RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Boletim Focus mantém projeção de inflação para 2026 e indica queda gradual da taxa de juros nos próximos anos

Publicados

AGRONEGÓCIO

As projeções do mercado financeiro para inflação, juros, crescimento econômico e câmbio foram atualizadas no mais recente Boletim Focus, divulgado nesta semana pelo Banco Central do Brasil. O relatório reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras consultadas pela autoridade monetária e serve como referência para acompanhar as expectativas do mercado sobre os principais indicadores da economia brasileira.

De acordo com o levantamento, as estimativas para inflação em 2026 permaneceram estáveis, enquanto outras variáveis apresentaram ajustes pontuais.

Inflação segue estável nas projeções para 2026

Segundo o relatório divulgado pelo Banco Central do Brasil, a previsão do mercado financeiro para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 foi mantida em 3,91%.

Para 2027, houve uma leve revisão para cima, com a estimativa passando de 3,79% para 3,80%.

As projeções permanecem próximas da meta de inflação definida pelo governo, indicando que os analistas avaliam um cenário de estabilidade nos preços no médio prazo.

Leia Também:  Soja se mantém firme no Brasil apesar de pressão em Chicago e expectativas do USDA
Mercado projeta redução gradual da taxa Selic

Mesmo após a decisão do Banco Central do Brasil de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, patamar considerado o mais elevado em quase duas décadas, o mercado financeiro segue projetando uma trajetória de queda gradual para os próximos anos.

De acordo com o Boletim Focus:

  • 2026: a previsão para a Taxa Selic subiu levemente de 12% para 12,13% ao ano.
  • 2027: a expectativa permaneceu em 10,50% ao ano.

O cenário reflete a expectativa de que a política monetária possa ser flexibilizada à medida que as pressões inflacionárias permaneçam controladas.

Expectativa de crescimento do PIB permanece inalterada

No campo da atividade econômica, o mercado financeiro manteve estável a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.

A estimativa continua em 1,82%, indicando uma perspectiva de expansão moderada da economia brasileira nos próximos anos.

O PIB é o indicador utilizado para medir a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como principal referência para avaliar o desempenho econômico.

Leia Também:  Eficiência do fósforo na agricultura depende de manejo integrado e avanço de soluções biológicas, aponta pesquisa da Embrapa
Previsão para o dólar tem leve ajuste

As expectativas para a taxa de câmbio apresentaram pequena alteração na pesquisa mais recente.

A projeção para o dólar no final de 2026 recuou ligeiramente de R$ 5,42 para R$ 5,41.

Já para 2027, a estimativa para a moeda norte-americana foi mantida em R$ 5,50, refletindo as avaliações do mercado sobre o cenário internacional, fluxo de investimentos e política monetária no Brasil.

Boletim Focus reúne expectativas do mercado

O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil e consolida as projeções de instituições financeiras, consultorias e analistas para indicadores econômicos relevantes, como inflação, juros, crescimento do PIB e câmbio.

O levantamento é considerado um dos principais termômetros das expectativas do mercado financeiro para a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

Publicados

em

Por

A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

Leia Também:  Soja se mantém firme no Brasil apesar de pressão em Chicago e expectativas do USDA

O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

Leia Também:  Mercado de frango indica novas quedas nos preços no curto prazo, aponta Safras & Mercado

Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA