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Agritechnica 2025 destaca tratores do futuro: eletrificação, eficiência e segurança no campo

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A Agritechnica 2025, principal feira mundial de tecnologia agrícola, que será realizada em novembro na Alemanha, promete apresentar uma nova geração de tratores e equipamentos agrícolas. O evento reunirá os maiores fabricantes globais com inovações em motores, transmissões, sistemas hidráulicos e soluções eletrificadas.

Segundo o engenheiro agrícola Roger J. Stirnimann (HAFL, Suíça), a indústria de máquinas agrícolas está em transição, com menor foco em emissões de NOx e partículas e maior atenção à redução de CO₂, além do uso de combustíveis alternativos como biodiesel (RME), HVO e etanol — este último com grande relevância para países produtores, como o Brasil.

A Case IH, por exemplo, apresentará o trator Puma 240 movido a etanol, equipado com motor de seis cilindros adaptado ao combustível renovável. Outras fabricantes, como Fendt e CNH, também investem em motores a diesel mais eficientes, priorizando segurança com recursos como freio motor por válvula de descompressão e freio hidráulico auxiliar.

Transmissões e tração: mais eficiência e segurança no trabalho

No campo das transmissões, a Fendt amplia o conceito VarioDrive de tração integral até 25 km/h para diversas séries de tratores, enquanto CNH e JCB aprimoram caixas continuamente variáveis (CVT) para modelos de maior potência.

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A suíça AEBI apresenta o sistema LT3, que elimina diferenciais convencionais, garantindo tração uniforme e maior segurança em terrenos inclinados. Além da eficiência, essas soluções contribuem para reduzir desgaste e consumo de combustível, fatores cada vez mais valorizados pelos produtores.

Tratores elétricos e híbridos: futuro do campo conectado

A eletrificação desponta como uma das tendências mais importantes. A John Deere levará à feira seu trator elétrico E-Power de 130 cv, com arquitetura modular de baterias NCM de até 195 kWh e capacidade para condução autônoma.

Fabricantes chineses e indianos, como ZSHX e TAFE, também avançam em tratores elétricos e híbridos, oferecendo modelos mais acessíveis. Apesar de o custo das baterias ainda ser um desafio, a expectativa é que avanços tecnológicos reduzam os preços e ampliem a viabilidade operacional desses equipamentos no futuro próximo.

Sistemas inteligentes aumentam segurança e produtividade

Além da eficiência e eletrificação, os sistemas de assistência ao operador ganham destaque. Claas e Deutz-Fahr apresentam soluções de gerenciamento inteligente de transmissão e segurança, integrando sensores, câmeras e piloto automático adaptativo.

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Outros exemplos incluem o SmartLift2, da Lindner, que permite uso mais preciso de carregadores frontais, e novos sistemas de freio automático para reboques, que aumentam a estabilidade em descidas e melhoram a segurança operacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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