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Adubação eficiente: quatro indicadores mostram se o investimento em fertilizantes está gerando lucro na lavoura
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Os fertilizantes representam um dos maiores custos da produção agrícola e exercem influência direta sobre a produtividade das lavouras. No entanto, avaliar o sucesso da adubação vai muito além do volume colhido. A análise de indicadores técnicos e financeiros permite ao produtor verificar se o investimento realmente gerou retorno, identificar falhas no manejo e aperfeiçoar as estratégias para as próximas safras.
Segundo Luis Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição vegetal e tecnologias de aplicação, transformar informações da propriedade em indicadores de desempenho é uma ferramenta importante para aumentar a eficiência da produção.
“Produzir mais nem sempre significa produzir melhor. O acompanhamento de indicadores permite verificar se o investimento em fertilizantes trouxe o retorno esperado e quais ajustes podem tornar a lavoura ainda mais eficiente”, afirma o executivo.
Produtividade por hectare revela o impacto da adubação
O primeiro indicador a ser observado é a produtividade obtida por hectare. Comparar os resultados da safra atual com o histórico da propriedade, o desempenho de talhões semelhantes e as médias regionais ajuda a medir a eficiência do programa de adubação.
Entretanto, essa análise deve considerar fatores como condições climáticas, manejo adotado, características do solo e incidência de pragas ou doenças, já que todos esses elementos influenciam o rendimento final da cultura.
Segundo Schiavo, embora os fertilizantes sejam apenas um dos componentes do sistema produtivo, a evolução consistente da produtividade é um dos principais sinais de que a estratégia nutricional está apresentando resultados positivos.
Retorno financeiro é o principal indicador de sucesso
Mais importante do que colher mais é saber se o investimento aumentou a rentabilidade da atividade.
Por isso, calcular o retorno financeiro da adubação é um dos principais parâmetros para avaliar a eficiência do manejo. A comparação entre os custos com fertilizantes e a receita obtida na comercialização da produção permite identificar se houve ganho real de margem.
De acordo com o especialista, nem sempre o maior volume produzido representa o maior lucro. Em alguns casos, um incremento modesto na produtividade pode gerar excelente retorno econômico quando os custos permanecem sob controle.
Eficiência no aproveitamento dos nutrientes reduz desperdícios
Outro aspecto fundamental é acompanhar o nível de absorção e utilização dos nutrientes pelas plantas.
Ferramentas como análises de solo, avaliações foliares e o monitoramento constante do desenvolvimento das lavouras ajudam a identificar possíveis perdas, deficiências nutricionais ou aplicações realizadas em condições inadequadas.
Segundo Schiavo, quando a eficiência de absorção é baixa, o produtor pode estar investindo acima do necessário ou aplicando fertilizantes em momentos pouco favoráveis, comprometendo o aproveitamento dos insumos e elevando os custos de produção.
Fertilidade do solo deve ser monitorada continuamente
A construção da fertilidade do solo é um processo de longo prazo e deve fazer parte do planejamento de cada safra.
A realização periódica de análises químicas permite acompanhar a evolução dos níveis de nutrientes, verificar o equilíbrio do solo e ajustar as recomendações de adubação conforme as necessidades de cada área.
Além de contribuir para o aumento da produtividade, esse monitoramento evita tanto a deficiência quanto o excesso de nutrientes, promovendo maior eficiência no uso dos fertilizantes e favorecendo a sustentabilidade do sistema produtivo.
Gestão baseada em indicadores melhora a tomada de decisão
Em um cenário de custos elevados e margens cada vez mais apertadas, utilizar indicadores técnicos e econômicos para avaliar a adubação tornou-se uma prática estratégica dentro das propriedades rurais.
O acompanhamento sistemático da produtividade, do retorno financeiro, da eficiência no aproveitamento dos nutrientes e da fertilidade do solo oferece informações que auxiliam na tomada de decisões, aumentam a eficiência dos investimentos e contribuem para uma agricultura mais rentável, sustentável e tecnicamente eficiente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fundesa-RS muda modelo de arrecadação para bovinos e búfalos e passa a cobrar contribuição por rebanho declarado a partir de julho
A cadeia produtiva de bovinos e búfalos de corte e leite no Rio Grande do Sul passa a operar, a partir deste ano, sob um novo modelo de contribuição ao Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS). A principal mudança é a substituição da cobrança no momento do abate pela arrecadação com base no rebanho declarado na Declaração Anual de Rebanho.
Com a alteração, a contribuição passa a ser paga diretamente pelo produtor rural, de forma proporcional ao número de animais informados no cadastro oficial, ampliando a participação de toda a cadeia na manutenção do fundo.
Transição do sistema e novos prazos de pagamento
A mudança estava prevista para entrar em vigor em 1º de julho, porém foi ajustada devido à prorrogação do prazo da Declaração Anual de Rebanho até 10 de julho.
Com isso, a emissão dos boletos de contribuição poderá ser realizada a partir de 15 de julho, marcando oficialmente o início do novo modelo operacional.
O pagamento deverá ser efetuado até o último dia útil de julho. No entanto, em função da extensão do prazo da declaração em 2026, os produtores terão até 31 de agosto para quitar a contribuição sem incidência de juros ou multas.
Como será feita a cobrança do Fundesa-RS
De acordo com o novo modelo, todos os produtores com propriedade cadastrada e registro atualizado no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) receberão, por e-mail, o link para emissão do boleto.
Caso não recebam a notificação, os produtores deverão acessar o site oficial do Fundesa-RS a partir de 15 de julho e utilizar o banner específico para geração da guia, informando CPF ou CNPJ.
O valor da contribuição será de R$ 1,33 por animal declarado, incluindo bovinos e búfalos de corte e leite.
No caso de movimentação interestadual ou exportação de animais vivos, também será aplicada a mesma taxa por cabeça. Já animais que retornam ao Rio Grande do Sul após participação em eventos e exposições não serão novamente tributados.
Para animais com alto valor genético, como reprodutores, a contribuição será de R$ 2,67 por cabeça, com emissão realizada pelo sistema específico disponível no endereço guiasfundesa.com.br.
Regularidade no sistema é condição para indenizações
O Fundesa-RS reforça que a regularidade cadastral e a adimplência junto ao fundo são requisitos fundamentais para que a propriedade seja elegível a indenizações em casos de sacrifício sanitário.
O fundo atua como instrumento de proteção sanitária e econômica, garantindo resposta rápida em situações de emergência, como ocorrência de doenças de notificação obrigatória, a exemplo da febre aftosa.
Função do Fundesa-RS na defesa agropecuária
O Fundesa-RS é um fundo privado formado por entidades representativas de produtores rurais e agroindústrias das cadeias de aves, suínos e bovinos de corte e leite.
Os recursos arrecadados são destinados ao pagamento de indenizações aos produtores, além de investimentos em ações de defesa sanitária, como aquisição de equipamentos, capacitação de equipes e desenvolvimento de tecnologias voltadas à vigilância agropecuária.
A mudança no modelo de arrecadação busca tornar o sistema mais amplo e equitativo, garantindo maior previsibilidade financeira ao fundo e fortalecendo as ações de defesa sanitária animal no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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