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Milho híbrido com tecnologia avançada ajuda no controle de nematóides e fortalece sistema soja-milho

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Controle inteligente de nematóides impulsiona produtividade nas lavouras

O manejo dos nematóides continua sendo um dos principais desafios para os produtores de soja e milho no Brasil. Microscópicos e difíceis de detectar, esses organismos causam sérios prejuízos à produtividade, atacando as raízes e comprometendo o desenvolvimento das plantas. Pensando em uma solução integrada, a Brevant® Sementes, marca da Corteva Agriscience, desenvolveu o híbrido B2701PWU, voltado às regiões Centro-Oeste e Sudeste, que atua na redução da população de nematóides do solo e fortalece o sistema de rotação milho/soja.

De acordo com Andréia Eiras, líder de portfólio da Brevant® Sementes para Brasil e Paraguai, o novo material representa um avanço significativo no manejo integrado dessas pragas. “O B2701PWU reduz a reprodução dos principais nematóides e, aliado ao nematicida biológico Lumialza®, oferece uma solução completa que protege o milho segunda safra e prepara o solo para uma soja mais produtiva na sequência”, afirma.

Híbrido com alto potencial produtivo e resistência comprovada

Além de reduzir a reprodução dos nematóides-das-galhas e das-lesões-radiculares, o híbrido B2701PWU se destaca pelo alto teto produtivo, pendoamento precoce e excelente sanidade foliar. Essas características fazem dele uma escolha ideal para o cultivo na safrinha, especialmente em áreas de alto investimento da região Centro-Norte.

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Segundo Andréia Eiras, o material apresentou estabilidade de desempenho em anos de seca e recordes de produtividade em períodos chuvosos, sendo reconhecido pelos produtores como um dos milhos campeões de rendimento no campo.

Tecnologia biológica cria barreira natural contra nematóides

O sucesso do B2701PWU também está relacionado ao Tratamento Industrial de Sementes (TSI) com Lumialza®, um nematicida biológico desenvolvido pela Corteva. O produto contém a bactéria Bacillus amyloliquefaciens (cepa PTA-4838), que coloniza a região das raízes formando um biofilme protetor. Essa camada atua como uma barreira biológica natural contra nematóides nocivos, sem afetar microrganismos benéficos do solo.

Com ação prolongada — podendo proteger as raízes por mais de 80 dias —, o Lumialza® melhora o ambiente radicular, favorece a absorção de água e nutrientes e promove um crescimento mais vigoroso e saudável das plantas. Essa tecnologia sustentável reforça o papel dos produtos biológicos como aliados na produtividade e na saúde do solo.

Integração estratégica para o sucesso das safras

A combinação entre melhoramento genético, biotecnologia e manejo sustentável faz do híbrido B2701PWU uma ferramenta essencial no sistema de produção milho/soja. A utilização desse material ajuda a reduzir a pressão de nematóides ao longo do tempo, garantindo maior equilíbrio biológico e melhores condições para a safra seguinte.

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Com soluções inovadoras como essa, a Brevant® Sementes reforça seu compromisso com a produtividade sustentável e o avanço tecnológico do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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