RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Brasil amplia exportações de DDG e DDGS e se consolida como novo player global na nutrição animal

Publicados

AGRONEGÓCIO

Exportações de DDG e DDGS crescem e consolidam protagonismo brasileiro

O Brasil registrou um desempenho expressivo nas exportações de farelos de milho DDG (grãos secos de destilaria) e DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) ao longo de 2025. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o país exportou 879.358 toneladas desses coprodutos para 25 mercados diferentes, um crescimento de 9,77% em relação às 801.101 toneladas enviadas em 2024.

O avanço consolida o DDG/DDGS — também conhecido como Brazilian Distillers Grains — como um dos produtos de maior valor agregado da cadeia do milho e um importante componente da bioeconomia nacional. Em termos de receita, o resultado representa uma alta de 4,19% em comparação ao ano anterior.

Indústria de etanol de milho impulsiona a expansão do setor

O crescimento das exportações está diretamente relacionado à expansão da indústria de etanol de milho, que deve alcançar 10 bilhões de litros de produção na safra 2025/26. O avanço desse segmento tem gerado não apenas combustível renovável, mas também uma oferta crescente de coprodutos industriais, como o DDG/DDGS, amplamente utilizado na alimentação animal.

Leia Também:  Dólar sobe e mercado financeiro reage a discursos do Fed, políticas de Trump e instabilidade política no Brasil

Esses derivados têm se destacado por seu alto valor nutricional, contribuindo para reduzir custos na pecuária e impulsionando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Turquia, Vietnã e Nova Zelândia lideram importações

De acordo com o UNEM Data, a Turquia foi o principal destino das exportações brasileiras em 2025, com 295,3 mil toneladas, equivalentes a 33,6% do volume total embarcado. Em seguida aparecem o Vietnã, com 214,5 mil toneladas, e a Nova Zelândia, com 141,8 mil toneladas.

Esses três países juntos responderam por mais de 70% das vendas externas. Espanha e Indonésia completam a lista dos cinco maiores compradores. Além disso, Egito, Arábia Saudita, Uruguai, Austrália, Paraguai e Bolívia passaram a figurar entre os novos destinos, ampliando a presença brasileira em mercados emergentes.

Diversificação geográfica fortalece competitividade do produto brasileiro

O desempenho do setor demonstra uma ampla diversificação geográfica das exportações de DDG/DDGS brasileiros, alcançando Europa, Ásia, Oceania, Oriente Médio e Américas. Essa distribuição reflete a competitividade do produto nacional, resultado da combinação entre escala industrial, qualidade nutricional e eficiência logística.

Parceria com ApexBrasil amplia acesso a novos mercados

Segundo Andréa Veríssimo, diretora de Relações Internacionais e Comunicação da UNEM, a parceria entre a ApexBrasil e a entidade, iniciada em 2023 e renovada em 2025 por mais dois anos, tem sido decisiva para a abertura e consolidação de novos mercados internacionais.

Leia Também:  AgRural eleva projeção da safra 2025/26 de soja para 180,4 milhões de toneladas; colheita inicia em regiões pontuais

“Esse convênio tem permitido ao setor de etanol de milho e seus coprodutos prospectar, compreender e priorizar mercados estratégicos, ampliando as fronteiras de atuação do agronegócio brasileiro. Além de fortalecer o comércio de farelos para alimentação animal, o projeto também cria novas oportunidades para os biocombustíveis renováveis, como o etanol de milho — seja para uso automotivo, aéreo (SAF) ou marítimo”, destacou Veríssimo.

Panorama e perspectivas do setor

Os dados da UNEM consideram as NCMs 23021000 e 23033000, abrangendo apenas volumes superiores a 28,5 toneladas por mês, o que reflete o comércio efetivo do produto, excluindo o envio de amostras.

Com uma cadeia produtiva cada vez mais integrada e sustentável, o Brasil reforça seu papel como fornecedor global de insumos de alto valor agregado para a nutrição animal e consolida o DDG/DDGS como um pilar estratégico da bioeconomia nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Banco Central: crédito rural para pessoas físicas teve inadimplência recorde de 9,7% em agosto

Publicados

em

Por

A inadimplência do crédito rural a pessoas físicas alcançou 9,69% do saldo das operações em agosto de 2026, o maior nível da série do Banco Central, iniciada em março de 2011. Em julho, o índice era de 8,79%. Nas operações contratadas a taxas de mercado, o percentual chegou a 17,56%, enquanto nas linhas com taxas reguladas ficou em 3,83%.

O agravamento aparece também na comparação anual. Em agosto de 2025, a inadimplência do conjunto do crédito rural direcionado a pessoas físicas estava em 5,23%. O aumento em doze meses foi de 4,46 pontos percentuais. Em agosto de 2023, o indicador era de 0,95%: em três anos, portanto, a taxa se multiplicou por mais de dez.

O Banco Central considera inadimplente o saldo dos financiamentos com pelo menos uma parcela vencida há mais de 90 dias. O cálculo mede o valor das operações nessa situação em relação ao saldo total da carteira. Assim, os 9,69% expressam a parcela do crédito afetada, e não a proporção de produtores inadimplentes.

Os números abrangem financiamentos com recursos direcionados, vinculados à produção e ao investimento rural. Entre suas fontes estão depósitos à vista, poupança rural e fundos e programas públicos. Dentro desse conjunto, o Banco Central separa os contratos com taxas reguladas dos contratados a taxas de mercado, permitindo observar a diferença entre as duas modalidades.

Leia Também:  Consumo de biodiesel pode superar 10 milhões de m³ em 2026

Nas operações com taxas de mercado, a inadimplência subiu de 15,56% em julho para 17,56% em agosto, avanço de dois pontos percentuais em um mês. Nas linhas reguladas, passou de 3,67% para 3,83%. A distância entre os índices mostra que a média geral reúne carteiras com níveis bastante diferentes de atraso.

Os indicadores registram a evolução dos pagamentos, mas não identificam, isoladamente, as causas dos atrasos. Para explicar o resultado de uma propriedade, é necessário examinar a produção obtida, os preços de venda, os custos assumidos e o calendário das parcelas. A taxa nacional também não permite concluir quantos pequenos, médios ou grandes produtores enfrentam dificuldades.

Para quem prepara o financiamento da safra 2026/27, o ponto central é compatibilizar os compromissos anteriores com as despesas do novo ciclo. A negociação exige uma previsão de caixa que considere o período entre a compra dos insumos, a colheita e o recebimento das vendas.

Leia Também:  Milho: Chicago sobe com tensão no Oriente Médio e clima nos EUA, enquanto colheita da safrinha pressiona preços no Brasil

Na conversa com a instituição financeira, reunir contratos, vencimentos, garantias e uma estimativa de receitas ajuda a dimensionar a necessidade de renegociação. Além do valor da parcela, devem entrar na conta os juros, o prazo total e o custo final do acordo. O novo calendário precisa caber na capacidade de pagamento da atividade.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA