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Arroz atinge maior média desde setembro de 2025, mas mercado segue travado em abril, aponta Cepea

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AGRONEGÓCIO

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul encerrou abril com baixa liquidez e ritmo lento de negociações, mesmo com a média de preços atingindo o maior patamar desde setembro de 2025.

Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o cenário foi marcado por cautela dos agentes, influência de leilões de apoio à comercialização e forte disparidade entre regiões produtoras.

Mercado de arroz apresenta avanço de preços, mas com baixa fluidez

Apesar da lentidão nas negociações, o comportamento dos preços indica um processo gradual de recomposição no mercado.

A demanda por lotes de melhor qualidade até surgiu de forma pontual, mas não foi suficiente para elevar o volume de negócios de maneira consistente ao longo do mês.

De acordo com o Cepea, o setor vive um momento intermediário, no qual há sinais de recuperação de preços no agregado, porém com limitações estruturais que ainda travam a liquidez.

Margens apertadas e disparidades regionais limitam o mercado

Pesquisadores do Cepea destacam que fatores como margens industriais reduzidas, assimetria entre regiões produtoras e incertezas comerciais seguem como entraves para uma retomada mais consistente das negociações.

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Além disso, os leilões de apoio à comercialização também contribuíram para manter os agentes mais cautelosos, reduzindo a velocidade de fechamento de negócios.

Média de abril é a mais alta desde setembro de 2025

Mesmo com o mercado travado, a média mensal do arroz em casca em abril foi de R$ 62,66 por saca, o maior valor registrado desde setembro de 2025.

O dado reforça a percepção de que, embora o curto prazo ainda seja marcado por baixa liquidez, os preços seguem em trajetória de recuperação gradual.

Tendência futura depende de escoamento e alinhamento entre agentes

Para o Cepea, a consolidação de uma tendência de alta mais consistente no mercado de arroz dependerá principalmente da melhora no escoamento ao longo da cadeia produtiva e da maior convergência entre as expectativas de compradores e vendedores.

Enquanto isso, o setor deve seguir operando com negociações seletivas e comportamento cauteloso, refletindo um ambiente ainda de transição no mercado físico do arroz brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mato Grosso lidera agronegócio brasileiro com produção de R$ 206 bilhões e concentra 15% do VBP nacional

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Mato Grosso segue consolidado como a principal potência do agronegócio brasileiro. A estimativa para 2026 aponta que o estado deverá alcançar um Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário de R$ 206 bilhões, equivalente a cerca de 15% de toda a riqueza gerada pelo campo no Brasil.

Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária e foram compilados pelo DataHub, centro de dados econômicos vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso.

Mato Grosso amplia liderança no agro nacional

O Valor Bruto da Produção representa o faturamento bruto das atividades agropecuárias, calculado a partir do volume produzido e dos preços de mercado, antes de qualquer processamento industrial.

No ranking nacional, Mato Grosso aparece com ampla vantagem sobre outros grandes estados produtores:

  • Minas Gerais: R$ 167 bilhões (12,09%)
  • São Paulo: R$ 157 bilhões (11,36%)
  • Paraná: R$ 150 bilhões (10,86%)
  • Goiás: R$ 117 bilhões (8,45%)

A estimativa total do VBP agropecuário brasileiro em 2026 é de R$ 1,38 trilhão.

Soja, milho e pecuária sustentam crescimento do estado

A força do agro mato-grossense está diretamente ligada à diversidade e à escala de produção do estado.

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A soja lidera a composição do VBP estadual, respondendo por 43% de toda a produção agropecuária de Mato Grosso. Em seguida aparecem:

  • Milho: 21,67%
  • Bovinocultura: 17,96%

Além disso, Mato Grosso ocupa a liderança nacional na produção de soja, milho, algodão e bovinos, consolidando sua posição estratégica no abastecimento interno e nas exportações brasileiras.

Agronegócio impulsiona geração de empregos em Mato Grosso

Além do forte desempenho econômico, o agronegócio segue como principal motor de geração de empregos no estado.

Nos dois primeiros meses de 2026, o setor agropecuário de Mato Grosso registrou saldo positivo de 9.066 novos empregos formais, reforçando a importância da atividade para a renda e o desenvolvimento regional.

Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o crescimento do agro impacta diretamente a população.

“Tão importante quanto ver o volume de recursos que o agronegócio movimenta é perceber como isso se transforma em oportunidades concretas, chegando à ponta com a geração de emprego e renda para a população de Mato Grosso”, destacou.

Estado fortalece protagonismo no agronegócio global

Com produção crescente, avanço tecnológico e expansão logística, Mato Grosso amplia sua relevância no cenário global de commodities agrícolas.

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O desempenho do estado reflete a força do agronegócio brasileiro em cadeias estratégicas como soja, milho, carne bovina e algodão, setores que sustentam o saldo positivo da balança comercial e a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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