimento das nossas equipes. Queremos que o Acre seja referência não apenas na execução do transplante, mas em todo o processo que o antecede”, afirmou Celiane.

Coordenadora da (CET/AC), Celiane Alves. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Foco em Comunicação e Diagnóstico

A programação do curso aborda temas sensíveis e técnicos fundamentais para o sucesso da captação:

  • Comunicação em situações críticas: Como abordar famílias em momentos de luto.

  • Gerenciamento do processo de doação: Logística e protocolos de segurança.

  • Diagnóstico de morte encefálica: Rigor técnico para garantir a transparência do processo.

Para o palestrante Hiago Bastos, médico intensivista e coordenador da Central de Transplantes do Maranhão, o intercâmbio de experiências é vital. “Nossa expectativa é que, através desses cursos, possamos otimizar os indicadores locais, aumentar o número de doadores e, consequentemente, beneficiar mais vidas que aguardam na fila pelo transplante”, pontuou.

Palestrante Hiago Bastos, médico intensivista e coordenador da Central de Transplantes do Maranhão.Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Sensibilidade e Acolhimento

A presidente da AMIB no Acre e médica intensivista da UTI do Pronto-Socorro, Márcia Vasconcelos, ressaltou a importância do preparo emocional das equipes para lidar com um tema que ainda é tabu para muitas famílias.

“Por se tratar de um assunto tão delicado e sensível para a população, capacitar as equipes traz benefícios imensos. Esses cursos nos ensinam a abordar melhor as famílias e a sensibilizar a sociedade. Quando estamos bem preparados, conseguimos transmitir a segurança necessária para que o ‘sim’ da família se transforme em esperança para quem precisa”, explicou Márcia.

Presidente da AMIB no Acre e médica intensivista da UTI do Pronto-Socorro, Dra. Márcia Vasconcelos. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

O investimento em educação continuada reflete a postura do governo do Acre, que se mantém sensível à causa dos transplantes. A gestão estadual reafirma o compromisso de buscar constantemente a melhoria dos atendimentos, entendendo que a qualificação profissional é o caminho mais curto para salvar vidas e oferecer dignidade aos pacientes acreanos.

Fonte: Governo AC

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