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Juninas de Rio Branco e Sena Madureira brilham na 3ª noite do concurso estadual

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A terceira noite do Arraial Cultural, promovido pelo governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), em Rio Branco, consolidou o sucesso do evento nesta quinta-feira, 25. Instalado na Gameleira, o tablado do Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas recebeu as apresentações das juninas Farofa de Capeta, CL na Roça e Sassaricano na Roça, que emocionaram o público em uma noite marcada por homenagens, resgate histórico e muita criatividade.

Três juninas se apresentaram na 3ª noite do Arraial Cultural. Foto: Alice Leão/Secom

Para o presidente da FEM, Matheus Gomes, o evento tem superado todas as expectativas desde a abertura, destacando-se como um espaço de união e fomento.

“A população pode esperar muita alegria. É uma festa da família, do povo do estado, que aquece a economia criativa e a nossa cultura. As pessoas vêm pra cá prestigiar não apenas o espetáculo, mas também a nossa culinária, brincar nos brinquedos e rever os amigos. As crianças, os jovens e pessoas da melhor idade têm aproveitado esse espaço, que já é consolidado. A gente fica feliz por fazer parte de toda essa construção e toda essa história do governo do Estado do Acre”, afirmou.

Presidente da FEM destacou que evento tem superado todas as expectativas. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

A forte ligação do povo acreano com as festividades juninas foi destacada por quem acompanhou as apresentações de perto, como João Rodrigues. “Muito bacana, todos os anos a gente vem. É tradicional, a festa junina está na essência do povo, principalmente para os acreanos, porque muitos são descendentes de nordestinos. Então a gente se sente muito feliz em poder participar desse evento que relembra nossa história”, disse.

João Rodrigues: “A festa junina está na essência do povo, principalmente para os acreanos, porque muitos são descendentes de nordestinos”. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Junina Farofa de Capeta, de Sena Madureira

Três grandes grupos juninos, sendo dois de Rio Branco, foram os protagonistas da noite, trazendo histórias de dedicação e superação para o público. De Sena Madureira, a junina Farofa de Capeta levou para o tablado um enredo divertido e cheio de significado, baseado em uma promessa. Com 30 anos de história e bagagem de quem já venceu o circuito municipal cerca de dez vezes, o grupo celebrou o orgulho de representar seu município.

Junina Farofa de Capeta tem 30 anos de história. Foto: Alice Leão/Secom

“A gente tá fazendo o tema Um Dia de Graça, contando uma promessa que um padre fez que, se chovesse, iria casar um casal de graça. A graça exatamente é a chuva, e a graça também é a noiva. Então a graça é exatamente o casamento da Graça de um dia de graça”, explicou o coordenador do grupo, Denizio Xavier. “Nos sentimos orgulhosos de ter a oportunidade de mostrar o nosso trabalho para todo o estado”, celebrou.

CL na Roça: “Não existe São João se a gente não segurar na mão um do outro”

Representando a Baixada da Sobral, a CL na Roça entrou na arena com cerca de 120 integrantes, após ter iniciado os ensaios em maio. Com o tema “Sanfona, forró e paixão reacendem a fogueira de São João”, o grupo buscou trazer uma reflexão sobre a união no movimento junino.

Com o tema “Sanfona, forró e paixão reacendem a fogueira de São João”, grupo propôs uma reflexão sobre a união no movimento junino. Foto: Alice Leão/Secom

“O São João passa por evoluções, mas infelizmente muitas pessoas se perdem pela questão da competitividade, por ego. E este ano o nosso tema busca resgatar aquela essência de São João, pra que as pessoas lembrem que não existe São João se a gente não segurar na mão um do outro”, destacou Ana Carolina Albuquerque, a Carol Bombom, coordenadora da junina, que é servidora pública e professora de dança. “As expectativas estão lá em cima, coração a mil e aquele nervosismo de sempre. Vamos entregar o nosso melhor”, prometeu.

