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Maria Antônia destaca ações para combate à hanseníase e incentivo à produção de café no Acre

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Em discurso na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) na sessão desta quarta-feira (7), a deputada Maria Antônia (Progressistas), abordou temas importantes como a saúde pública e a produção agrícola, destacando suas iniciativas e preocupações.

A parlamentar iniciou seu discurso saudando a todos e agradecendo a Deus pelo retorno dos trabalhos após o recesso. “Agradecer a Deus por esse retorno, né. Pós-recesso, graças a Deus estamos aqui. Com vida e saúde todos nós, deputados, aqui começando os trabalhos de volta”, afirmou. Ela parabenizou também seus colegas que estão concorrendo às eleições municipais, destacando o deputado Emerson Jarude e o deputado Gilberto Lira por suas convenções e coragem.

A deputada também anunciou a realização de uma audiência pública sobre hanseníase no dia 19 de setembro, um tema que ela considera de extrema importância devido ao aumento dos casos na região. “Quero dizer que dia 19 de setembro, eu pedi que essa casa realizasse, que nós realizássemos uma audiência pública para que debatêssemos sobre hanseníase”, disse. Ela convidou todos os deputados e a população a participarem do evento, enfatizando a necessidade de discutir os recursos e as ações que estão sendo realizadas nos municípios para combater a doença. “A hanseníase no nosso estado tem aumentado muito os casos, casos em jovens, pessoas muito jovens. Isso não era para ser mais permitido no nosso estado, nem no Brasil, nem no mundo”, alertou.

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Além da saúde, a deputada também destacou a importância da produção de café no Acre, mencionando um projeto de lei que apresentou para instituir a política estadual de incentivo à produção de café de qualidade. “Eu creio que o maior produtor de café seja o ex-deputado Jonas Lima”, comentou, destacando a expansão e o potencial da produção de café na região. Ela mencionou o exemplo de seu esposo, ex-prefeito Deda, que já colheu quase 100 sacas de café em Rodrigues Alves.

A progressista enfatizou a necessidade de apoio e incentivo por parte da Secretaria de Agricultura e do governo federal para que a produção de café no Acre se torne uma realidade promissora. “Eu vejo assim como uma das riquezas no nosso estado que está se implantando. É o começo, mas eu creio que vai ser um começo muito promissor”, afirmou. Ela ressaltou a importância do crédito rural, da pesquisa agrícola, do desenvolvimento tecnológico e da assistência técnica para os produtores.

Maria Antônia finalizou seu discurso expressando seu desejo de sucesso para todos os que estão envolvidos na produção de café no estado. “É isso que a gente espera, é isso que a gente deseja aí para todas essas pessoas que sonham e que querem estar aí nesse ramo do café, que é uma das riquezas que podem estar aqui plantando no nosso estado”, concluiu.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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