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Atividade econômica inicia o 4º trimestre de 2025 em ritmo fraco, aponta índice IGet

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O mês de outubro trouxe sinais de desaceleração da economia brasileira, segundo o Índice Getnet (IGet), desenvolvido em parceria entre o Santander e a Getnet. Os resultados apontam retração tanto no varejo quanto no setor de serviços, refletindo os efeitos da política monetária ainda restritiva.

O levantamento mostra que o índice de serviços às famílias apresentou queda expressiva de 3,2% na comparação mensal, enquanto o varejo restrito recuou 1,3%, e o varejo ampliado caiu 0,8%. Apesar de um mercado de trabalho aquecido e medidas de estímulo como o crédito consignado e o pagamento de precatórios, a demanda doméstica começa a mostrar perda de fôlego.

Serviços às famílias atingem o menor nível desde 2022

O setor de serviços prestados às famílias registrou o nível mais baixo desde agosto de 2022, segundo o relatório. Na comparação anual, o recuo foi de 7,6%, consolidando o segundo mês consecutivo de queda.

Entre os segmentos mais afetados estão alojamento e alimentação, com retração de 2,9% em relação a setembro, e outros serviços às famílias, que diminuíram 0,5% no mesmo período.

Os analistas do Santander avaliam que o setor já começa a sentir os impactos do aperto monetário, ainda que o mercado de trabalho siga como fator de sustentação parcial da atividade.

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Varejo mostra desaceleração após trimestre positivo

No varejo, o IGet ampliado registrou queda de 0,8% em outubro, corrigindo o impulso observado na prévia do mês anterior, influenciada por fatores sazonais, como o feriado de 12 de outubro. Já o índice restrito teve recuo de 1,3%, revertendo parte dos resultados positivos do terceiro trimestre.

Na comparação com outubro de 2024, porém, o indicador ainda mostra alta de 6,1%, embora os analistas observem que essa variação tende a ser mais forte do que a medida pelos dados oficiais, devido a diferenças metodológicas.

Setores de vestuário e supermercados pesam no resultado

Entre os principais destaques negativos estão artigos farmacêuticos (-4,0%), vestuário (-0,5%) e supermercados (-0,1%).

Por outro lado, houve alta em materiais de construção (+7,4%), enquanto o segmento de automóveis, partes e peças caiu 1,5% no mês.

Esses resultados reforçam a avaliação de que a demanda doméstica está em fase de desaceleração, com parte do consumo sendo sustentada apenas por estímulos pontuais.

Perspectivas indicam cautela para o fim de 2025

Apesar do início de trimestre mais fraco, o Santander destaca que medidas como o crédito consignado para o setor privado e o pagamento de precatórios devem ajudar a conter uma queda mais brusca da atividade nos próximos meses.

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Contudo, o banco ressalta que a política monetária restritiva continuará pesando sobre o consumo e os serviços, o que pode limitar a recuperação no fechamento do ano.

Metodologia do índice IGet

O IGet (Índice Getnet) é elaborado com base em informações de transações no mercado de adquirência nacional. A metodologia considera dados anonimizados de estabelecimentos de diferentes portes e regiões do país, oferecendo um retrato representativo da movimentação no varejo e nos serviços voltados às famílias.

A coleta e análise são realizadas pelo Santander Brasil, em parceria com a Getnet, com o objetivo de ampliar o acompanhamento da trajetória da atividade econômica brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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