Sassaricano na Roça, também de Rio Branco

Encerrando a noite com muita emoção, a Sassaricano na Roça, do bairro Nova Esperança, também da capital acreana, levou para o tablado 110 membros, sendo 24 pares na dança e mais equipes de casamento, apoio e coordenação. Celebrando 23 anos de existência, o grupo elegeu o tema Cabaré, releitura de seu próprio enredo de 2019, que foi apresentado sob forte carga emocional, devido à perda recente de um dos integrantes de sua base.

Sassaricano na Roça apresentou uma releitura de seu próprio enredo de 2019. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Foi um pedido do nosso eterno Branco, que faleceu há uma semana e queria muito fazer esse tema, então a gente refez, com nova roupagem, novo design, trazendo o São João em um show de luxo”, revelou o coordenador Júnior Martins.

Após vencer a fase municipal, o grupo focou no espírito de confraternização. “Vai ser lindo. Pelo que nós estamos passando, a gente quer só se divertir. Ganhamos o municipal e por que não ganhar um estadual?”, completou.

O Arraial Cultural prossegue com sua programação oficial, unindo cultura, gastronomia e promovendo o fortalecimento da identidade e da economia criativa do Acre, até domingo, 28.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre fortalece debate ambiental durante 6º Fórum do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), realizou, na quarta-feira, 24, e quinta-feira, 25, no auditório da Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), em Rio Branco, o 6º Fórum do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas (Seanp). O evento reuniu representantes do Estado, governo federal, municípios, povos indígenas, instituições parceiras e sociedade civil para fortalecer o diálogo e alinhar estratégias voltadas à conservação ambiental e à gestão integrada dos territórios protegidos.

Governo do Acre fortalece debate ambiental durante 6º Fórum do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas. Foto: João Loureiro/Sema

Promovido como parte da programação do Mês do Meio Ambiente, o fórum marcou a retomada de um dos principais espaços de debate sobre áreas naturais protegidas no Acre. A última edição havia sido realizada em 2021, mesmo ano em que foi aprovada a Lei Estadual nº 3.883, que modernizou o Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas.

Criado em 2001, a partir dos estudos do Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre (ZEE/AC), o Seanp é o instrumento responsável por organizar, reconhecer e integrar as áreas naturais protegidas do estado, abrangendo unidades de conservação federais, estaduais e municipais, além das terras indígenas e outros territórios estratégicos para a conservação da biodiversidade, dos recursos naturais e dos serviços ambientais.

Última edição do fórum havia sido realizada em 2021, mesmo ano em que foi aprovada a Lei Estadual nº 3.883, que modernizou o sistema. Foto: Gaio Nogueira/Sema

Durante os dois dias de programação, os participantes discutiram temas relacionados à governança ambiental, à gestão integrada das áreas protegidas, aos desafios da conservação da biodiversidade, à valorização dos povos indígenas e comunidades tradicionais, à construção de soluções conjuntas e ao fortalecimento das parcerias institucionais necessárias para a consolidação do sistema.

A secretária adjunta da Sema, Renata Souza, destacou que a retomada do fórum representa um momento importante para a reorganização e planejamento das políticas públicas voltadas às áreas protegidas do Acre.

Renata Souza acredita que o fórum é um espaço ideal para planejamento conjunto das políticas públicas de preservação das áreas naturais. Foto: João Loureiro/Sema

“Como parte da programação do Mês do Meio Ambiente, estamos realizando o 6º Fórum do Seanp, um espaço de debate, de discussão e de planejamento, que não ocorria desde 2021. Retomamos essa discussão para construir, junto ao governo do Estado, governo federal e representação municipal, uma estratégia de política pública para essas áreas naturais protegidas e para as unidades de conservação”, afirmou.

O encontro contou com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas do Acre (Sepi), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).

Áreas protegidas e povos indígenas

No Acre, as áreas naturais protegidas ocupam uma parcela expressiva do território estadual e cumprem papel essencial na manutenção da floresta, na proteção dos recursos hídricos, da conservação da biodiversidade e na qualidade de vida da população. Nesse contexto, a participação dos povos indígenas e das comunidades tradicionais é considerada estratégica para a construção de políticas públicas mais efetivas e integradas.

