AGRONEGÓCIO
Agro pede aumento imediato da mistura de biodiesel no diesel para 17%
AGRONEGÓCIO
Entidades do agronegócio defendem elevação da mistura de biodiesel
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) uniu-se a outras 42 entidades representativas do agronegócio e da agroindústria brasileira em um pedido formal ao Governo Federal para a elevação imediata da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17%, o chamado B17.
A solicitação foi oficializada por meio de uma carta aberta assinada por diversas organizações de peso do setor, entre elas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Sociedade Rural Brasileira (SRB), além de associações ligadas às cadeias produtivas de soja, milho e proteína animal.
Medida é vista como estratégia de segurança energética
No documento, as entidades defendem que a ampliação da mistura obrigatória de biodiesel representa uma estratégia importante para fortalecer a segurança energética do país e contribuir para o desenvolvimento econômico nacional.
Segundo o setor, a medida ajudaria a proteger a economia brasileira diante das instabilidades geopolíticas e das oscilações nas cotações internacionais do petróleo, fatores que influenciam diretamente o preço do diesel no mercado interno.
Redução da dependência do diesel importado
Outro ponto destacado na carta é que a adoção do B17 pode contribuir para reduzir a dependência brasileira de diesel importado, fortalecendo as cadeias produtivas internas ligadas aos biocombustíveis.
As entidades argumentam que a ampliação da mistura ajudaria a dar maior previsibilidade de custos ao setor produtivo, além de gerar impacto positivo para o agronegócio e para a economia nacional.
O documento ressalta ainda que o pedido ocorre em um momento estratégico, durante o período de escoamento da safra, quando o transporte rodoviário tem papel fundamental para garantir o fluxo da produção agrícola em todo o país.
Brasil tem capacidade para atender à nova demanda
De acordo com as instituições signatárias, o Brasil já possui capacidade industrial instalada, logística estruturada e ampla disponibilidade de matéria-prima para atender rapidamente ao aumento da demanda por biodiesel.
O país conta com forte produção de insumos utilizados na fabricação do biocombustível, especialmente óleos vegetais e outras matérias-primas provenientes do agronegócio.
Biodiesel reforça compromisso com transição energética
A carta também destaca a viabilidade técnica do biodiesel brasileiro, que segue rigorosos padrões de qualidade e segurança.
Segundo o setor, o biocombustível já é utilizado em sua forma pura por diversas empresas, o que demonstra sua eficiência e reduz a necessidade de adaptações na frota de veículos.
Para as entidades do agronegócio, a ampliação da mistura para B17 reforça o compromisso do Brasil com a transição energética, ao mesmo tempo em que fortalece a economia, valoriza a produção agrícola e contribui para a segurança no abastecimento de combustíveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha
Mercado Externo
O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.
Mercado Interno
A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.
As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.
No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.
Preços
Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.
Indicadores
- Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
- Área colhida: 90%
- Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
- Milho silagem:
- Área: 345.299 hectares
- Colheita: 87%
- Produtividade média: 37.840 kg/ha
- Soja (RS):
- Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
- Colheita: 68%
- Produtividade média: 2.871 kg/ha
- Feijão 1ª safra:
- Área: 23.029 hectares
- Produtividade média: 1.781 kg/ha
- Feijão 2ª safra:
- Área: 11.690 hectares
- Produtividade média: 1.401 kg/ha
- Arroz irrigado:
- Área: 891.908 hectares
- Colheita: 88%
- Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise
A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.
O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.
No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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