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Açúcar reage no fim de novembro e mercado internacional busca estabilidade entre 14 e 15 cents/libra-peso

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Mercado internacional tenta consolidar suporte após fortes quedas

Após registrar quedas próximas de 3% no início da semana, o mercado global do açúcar iniciou dezembro operando em alta. Em Nova York, o contrato março/26 foi negociado a 14,82 cents de dólar por libra-peso, com avanço de 0,41%, enquanto os contratos maio/26 e julho/26 subiram 0,63%, sendo cotados a 14,38 e 14,37 cents, respectivamente. Em Londres, o contrato março/26 fechou em US$ 423,50 por tonelada, alta de 0,57%.

De acordo com analistas, o mercado tenta consolidar uma faixa de equilíbrio entre 14 e 15 cents/libra-peso, considerada um patamar de resistência por representar o valor mínimo necessário para cobrir os custos de produção do setor canavieiro.

“O cenário começa a mostrar uma reação. Acredito que já chegamos ao fundo do poço e importantes países produtores estão tomando medidas para conter novas quedas”, avaliou João Baggio, diretor-presidente da G7 Agro Consultoria. Ele destacou ainda que a Índia deve limitar suas exportações de açúcar na próxima temporada, com embarques abaixo de 1 milhão de toneladas, enquanto o Brasil encerra a safra com maior foco na produção de etanol.

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Preços internos reagem, mas novembro fecha com queda acumulada

No mercado brasileiro, o açúcar cristal branco também apresentou sinais de recuperação nos últimos dias de novembro. Após atingir, em 25 de novembro, o menor valor da safra 2025/26 — R$ 105,52 por saca de 50 kg —, o Indicador CEPEA/ESALQ (Icumsa 130 a 180) reagiu, encerrando o mês cotado na faixa dos R$ 108/sc.

Apesar da melhora, o indicador acumulou queda de 4,53% no balanço mensal. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) indicam que as desvalorizações de novembro refletem um comportamento mais cauteloso dos compradores, que antecipam maior oferta de produto com o avanço da safra e a continuidade da moagem em diversas regiões produtoras.

A produção brasileira segue robusta, com a região Centro-Sul processando volumes expressivos de cana-de-açúcar, mesmo diante de adversidades climáticas registradas no início da safra. Além disso, a decisão estratégica das usinas em priorizar o açúcar em detrimento do etanol ampliou a oferta no mercado doméstico, pressionando ainda mais as cotações.

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Setor enfrenta desafios com custos elevados e ajustes no mix de produção

Para os produtores, a atual dinâmica de preços representa desafios significativos de rentabilidade, especialmente em um cenário de custos de produção elevados. O ajuste no mix entre açúcar e etanol tem sido uma estratégia para tentar equilibrar margens em meio à volatilidade dos preços internacionais e à demanda doméstica.

Segundo o Cepea, os negócios com etanol hidratado e anidro foram pontuais na última semana de novembro no mercado spot paulista, uma vez que as distribuidoras concentraram suas operações nas retiradas de volumes adquiridos anteriormente. Poucas usinas permaneceram ativas nas negociações.

Entre 24 e 28 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado (SP) fechou em R$ 2,8653/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), com leve alta de 0,35% frente à semana anterior. Já o etanol anidro registrou valorização de 1,76%, encerrando o período a R$ 3,3004/litro (líquido de impostos).

Com informações do Cepea/Esalq e G7 Agro Consultoria

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

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A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

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Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

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