AGRONEGÓCIO
Brazil Sugarcane leva empresas brasileiras à Bolívia em missão técnica e comercial
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Missão técnica reúne 21 empresas brasileiras na Bolívia
Entre os dias 27 e 30 de janeiro de 2026, o Projeto Brazil Sugarcane, parceria do Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla) com a ApexBrasil, realiza uma missão técnica e comercial na Bolívia.
O grupo conta com 21 empresas brasileiras do setor sucroenergético, que terão a oportunidade de visitar usinas, grupos açucareiros e participar do Simpósio Técnico Agroindustrial ATACBOL, em Santa Cruz de La Sierra, ampliando o intercâmbio técnico e comercial entre os dois países.
Visitas a usinas e grupos sucroenergéticos
Nos dias 27 e 28 de janeiro, os participantes percorrerão a Unagro e as usinas Aguaí, Guabirá e La Bélgica, conhecendo processos de produção de açúcar, etanol e outros derivados da cana-de-açúcar.
A agenda proporciona insights sobre gargalos de mercado, oportunidades de negócios e práticas de inovação, reforçando a competitividade das empresas brasileiras no cenário boliviano.
Simpósio ATACBOL reforça intercâmbio técnico
Além das visitas técnicas, o grupo participará do Simpósio Técnico Agroindustrial ATACBOL, onde será possível discutir tendências, tecnologias e soluções sustentáveis para a cadeia sucroenergética.
Segundo a gerente do Projeto Brazil Sugarcane, Suy Machado:
“A Bolívia é o nosso primeiro destino de 2026 e um grande parceiro comercial do Brasil. Esta agenda combina aprendizado técnico e oportunidades de negócios, fortalecendo parcerias estratégicas e ampliando a presença das empresas brasileiras no país, com foco em inovação e geração de valor.”
Bolívia: mercado estratégico para a cana-de-açúcar
A Bolívia apresenta condições climáticas favoráveis à produção de cana-de-açúcar e vem se destacando por meio de parcerias internacionais, como o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution.
O país investe na modernização, expansão e crescimento sustentável do setor, criando oportunidades para empresas brasileiras ampliarem sua competitividade, inovação e presença no mercado regional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de leite de búfala impulsiona renda e transforma propriedade rural em referência agroindustrial em Minas Gerais
O que começou como uma alternativa para diversificar a renda da propriedade rural se transformou em um empreendimento familiar de sucesso no interior de Minas Gerais. A produção artesanal de derivados de leite de búfala, iniciada na cozinha da própria fazenda, hoje coloca a Queijaria Brejaúba, em Dionísio, como referência regional em agroindustrialização e agregação de valor à produção rural.
O crescimento do negócio foi impulsionado pela participação da família no programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria de Derivados Lácteos e no Programa de Habilitação Sanitária do Sistema Faemg Senar, iniciativas voltadas à profissionalização e regularização das agroindústrias rurais mineiras.
Assistência técnica foi decisiva para expansão da atividade
Quando José Eduardo e Francinete Bicalho decidiram investir na produção de derivados de leite de búfala, o objetivo era criar uma nova fonte de receita para a propriedade. Com o apoio técnico especializado, o projeto ganhou escala e se consolidou como um negócio promissor.
Segundo os produtores, a capacitação oferecida pelo Sistema Faemg Senar foi fundamental para aprimorar tanto a produção quanto a gestão da agroindústria.
O aprendizado envolveu desde o desenvolvimento das receitas até a organização administrativa e comercial do empreendimento, permitindo que a atividade evoluísse de forma estruturada e sustentável.
Produção cresce mais de 2.500% em poucos anos
O avanço da atividade impressiona pelos números. A produção, que começou com apenas seis litros de leite por dia, alcança atualmente cerca de 160 litros diários, com um rebanho de 24 búfalas em lactação.
O aumento da escala produtiva veio acompanhado da diversificação do portfólio. Hoje, a queijaria produz queijo, requeijão, ricota, iogurte e doce de leite, ampliando as oportunidades de comercialização e geração de renda para a família.
O sucesso dos produtos junto aos consumidores locais impulsionou novos investimentos e fortaleceu o projeto de expansão da agroindústria.
Nova estrutura busca ampliar mercados e conquistar certificação
Com o crescimento da demanda, surgiu a necessidade de adequar a produção às exigências sanitárias e estruturais exigidas pela legislação.
Novamente, a família contou com o suporte técnico do Sistema Faemg Senar para planejar a construção da nova agroindústria e conduzir todo o processo de regularização.
A unidade está em fase final de implantação e foi projetada para atender aos requisitos técnicos necessários para obtenção do selo de inspeção regional, etapa considerada estratégica para ampliar a comercialização e acessar novos mercados.
Todo o processo foi acompanhado pela equipe técnica do Programa de Habilitação Sanitária do ATeG Agroindústria.
Negócio fortalece sucessão familiar no campo
Além dos resultados econômicos, a agroindústria contribuiu para fortalecer os laços familiares e incentivar a permanência das novas gerações no meio rural.
O filho do casal retornou à propriedade para atuar diretamente no empreendimento, enquanto a filha, que reside no exterior, desenvolveu a identidade visual da marca e auxilia na divulgação dos produtos.
A participação da família em diferentes áreas do negócio tem sido um dos pilares do crescimento da Queijaria Brejaúba, demonstrando como a agroindustrialização pode criar novas oportunidades de trabalho e renda dentro da própria propriedade rural.
Programa já acompanha centenas de agroindústrias mineiras
Desde sua implantação, em 2021, o Programa de Habilitação Sanitária do Sistema Faemg Senar já prestou assistência a 283 agroindústrias em Minas Gerais.
Na área de abrangência do Escritório Regional de Viçosa, 20 empreendimentos receberam acompanhamento especializado, contribuindo para a formalização, regularização e fortalecimento de pequenos negócios rurais.
O trabalho está integrado à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) das cadeias agroindustriais e oferece suporte em diversas áreas estratégicas para o desenvolvimento dos empreendimentos.
Regularização abre portas para novos mercados
Além do registro sanitário de estabelecimentos e produtos, o programa atua em questões relacionadas à adequação estrutural, regularização ambiental, rotulagem de alimentos e licenciamento de atividades rurais.
Os produtores também recebem orientações sobre Cadastro Ambiental Rural (CAR), uso de recursos hídricos, licenciamento simplificado e atendimento às exigências legais para comercialização.
Outro diferencial da iniciativa é a participação ativa na discussão e atualização de regulamentos voltados às agroindústrias rurais, especialmente às queijarias artesanais, promovendo maior segurança jurídica e oportunidades de mercado para os produtores.
O caso da Queijaria Brejaúba demonstra como a combinação entre assistência técnica, gestão eficiente e regularização sanitária pode transformar pequenas produções familiares em negócios sustentáveis, competitivos e preparados para crescer no mercado de alimentos de valor agregado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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