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Cemig realiza leilão online de imóveis urbanos e rurais em Minas Gerais
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Cemig coloca imóveis à venda em leilão online
A Cemig, uma das maiores distribuidoras de energia do país, abriu leilão de imóveis urbanos e rurais em Belo Horizonte, Juiz de Fora e em várias regiões de Minas Gerais. As ofertas podem ser feitas até o dia 31 de março pela plataforma Superbid Exchange.
Entre os imóveis urbanos, destacam-se:
- Belo Horizonte: prédio de 4.540 m² na região central, com lance inicial de R$ 24,675 milhões; lote de 1.380 m² no bairro Gutierrez.
- Juiz de Fora (Zona da Mata): prédio comercial na Rua Osório de Almeida, 102, com lance mínimo de R$ 2,295 milhões.
- Itanhandu (Sul de Minas): lote urbano de 8.805 m².
- Três Marias (Região Central): nove lotes urbanos com áreas que variam de 937 a 2.232 m².
- Nanuque (Vale do Mucuri): prédio comercial desocupado de 3.564 m² na Avenida Mucuri, 1.626.
Imóveis rurais disponíveis em diversas regiões de Minas Gerais
O leilão também inclui propriedades rurais em diferentes regiões do estado:
- Botumirim (Norte de Minas): imóvel rural com 183 hectares.
- Cristália (Norte de Minas): dois lotes na Fazenda Santa Cruz Rocinha, com 60 e 50 hectares.
- Itamarandiba (Vale do Jequitinhonha): dois lotes rurais, um com 35 hectares na Fazenda Santa Quitéria e outro com 14 hectares na Fazenda Conjunto Cachoeira.
Condições de pagamento e participação online
A Cemig oferece parcelamento de até 60 meses, conforme regras estabelecidas no edital. Todo o processo de negociação é 100% online, e os interessados devem realizar cadastro na plataforma, enviar a documentação exigida e analisar atentamente os termos do leilão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27
A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.
De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.
O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).
Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda
Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.
O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.
No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.
China continua no centro das atenções do mercado
Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.
“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.
Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.
Risco baixista ainda predomina para os preços
Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.
Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.
Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.
El Niño pode alterar cenário da soja
Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.
Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.
Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.
Mercado seguirá atento ao clima e à demanda
Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.
Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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