RIO BRANCO
Search
Close this search box.

ACRE

Gonzaga e Manoel Moraes visitam secretário da Saúde que anuncia pagamento dos terceirizados e destaca avanço na saúde

Publicados

ACRE

Assessoria

O presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Luiz Gonzaga, e o líder do governo na Casa, Manoel Moraes, fizeram uma visita de cortesia ao secretário de Saúde do Estado, Pedro Pascoal, nesta sexta-feira (27) para tratar de melhorias para a saúde pública.

Durante a reunião, Pascoal apresentou aos parlamentares os avanços que o Acre tem alcançado na saúde. O secretário também aproveitou para dar uma boa notícia aos deputados e anunciou que os pagamentos dos trabalhadores terceirizados que estavam com salários atrasados foram quitados nesta sexta-feira.

Pascoal explicou que os servidores terceirizados receberam o salário de setembro feito diretamente pela Secretaria de Saúde (Sesacre). Com isso, todos os débitos foram quitados.

“Quero aproveitar a visita do presidente da Aleac e líder do governo para dizer que o pagamento dos servidores terceirizados da saúde foram quitados hoje. Agora está tudo normalizado, não temos nenhum mês em atraso”, comemorou Pascoal.

O presidente Luiz Gonzaga fez questão de destacar os avanços na saúde pública do Estado e parabenizou o secretário pelo empenho em pagar os trabalhadores.

Leia Também:  Aleac recebe mães atípicas e convocará audiência pública para garantir terapias a crianças com transtornos e síndromes

“Recebi com alegria a notícia do pagamento dos pais e mães de famílias que prestam serviços terceirizados nos hospitais do nosso estado. Também quero destacar o trabalho do secretário Pedro em relação ao salto em cirurgias, exames e atendimentos ao nosso povo”, afirmou Gonzaga.

O líder do governo também destacou o bom desempenho de Pascoal à frente da Sesacre e garantiu que o governador Gladson Cameli tem trabalhado para investir ainda mais na saúde pública.

“Viemos pessoalmente acompanhar o anúncio do secretário sobre o pagamento dos trabalhadores terceirizados e ainda vimos números que nos deixaram contentes em relação ao trabalho do governo na saúde”, disse.

Por fim, Pascoal apresentou aos presentes dados da secretaria que apontam o avanço do Acre na saúde. Segundo ele, hoje o Acre se encontra em primeiro lugar como o estado que mais realiza cirurgias eletivas.

Confira abaixo os números que apontam o avanço do Acre na área da saúde:

AÇÕES SAÚDE

– Opera Acre já realizou 10.421 cirurgias de janeiro até outubro, em várias especialidades;
– Inauguração de mais uma sala cirúrgica de última geração na Maternidade Bárbara Heleodora, além da realização de partos, contribuirá para cirurgias cardíacas pediátricas;
– Ampliação de atendimento humanizado com mesa de parto adequada a gestantes com obesidade;
– Entrega de 126 cadeiras de rodas, sendo 26 motorizadas e Van para transporte de pessoas com deficiência em longas distâncias. (Recursos Próprios, parlamentares e Recurso Detran);
– Entrega aos municípios afetados pelas, quase um milhão de frascos de hipoclorito e de sódio;
– Entrega de aparelhos de ponta as unidades de saúde dos municípios com um Investimento de 3,5 milhões. (Recursos próprios, recursos federais e emendas parlamentares);
– Entrega de Insumos necessários para a oficina ortopédica de cruzeiro, para o fortalecimento da oficina. R$ 200.00 investidos e beneficiará com mais dignidade e qualidade de vida cerca de 300 portadores de hanseaniase.

Leia Também:  Instituto de Identificação da Polícia Civil realiza ação de cidadania no presídio de Rio Branco

Fonte: ASCOM ALEAC

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ACRE

Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

Publicados

em

Por

Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

Leia Também:  Emerson Jarude denuncia atraso em repasse da Secretaria de Esportes e critica descaso com sistema prisional no Acre
Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

Leia Também:  Acre apresenta painel que destaca o Plano Estadual de Combate ao Desmatamento e Queimadas como modelo de sucesso na COP30

Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA