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Crise no Oriente Médio eleva petróleo, pressiona logística global e aumenta incertezas para empresas

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A escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem provocado efeitos imediatos na economia global e já impacta diretamente o planejamento logístico de empresas brasileiras. A recente ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz intensificou os riscos na região, elevando custos, ampliando prazos de entrega e aumentando a imprevisibilidade nas cadeias de suprimentos.

Estreito de Ormuz sob risco pressiona transporte marítimo global

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas estratégicas do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado globalmente. Com o aumento das tensões, a navegação na região passou a operar sob forte pressão.

Entre os principais impactos estão:

  • Reforço nas medidas de segurança marítima;
  • Elevação dos prêmios de seguro;
  • Maior cautela por parte de armadores;
  • Risco de interrupções no fluxo de cargas.

Esse cenário contribui para o aumento dos custos logísticos e para a redução da previsibilidade nas operações internacionais.

Restrições aéreas elevam custos e ampliam prazos de entrega

Além do transporte marítimo, o setor aéreo também enfrenta impactos relevantes. O espaço aéreo de diversos países do Oriente Médio segue sujeito a restrições e fechamentos pontuais, obrigando companhias a cancelar voos ou redesenhar rotas.

Na prática, isso resulta em:

  • Aumento do tempo de trânsito;
  • Redução da disponibilidade de cargas;
  • Elevação dos custos de frete aéreo.

Para empresas que dependem de operações internacionais, especialmente com prazos mais curtos, os efeitos já são significativos.

Petróleo volta a subir e reacende pressão inflacionária

Com o agravamento da crise, o petróleo voltou a registrar forte valorização no mercado internacional, ultrapassando, em momentos de maior tensão, o patamar de US$ 100 por barril.

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A alta da commodity reacende preocupações inflacionárias globais, já que o petróleo é um insumo essencial para diversas atividades, incluindo transporte, geração de energia e produção industrial. O aumento dos preços tende a se espalhar rapidamente por toda a economia.

Impactos diretos nos custos e no consumo no Brasil

No Brasil, os efeitos da alta do petróleo costumam ser percebidos em poucas semanas, com impacto direto sobre combustíveis como gasolina, diesel e gás de cozinha, a depender da política de preços e dos níveis de estoque.

Como o transporte de cargas no país é majoritariamente rodoviário, a elevação do diesel pressiona os custos de frete, refletindo no preço final de produtos como alimentos, medicamentos e bens industrializados.

Além disso, empresas exportadoras, especialmente aquelas que dependem do modal aéreo, podem perder competitividade diante do aumento dos custos logísticos.

Crise amplia riscos para atividade econômica global

Os impactos da crise vão além da inflação. O aumento generalizado dos custos tende a reduzir margens empresariais, desestimular investimentos e comprometer o poder de compra das famílias.

Caso o cenário de instabilidade persista, há risco de desaceleração mais ampla da economia global, afetando diferentes setores produtivos.

Cadeias sensíveis são as mais afetadas

Segmentos que operam com cadeias de suprimento mais ajustadas e dependem de alta previsibilidade são os primeiros a sentir os efeitos da crise. Entre os mais impactados estão:

  • Indústria farmacêutica;
  • Equipamentos médicos;
  • Alimentos perecíveis;
  • Eletrônicos.

Esses setores dependem de logística eficiente e sincronizada, o que os torna mais vulneráveis a atrasos e interrupções.

Outros segmentos, como aviação, turismo, transporte rodoviário e parte do agronegócio, também enfrentam aumento significativo de custos. Por outro lado, empresas ligadas à produção de petróleo e gás podem ser beneficiadas momentaneamente pela valorização da commodity.

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Brasil enfrenta efeitos mistos e desafios fiscais

Para o Brasil, os impactos da crise são ambíguos. Por um lado, o país pode se beneficiar do aumento das exportações e das receitas com petróleo. Por outro, a alta dos combustíveis pressiona a inflação e reduz o consumo interno.

O governo federal tem sinalizado possíveis medidas para mitigar os efeitos sobre o transporte, como ajustes tributários. No entanto, essas ações podem pressionar ainda mais as contas públicas em um cenário fiscal já desafiador.

O principal desafio das autoridades é equilibrar o controle da inflação com o crescimento econômico, evitando medidas que comprometam ainda mais a atividade.

Empresas adotam estratégias para mitigar riscos logísticos

Diante do ambiente de incerteza, empresas têm intensificado ações para reduzir a exposição a riscos logísticos e operacionais. Entre as principais estratégias adotadas estão:

  • Diversificação de rotas de transporte;
  • Uso de hubs logísticos alternativos;
  • Aumento de estoques estratégicos;
  • Monitoramento contínuo de riscos geopolíticos;
  • Revisão de contratos e seguros.

A capacidade de adaptação e planejamento dinâmico passa a ser um diferencial competitivo em um cenário marcado pela volatilidade.

Crise reforça impacto sistêmico na economia global

A escalada das tensões no Oriente Médio evidencia que os efeitos da crise vão além do petróleo. Trata-se de um choque sistêmico que envolve logística, energia, inflação e confiança econômica.

Os desdobramentos do conflito seguem no radar de empresas e governos, com impactos diretos sobre cadeias produtivas, custos operacionais e o dia a dia de consumidores em todo o mundo, incluindo o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027

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Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.

Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.

Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.

A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.

Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.

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Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.

Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.

A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.

Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.

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A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.

A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.

Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.

Fonte: Pensar Agro

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