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Governo do Acre e Peru iniciam articulação para fortalecer atendimento em saúde na região de fronteira

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O governo do Acre realizou, nesta terça-feira, 30, em Cruzeiro do Sul, uma reunião técnica com representantes do Peru para fortalecer a cooperação bilateral na área da saúde e dos direitos humanos, com foco no atendimento às populações mais vulneráveis da região de fronteira, especialmente do departamento peruano de Ucayali.

A iniciativa foi articulada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), que intermediou o diálogo entre os dois países e encaminhou as demandas para a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Reunião entre órgãos estaduais e peruanos busca realizar um atendimento mais humanizado de pacientes que residem na fronteira. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Participaram do encontro o diretor regional de Saúde de Ucayali, Patrick Pando Vargas, e o diretor da Rede de Saúde de Coronel Portillo, Lucas Borjas.

Segundo Patrick, a reunião representa um passo importante para consolidar uma cooperação permanente entre Brasil e Peru.

“Ficamos muito satisfeitos com a disposição das autoridades e dos técnicos de Cruzeiro do Sul em apoiar essa iniciativa e construir, de forma conjunta, mecanismos de cooperação. Um dos principais objetivos é viabilizar uma ponte aérea para a evacuação de pacientes em situação de emergência entre o Peru e o Brasil”, destacou.

Representantes peruanos. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A diretora de Atenção Especializada e Unidades Vinculadas da Sesacre, Francinete Barros, ressaltou que o encontro marca o início de uma agenda estratégica para o Acre, por se tratar de um estado localizado em região de fronteira.

“Nós já realizamos esse atendimento humanitário às pessoas que chegam do Peru, da Bolívia e também de municípios de difícil acesso do Amazonas. O Sistema Único de Saúde (SUS), que é universal, humano e acolhedor, está sempre de portas abertas para atender quem precisa. Agora, o que buscamos é dar segurança jurídica e institucional a esse atendimento, para que o país vizinho também saiba como proceder e possamos construir um fluxo organizado de assistência”, afirmou.

Representante da Sesacre participou da reunião. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Ela destacou ainda que uma das principais preocupações é reduzir a mortalidade materna nas áreas fronteiriças.

“Muitas dessas mulheres ainda perdem a vida por causa da distância e da dificuldade de acesso a serviços especializados. É justamente essa realidade que queremos mudar por meio dessa cooperação entre os dois países”, acrescentou.

Municípios como Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus apresentam características específicas por estarem na faixa de fronteira com o Peru. Nessas localidades, comunidades indígenas e ribeirinhas atravessam frequentemente a divisa entre os países em busca de atendimento de saúde, o que reforça a necessidade de uma atuação integrada entre os governos.

Secretária adjunta da SEASDH enfatiza o apoio humanitário às comunidades. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A secretária adjunta da SEASDH, Sandra Amorim, explicou que a pasta atua na pauta humanitária em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e destacou que o trabalho desenvolvido identificou uma situação preocupante na região.

“Ao longo dos últimos cinco anos, registramos mortes de mulheres durante a gestação e o parto na região de fronteira. Diante desse cenário, entendemos que é necessário fortalecer tanto a assistência humanitária quanto o atendimento em saúde para essa população”, afirmou.

O chefe do Departamento de Relações Institucionais da Secretaria de Estado de Planejamento, Francimar Cavalcante, reforçou que a intenção é estruturar um modelo de cooperação que beneficie diretamente as comunidades fronteiriças.

“A nossa intenção é construir um projeto de trabalho conjunto que permita avançar no atendimento, principalmente às comunidades que vivem na faixa de fronteira. Sabemos que muitas pessoas do Peru vêm ao Brasil para receber atendimento de saúde, e isso acaba gerando dificuldades para o Estado do Acre, especialmente na justificativa dos custos desses serviços”, disse.

Encontro foi realizado no departamento da SEASDH no juruá. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Durante a reunião, também foram debatidas propostas para fortalecer a integração entre os dois países, entre elas a inclusão de intérpretes de espanhol e de línguas indígenas para facilitar a comunicação com as comunidades tradicionais; a capacitação conjunta de profissionais brasileiros e peruanos; a criação de um grupo de trabalho permanente; a estruturação de um fluxo para transporte aéreo de pacientes em situações de emergência; e a elaboração de um termo de cooperação binacional que estabeleça protocolos para o atendimento na região de fronteira.

