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Aurora Coop lança primeiro Relatório de Sustentabilidade e reforça compromisso com futuro sustentável

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A Aurora Coop publicou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, referente ao exercício de 2024, consolidando seu compromisso em incorporar práticas sustentáveis à estratégia corporativa e à gestão de um dos maiores conglomerados agroindustriais do país.

Segundo o presidente Neivor Canton, o documento reflete a governança eficiente, responsabilidade social e visão de futuro da cooperativa.

“A sustentabilidade não é apenas um conceito, mas uma prática incorporada em todas as nossas cadeias produtivas. Este relatório demonstra a maturidade da Aurora Coop e nossa disposição em ampliar a transparência com a sociedade”, destacou Canton.

Crescimento econômico e presença internacional

Em 2024, a Aurora Coop registrou receita operacional bruta de R$ 24,9 bilhões, um crescimento de 14,2% em relação ao ano anterior. Com atuação em mais de 80 países e 13 regiões comerciais, incluindo África, América do Norte, Ásia e Europa, a cooperativa representa 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e 8,4% das exportações de carne de frango.

O vice-presidente de agronegócios, Marcos Antonio Zordan, destaca que os resultados reforçam o papel do cooperativismo na geração de riqueza regional:

“O modelo cooperativista une produção, competitividade e compromisso social. Esses resultados são compartilhados entre cooperados e comunidades, reforçando a relevância do setor no desenvolvimento do país.”

Sustentabilidade como estratégia

O relatório foi estruturado com base em padrões internacionais e na escuta ativa de públicos estratégicos, priorizando temas como:

  • Uso racional da água;
  • Gestão de efluentes;
  • Transição energética;
  • Práticas empregatícias;
  • Saúde e bem-estar animal;
  • Segurança do consumidor;
  • Desenvolvimento local.

“O documento reflete a responsabilidade da cooperativa em atuar em cadeias longas e complexas, como avicultura, suinocultura e produção de lácteos”, explica Canton.

Impacto social e geração de empregos

Em 2024, a Aurora Coop gerou 2.510 novos empregos, alcançando 46,8 mil colaboradores, sendo 31% em cargos de liderança ocupados por mulheres. Foram distribuídos R$ 3,3 bilhões em salários e benefícios e R$ 580 milhões em investimentos sociais e de infraestrutura, incluindo expansão de unidades industriais e melhorias estruturais.

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A Fundação Aury Luiz Bodanese (FALB) realizou mais de 930 ações em oito estados, beneficiando diretamente mais de 54 mil pessoas. Em resposta à emergência climática no Rio Grande do Sul, a instituição doou 100 toneladas de alimentos, antecipou o 13º salário de colaboradores, distribuiu EPIs a voluntários e investiu na aquisição de medicamentos.

Iniciativas ambientais e circularidade

O relatório destaca ações de uso eficiente de recursos naturais e gestão de resíduos, com foco na circularidade:

  • Autogeração de energia a partir de fontes renováveis;
  • Retorno de mais de 90% da água utilizada ao meio ambiente, devidamente tratada;
  • Reflorestamento próprio;
  • Rotas logísticas otimizadas;
  • Embalagens sustentáveis: 79% de fontes renováveis, 60% de papelão reciclado;
  • Reaproveitamento de 86% dos resíduos via compostagem, biodigestão e reciclagem;
  • Logística reversa de embalagens em parceria com o Instituto Recicleiros.

Zordan enfatiza:

“O cuidado ambiental é parte de nossa responsabilidade como produtores de alimentos e como cidadãos cooperativistas.”

Bem-estar animal e segurança do consumidor

A cooperativa mantém práticas rigorosas de bem-estar animal e garante a inocuidade dos alimentos, assegurando confiança dos mercados interno e externo.

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Compromisso com um futuro sustentável

Para Canton, a publicação do relatório é marco institucional e ponto de partida:

“Ao comunicar com transparência nossas ações e resultados, reforçamos nossa identidade cooperativista e reiteramos o compromisso de gerar prosperidade compartilhada e preservar recursos para futuras gerações.”

Zordan ressalta a inserção da Aurora Coop entre empresas globais que aliam competitividade e responsabilidade, reforçando:

“A sustentabilidade é o caminho para garantir longevidade empresarial, fortalecer o vínculo com a sociedade e assegurar alimentos produzidos de forma ética e responsável.”

O Relatório de Sustentabilidade 2024 confirma a Aurora Coop como referência nacional e internacional na integração entre desempenho econômico, responsabilidade social e cuidado ambiental, fortalecendo a identidade cooperativista e projetando a instituição como protagonista na construção de um futuro sustentável.

Relatório de sustentabilidade

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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