AGRONEGÓCIO
Dia de Campo em Viçosa destaca inovação e tecnologia como motores do futuro do agronegócio
AGRONEGÓCIO
O Dia de Campo Inovação e Tecnologia, realizado em Viçosa (MG), reforçou a importância da integração entre ciência, tecnologia e as demandas reais do produtor rural. O encontro, promovido pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o tecnoPARQ e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), reuniu cerca de 60 participantes, entre produtores, startups, pesquisadores, estudantes e representantes de instituições do agronegócio.
Durante o evento, os presentes puderam conhecer pesquisas da Epamig sobre cafeicultura, iniciativas do INAES, projetos de startups e, principalmente, as soluções criadas pelo Agro Maker Lab — laboratório criado pelo Sistema Faemg Senar e pelo tecnoPARQ para aproximar o produtor rural do desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas ao agro.
Parceria entre produtores e instituições impulsiona inovação
O gerente regional do Sistema Faemg Senar em Viçosa, Marcos Reis, destacou a importância de conectar o setor produtivo às universidades e centros de pesquisa.
“Foi uma manhã de muita conexão e troca de ideias. Precisamos que o produtor esteja aqui no tecnoPARQ, no Agro Maker Lab, trazendo suas demandas. A UFV é a casa do conhecimento e, juntos, podemos ajudar a solucionar problemas reais do dia a dia”, afirmou.
Segundo ele, a presença ativa dos produtores nesses espaços é essencial para que a tecnologia nasça alinhada às necessidades do campo, garantindo soluções práticas e de impacto.
Agro Maker Lab fecha 2025 com resultados expressivos
A coordenadora do Agro Maker Lab, Raieni Cunha, apresentou os resultados obtidos ao longo de 2025 e comemorou o engajamento crescente do setor. Segundo ela, o laboratório registrou mais de mil visitas, atendeu mais de 30 produtores, desenvolveu 70 projetos e criou cerca de 120 protótipos.
“Esperamos seguir ampliando esses resultados e fortalecendo a parceria com o setor produtivo em 2026”, destacou Raieni.
O evento também serviu como fonte de inspiração para os participantes. O produtor e comerciante Pedro Henriques, de Ubá (MG), disse que pretende aplicar as ideias aprendidas em um projeto local, o UBATEC.
“Entender como a tecnologia chega ao produtor rural foi fundamental. A dinâmica do evento, com estações de demonstração, foi muito enriquecedora”, comentou.
Já o consultor João Procópio destacou o potencial de conexão do encontro.
“Tivemos a oportunidade de conhecer melhor os produtores, suas necessidades e o que está sendo desenvolvido para apoiá-los”, disse.
Tecnologia e juventude rural: pilares do futuro sustentável do agro
A diretora executiva do tecnoPARQ, Adriana Faria, reforçou o papel da inovação tecnológica na consolidação do agronegócio brasileiro como um dos mais competitivos do mundo. Segundo ela, o avanço do setor é resultado da pesquisa científica, da aplicação de novas tecnologias e do trabalho dos produtores rurais.
“Tecnologia é para resolver, facilitar, trazer produtividade e qualidade de vida. É isso que mantém nossos jovens no campo. Temos condições naturais favoráveis, mas é graças à inovação e à dedicação dos produtores que o Brasil alcançou esse nível de sustentabilidade e competitividade”, afirmou.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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