A expectativa é que as medidas resultem na ampliação do acesso aos serviços de saúde, na redução do tempo de resposta em situações de urgência e emergência e no fortalecimento da assistência humanitária às populações que vivem entre os dois países.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá movimenta comércio e impulsiona vendas no centro de Cruzeiro do Sul

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Com o início da Expoacre Juruá, Cruzeiro do Sul já registra aumento no movimento do comércio local impulsionado pela chegada de visitantes de diversas regiões do Acre. Em sua 21ª edição, a maior feira de agronegócio do Vale do Juruá reforça seu papel como indutora da economia regional, estimulando as vendas, atraindo investimentos e ampliando a visibilidade da produção local.

Com a Expoacre Juruá, comércio de Cruzeiro do Sul tem aumento significativo nas vendas. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Promovida pelo governo do Estado, a Expoacre Juruá já integra o calendário de eventos do Acre e é aguardada por moradores de todos os municípios da região. A rede hoteleira de Cruzeiro do Sul foi a primeira a sentir os efeitos da feira, registrando alta taxa de ocupação em hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem durante os seis dias de programação.

O setor de alimentação também tem sido impulsionado pela chegada dos visitantes. No Mercado Municipal Beira-Rio, restaurantes e estabelecimentos que oferecem comidas típicas registram aumento no movimento e nas vendas, refletindo os efeitos da exposição para os empreendedores locais.

Restaurantes e pensões alimentícias registram alto índice de movimento. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Há cerca de 30 anos à frente do segundo box do Beira-Rio, Maria Lúcia Ferreira é proprietária da Pensão Popular. Segundo ela, a realização da Expoacre Juruá representa, todos os anos, um aumento significativo nas vendas, com maior fluxo de clientes no local e crescimento dos pedidos para entrega.

“Já estamos sentindo que as nossas vendas aumentaram. Esses dias têm sido ótimos. As pessoas me ligam pedindo marmitas. Tem muita gente de fora e isso ajuda bastante. Por muito tempo, levei meu restaurante até mesmo para dentro da Arena”, afirma Maria.

“Tudo acabou cedo”, disse Maria Lúcia. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Impulso na venda de produtos regionais

Reconhecida nacionalmente pela qualidade e pelo sabor, a farinha de Cruzeiro do Sul é um dos principais símbolos da produção regional. Além dela, produtos tradicionais como o biscoito de goma e o feijão cultivado na região também conquistam consumidores em diversos estados brasileiros.

Farinha de Cruzeiro do Sul é reconhecida a nível nacional. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Durante a Expoacre Juruá, a comercialização desses produtos ganha ainda mais força. Com o aumento do fluxo de visitantes, produtores e comerciantes registram crescimento significativo nas vendas, aproveitando a feira para conquistar clientes de todo o Acre e de outros estados.

Farinha, biscoito de goma e feijão são os produtos mais procurados pelos turistas. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Natural do município de Maravilha (SC), Cristiano de Cas está na cidade para prestigiar a feira. O turista conta que gosta muito de estar na região Norte, porque se sente bem e é muito acolhido pelos moradores, e que aproveita para levar iguarias locais.

“Me sinto seguro, porque a região proporciona isso. Você vê coisas diferentes, coisas que, onde eu moro, já não existem mais. Aproveito para vir comprar feijão, uma farinha muito boa e outras iguarias daqui para levar para onde moro. Isso valoriza o Norte”, conta De Cas.

De Santa Catarina, Cristiano aproveita a estadia no Acre para conhecer a produção local. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Ana Rebouças é comerciante desses produtos regionais no centro da cidade. Ela reconhece a importância do evento para Cruzeiro do Sul, agradece pela iniciativa e afirma que todos os vendedores esperam que o movimento melhore ainda mais nos próximos dias.

“Nós agradecemos. A Expoacre fomenta o comércio de modo geral,  movimentando a cidade. Tanto que, antes de começar, já não tinha mais vaga nos hotéis”, destaca.

Ana Rebouças acredita que a 21ª edição da feira será a maior da história. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Além disso, ela ressalta que, embora outros produtos regionais também tenham grande procura, a farinha de Cruzeiro do Sul segue como a campeã de vendas. “Feijão também vende bastante, assim como o biscoito, mas a farinha é o marco.”

Fonte: Governo AC

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