AGRONEGÓCIO
Ceia de fim de ano deve pesar mais no bolso: bacalhau lidera altas e azeite tem maior queda de preço
AGRONEGÓCIO
O brasileiro pode precisar rever o orçamento da ceia de Natal e Ano Novo em 2025, segundo levantamento da VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores. A análise avaliou mais de 13 milhões de notas fiscais escaneadas no SuperApp VR entre 2024 e 2025 e revelou variações expressivas nos preços dos produtos mais consumidos durante as festas.
De acordo com o estudo, alguns clássicos da mesa festiva ficaram significativamente mais caros, enquanto outros apresentaram quedas que podem ajudar na economia familiar.
Bacalhau tem alta de 84,7% e se torna o vilão da ceia
O bacalhau, um dos principais símbolos das ceias de fim de ano, foi o item com a maior alta de preço em relação a 2024. O quilo passou de R$ 61,59 para R$ 113,36, um avanço de 84,7%.
Outras proteínas também pressionam o bolso do consumidor. O lombo suíno subiu 18%, indo de R$ 37,56 para R$ 44,33. As aves festivas, como Chester e Fiesta, registraram aumento de 16,9%, passando de R$ 91,67 para R$ 107,18. Já o peru, tradicional nas mesas de Natal, teve alta mais leve de 2,4%, subindo de R$ 112,31 para R$ 114,99.
Tender e azeite apresentam as maiores quedas no comparativo anual
Nem tudo são más notícias para quem quer manter as tradições. O tender, por exemplo, ficou 11,3% mais barato, caindo de R$ 50,44 para R$ 44,73 e se consolidando como uma alternativa mais acessível para a ceia.
O destaque positivo, no entanto, foi o azeite, que apresentou a maior queda entre todos os produtos analisados, com recuo de 23,8%. A redução é atribuída à normalização do mercado internacional, após a quebra de safra no Mediterrâneo em 2022 e 2023, e à retração do dólar, que ajudou a reduzir os custos de importação.
Outros produtos também ficaram mais baratos: o pernil teve leve queda de 1,9% (de R$ 31,80 para R$ 31,17) e a lentilha, item tradicional das ceias de Ano Novo, caiu 7,6%, passando de R$ 10,73 para R$ 9,91.
“Levantamento mostra o que realmente o consumidor paga no caixa”, diz VR
Segundo Cassio Carvalho, diretor-executivo de negócios da VR, os dados oferecem uma visão real do comportamento de consumo, já que são baseados em notas fiscais emitidas no varejo.
“O trabalhador pode ter pago com qualquer meio — VR, cartão ou Pix — desde que a nota tenha QR Code. Ou seja, não é apenas uma média de preços, mas o valor efetivamente pago no caixa”, explica Carvalho.
O executivo destaca que o levantamento permite à empresa gerar insights estratégicos para a indústria, ajudando a oferecer produtos com condições mais atrativas e cashback, aumentando o poder de compra dos consumidores.
Itens tradicionais têm variação moderada e continuam na mesa do brasileiro
Apesar das variações mais expressivas em carnes e importados, os itens mais afetivos das festas mantiveram estabilidade de preços.
O panetone e o chocotone subiram 6,4%, passando de R$ 14,40 para R$ 15,32. O vinho e o espumante tiveram alta leve de 1,5%, indo de R$ 28,72 para R$ 29,14.
Outros produtos essenciais também variaram pouco: o leite condensado subiu 1,3% (de R$ 9,32 para R$ 9,44) e a farofa, indispensável nas ceias, ficou praticamente estável, passando de R$ 7,07 para R$ 7,09.
Já as uvas passas, sempre presentes nas receitas mais polêmicas da época, tiveram aumento de 7,6%, indo de R$ 6,95 para R$ 7,48.
Planejamento e substituições ajudam a equilibrar os custos
Com os aumentos em itens importados e proteínas mais caras, especialistas recomendam planejar as compras com antecedência, buscar ofertas regionais e considerar substituições inteligentes, como trocar o bacalhau por peixes nacionais ou incluir cortes suínos alternativos no cardápio.
A tendência, segundo a VR, é que o consumidor adote estratégias mais racionais, equilibrando tradição e economia sem deixar de celebrar.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro
A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.
A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.
Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.
A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.
A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.
A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.
Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.
O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.
A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.
Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.
A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.
Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.
Você lê a versão em português clicando aqui.
You can read the English version by clicking here.
Fonte: Pensar Agro
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