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Alta do diesel fortalece margens de refino em meio a tensões geopolíticas, enquanto gasolina segue pressionada

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Diesel registra valorização com suporte geopolítico

O mercado de combustíveis apresentou movimentos distintos na última semana, influenciados por fatores geopolíticos e alterações nos estoques internacionais. Segundo a StoneX, o diesel teve fortalecimento das margens, em contraste com a gasolina, que continua em trajetória de enfraquecimento em 2025.

O contrato mais ativo do NY Harbor ULSD registrou alta de 4,8%, encerrando a sexta-feira a USD 2,2376 por galão. Durante a semana, os futuros chegaram a superar USD 2,28 por galão, maior nível desde dezembro de 2025.

O movimento foi impulsionado principalmente pela retomada das tensões entre Rússia e Ucrânia, além da redução dos estoques de diesel nos EUA, que ampliou o diferencial entre o Heating Oil e o Brent. Ao final da semana, o crack-spread atingiu USD 29,8 por barril, avanço de 13,4% em relação à semana anterior.

Gasolina segue pressionada pelo aumento de estoques

A gasolina RBOB, por outro lado, permaneceu enfraquecida, acumulando queda de 17% em 2025, mesmo diante do avanço das vendas no Brasil. Na última semana, o diferencial entre o RBOB e o Brent recuou 5,2%, para aproximadamente USD 10,8 por barril.

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O desempenho negativo foi influenciado pelo crescimento expressivo dos estoques norte-americanos, que aumentaram 8,9 milhões de barris, atingindo o maior nível para meados de janeiro nos últimos cinco anos. Com oferta elevada, o preço da gasolina teve alta semanal de apenas 0,3%, resultando em novo enfraquecimento das margens de refino.

Perspectivas para os combustíveis

O cenário atual evidencia como riscos globais e a dinâmica de estoques impactam de forma diferenciada os combustíveis: enquanto o diesel se beneficia da insegurança geopolítica, a gasolina sofre com superoferta, exigindo atenção dos produtores e refinarias para a gestão das margens.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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