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Bolsas globais operam sob pressão com tensão no Oriente Médio, juros nos EUA e expectativa por balanço da Nvidia

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Os mercados financeiros globais iniciaram a sessão desta quarta-feira em clima de cautela, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio, a pressão dos juros dos títulos públicos norte-americanos e a expectativa pelos resultados da gigante de tecnologia NVIDIA, considerada hoje uma das companhias mais valiosas do mundo.

No Brasil, o Ibovespa abriu o pregão em queda, próximo dos 176.973 pontos, acompanhando o movimento negativo observado nas bolsas internacionais e a preocupação dos investidores com o cenário fiscal doméstico. O mercado também monitora o comportamento do dólar e das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro.

Em Wall Street, os principais índices encerraram a última sessão no vermelho. O Dow Jones caiu 0,65%, enquanto o S&P 500 recuou 0,67% e o Nasdaq perdeu 0,84%, pressionado principalmente pelas ações de tecnologia e semicondutores. A expectativa pelo balanço trimestral da Nvidia elevou a volatilidade no setor de inteligência artificial e tecnologia.

Os rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos também seguem no radar dos investidores globais. O avanço das Treasuries reforça o movimento de migração para ativos considerados mais seguros, limitando o apetite por risco em mercados emergentes.

Europa reage com cautela e acompanha desdobramentos geopolíticos

Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única, mas com leve viés positivo após notícias indicando que os Estados Unidos teriam suspendido um possível ataque ao Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,2%.

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Entre os principais mercados da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,38%. Já o CAC 40, da França, registrou leve baixa de 0,07%, enquanto o FTSE 100, de Londres, avançou 0,07%.

O mercado europeu continua sensível às oscilações do petróleo e aos riscos geopolíticos envolvendo o Oriente Médio, fator que influencia diretamente inflação, energia e fluxo de capitais globais.

Ásia sobe puxada por tecnologia e inteligência artificial

Na Ásia, o desempenho foi majoritariamente positivo, impulsionado pelas ações ligadas à inteligência artificial e ao setor de semicondutores.

O índice de Xangai avançou 0,92%, enquanto o CSI300 subiu 0,40%. Em Hong Kong, o Hang Seng encerrou o dia em alta de 0,48%, sustentado pelo forte desempenho das empresas de tecnologia.

O otimismo do mercado asiático também refletiu a expectativa de novos investimentos globais em infraestrutura de inteligência artificial, além das sinalizações sobre possível redução da escalada militar entre Estados Unidos e Irã.

No Japão, porém, o Nikkei recuou 0,44%, pressionado pela valorização do iene e pela realização de lucros no setor exportador. Já Austrália e Singapura registraram altas expressivas de 1,17% e 1,51%, respectivamente.

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Ibovespa segue pressionado por cenário externo e fiscal

Na abertura do pregão brasileiro, o mercado local manteve o tom defensivo. Investidores seguem atentos à trajetória dos juros nos Estados Unidos, ao comportamento das commodities e às discussões fiscais no Brasil.

O pregão regular da B3 funciona das 10h às 16h55 no mercado à vista, enquanto contratos futuros de dólar e Ibovespa operam até o início da noite.

Nos últimos dias, o índice brasileiro vem registrando forte volatilidade, alternando perdas e recuperação conforme o humor externo e os movimentos das blue chips, especialmente bancos, Petrobras e Vale.

O dólar também permanece no radar do mercado financeiro, refletindo a aversão ao risco global e a busca por proteção em meio ao cenário geopolítico e econômico mais instável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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