AGRONEGÓCIO
Dólar mantém estabilidade com atenção voltada à inflação no Brasil; Ibovespa abre em leve alta
AGRONEGÓCIO
O dólar abriu a quarta-feira (26/11) em leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3779, em um dia marcado pela expectativa dos investidores em torno dos novos dados de inflação no Brasil e dos desdobramentos do cenário internacional. O comportamento da moeda reflete a cautela do mercado diante da divulgação do IPCA-15 de novembro, que apresentou resultado ligeiramente acima do esperado.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 registrou alta de 0,20% no mês, superando a mediana projetada pelo mercado e reforçando o debate sobre os próximos passos da política monetária.
A movimentação também ocorre após a melhora nas perspectivas globais, com os investidores avaliando a evolução da economia dos Estados Unidos e os sinais de continuidade no processo de desaceleração inflacionária por lá.
Ibovespa inicia pregão em alta, acompanhando otimismo dos investidores
O Ibovespa, principal índice da B3, iniciou o pregão desta quarta-feira em leve alta, oscilando entre 156 mil e 156,3 mil pontos nas primeiras horas de negociação. O desempenho reflete a visão otimista de parte dos investidores, que seguem atentos à trajetória dos juros no Brasil e à recuperação de empresas ligadas ao setor de commodities.
Segundo analistas, o ambiente de negócios doméstico permanece positivo, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de ativos de risco. Entretanto, o mercado ainda monitora o impacto dos dados de inflação e a expectativa de cortes adicionais na taxa Selic até o fim do ano.
Acumulado recente do dólar e da bolsa
Confira o desempenho acumulado das duas principais referências do mercado financeiro:
- Dólar comercial:
- Semana: –0,46%
- Mês: –0,07%
- Ano: –13%
- Ibovespa:
- Semana: +0,74%
- Mês: +4,26%
- Ano: +29,62%
Os números refletem um ano de forte valorização da bolsa brasileira, impulsionada pela melhora dos indicadores econômicos internos e pela confiança dos investidores no potencial de crescimento do país. Já o câmbio segue em trajetória de desvalorização do dólar, favorecido pelo fluxo de recursos externos e pela estabilidade fiscal.
Expectativas para os próximos dias
O mercado financeiro deve seguir atento à divulgação de indicadores econômicos no Brasil e à repercussão do relatório do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, que pode trazer novas sinalizações sobre os rumos da política monetária norte-americana.
Enquanto isso, investidores aguardam os próximos dados de atividade econômica e inflação, que devem orientar o comportamento dos ativos locais e globais. A expectativa é de que o dólar continue oscilando próximo ao atual patamar, enquanto o Ibovespa tenta sustentar ganhos recentes em meio à volatilidade típica de fim de ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026
O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.
Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto
No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.
O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.
Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.
Menor produção pode aumentar dependência de importações
A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.
As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.
No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.
No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.
Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais
Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.
Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.
Paraná enfrenta resistência para novas altas
No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.
Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.
O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.
Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.
Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses
Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.
A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura realiza reunião para lançamento do calendário de eventos esportivos
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeito de Rio Branco acompanha obras de manutenção da ponte sobre o Igarapé Judia, no Taquari
-
TJ AC6 dias atrásChegada da Humanize IA ao Judiciário brasileiro é anunciada no Fonaje
-
POLÍTICA5 dias atrásAudiência pública debate direitos de pacientes com lúpus e aperfeiçoamento da legislação estadual
-
ESPORTES6 dias atrásCorinthians perde invencibilidade na Libertadores após revés para o Platense na Neo Química Arena
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco alerta MEIs sobre tentativa de golpe com cobrança falsa de taxas
-
FAMOSOS5 dias atrásAndrea Guimarães celebra aniversário em Porto de Galinhas com viagem luxuosa
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura visita Casa Fio a Fio, espaço voltado à qualificação e inclusão produtiva de mulheres em Rio Branco