Participantes discutiram temas relacionados à governança ambiental, à gestão integrada das áreas protegidas e aos desafios da conservação da biodiversidade. Foto: Emanoel Farias/Sema

A secretária de Estado dos Povos Indígenas, Francisca Arara, ressaltou que os territórios indígenas representam 14% do território acreano e exercem papel fundamental na proteção ambiental.

“É muito importante a participação da Secretaria de Povos Indígenas porque os territórios indígenas compõem 14% do território acreano e são uma barreira para frear o desmatamento, para o equilíbrio do clima e para melhorar essa questão do aquecimento global”, afirmou.

Francisca também destacou a experiência do Acre na constrição de políticas voltadas à gestão territorial e ambiental.

Secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou o fortalecimento da governança voltada à conservação dos territórios indígenas. Foto: João Loureiro/Sema

“O estado do Acre tem muita expertise em apoiar políticas públicas baseadas na gestão territorial e ambiental. O Acre tem essa governança fortalecida, com a participação de muitas parcerias e institucionalidade para a preservação e conservação dos territórios indígenas”, completou.

Integração entre instituições

A programação também possibilitou a troca de experiências entre gestores e instituições que atuam diretamente na proteção dos territórios naturais do estado. Na ocasião, os representantes puderam debater o alinhamento das políticas ambientais, a integração de informações, o fortalecimento da gestão compartilhada e o planejamento de novas ações conjuntas para as áreas naturais protegidas.

Para o especialista em indigenismo da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ezaul Santos, o fórum representa uma oportunidade de integração entre gestores e instituições que atuam na proteção das áreas naturais protegidas no Acre.

Para o indigenista Ezaul Santos, a troca de experiências entre gestores e instituições garante o alinhamento de políticas públicas estaduais e federal. Foto: Gaio Nogueira/Sema

“Essa é uma troca de experiência muito rica entre os gestores, porque podemos traçar estratégias para unir esforços e proteger essas áreas como um todo. A ideia é não deixar as instituições atuando de forma separada, mas construir um comum acordo entre governo federal, governo estadual e demais parceiros para fortalecer a proteção das áreas naturais existentes no Acre”, afirmou.

A integração entre as instituições foi apontada como um dos principais caminhos para fortalecer a proteção ambiental no Acre, considerando que o sistema reúne diferentes categorias de áreas protegidas e exige atuação coordenada entre órgãos estaduais, federais, municipais e demais parceiros.

Evento fortaleceu a governança participativa e alinhou próxima edição em busca de espaço para cooperação entre instituições. Foto: Emanoel Farias/Sema

Ao final do evento, ficou pactuada a próxima edição do fórum, em junho de 2027, além de viabilizar a sua realização em uma Unidade de Conservação. Com a retomada do fórum, o Estado fortalece um espaço de escuta, diálogo e cooperação entre diferentes setores, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas públicas ambientais e para uma gestão mais integrada e participativa das áreas naturais protegidas do Acre.

O que eles disseram

“No Seanp temos a possibilidade de reunir todos os gestores e todos os órgãos envolvidos com os territórios naturais protegidos do Estado do Acre. Esse momento é importante para alinhar a política de meio ambiente dentro desses territórios, trazer novidades, difundir conhecimento entre as instituições, traçar novas alternativas e planejar novas ações em conjunto”, ressaltou o diretor de Meio Ambiente da Sema, Erisson Cameli.

“A gente entende que existe uma grande interface entre as áreas protegidas e a manutenção e conservação das espécies da fauna. A cada momento em que se identifica uma espécie ameaçada de extinção nesses territórios, existe uma valorização das áreas protegidas, porque elas cumprem seu papel de manutenção da floresta e dos ciclos dentro do ecossistema”, pontuou a analista ambiental do Ibama, Elaine Oliveira.

“Quando olhamos em uma escala de paisagem, considerando que metade do território acreano é área protegida, seja terra indígena ou unidade de conservação, vemos que o sistema tem um diferencial frente a outros estados do Brasil. É uma lei importante, que precisa ser fortalecida e implementada”, destacou a coordenadora territorial do ICMBio, Flávia Souza.

Fonte: Governo AC

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