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Agtech Brasileira Investe R$ 1,5 Milhão em Implemento que Automatiza Distribuição de Tubos de Fertirrigação

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A Agricef, agtech brasileira especializada em soluções e equipamentos para o agronegócio, investiu R$ 1,5 milhão no desenvolvimento de um implemento voltado à mecanização da distribuição de tubos para fertirrigação, com foco na aplicação de vinhaça – subproduto da produção de etanol com alto valor fertilizante. O equipamento, batizado de Hauler, já está em comercialização para diversos grupos do setor sucroenergético.

Crescimento de Adesão e Mercado Potencial

O Hauler vem ganhando adesão rapidamente. Desde 2024, 22 unidades foram vendidas em fase piloto. Neste ano, 12 unidades já foram entregues e há dezenas de equipamentos em negociação para 2026, conforme usinas observam o implemento em operação e planejam sua aquisição.

Um exemplo é o grupo Atvos, que adquiriu recentemente 12 unidades do Hauler. Segundo Domingos Guilherme Cerri, diretor de P&D e inovação da Agricef, “estimamos que o mercado potencial brasileiro para a solução alcance cerca de 300 unidades”.

Automação e Segurança Operacional

O diferencial do Hauler está na automatização do carregamento e descarregamento dos tubos de fertirrigação, operação que antes era realizada manualmente com carretas acopladas a tratores ou caminhões convencionais. Esses métodos tradicionais exigem mão de obra intensiva e apresentam alto risco de acidentes, como esmagamento de membros, quedas e problemas ergonômicos.

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Cerri explica:

“No método tradicional, dois operadores permanecem sobre o caminhão repassando tubos para colegas no solo, muitas vezes com o veículo em movimento. Essa prática resultava em centenas de acidentes por ano em algumas usinas.”

Com o Hauler, a operação se torna mais rápida, segura e eficiente, reduzindo os riscos de acidentes graves e melhorando a ergonomia para os trabalhadores.

Ganhos em Produtividade e Redução de Equipes

Testes realizados com clientes indicam que o Hauler pode gerar ganhos operacionais de 20% a 40% na montagem de tubulação, mantendo o efetivo. Alternativamente, é possível manter o mesmo ritmo de operação com até 40% menos operadores.

Pesquisas com usuários confirmam que o maior benefício do equipamento é a segurança, seguido pela otimização de recursos humanos, que, em média, caiu pela metade.

Solução para Gargalos Logísticos na Cana-de-Açúcar

Embora a aplicação localizada de vinhaça por tubulação seja prática consolidada, a distribuição dos tubos ainda representa um gargalo operacional. Com o Hauler, a Agricef se posiciona como parceiro estratégico do setor, oferecendo ganhos em escala, segurança e produtividade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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