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Estudo inédito analisa nutrição de tabaco irrigado na Bahia e contribui para manejo agrícola avançado

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Uma tese inédita sobre análise nutricional de tabaco irrigado na Bahia foi recentemente defendida e aprovada na Unoeste (Universidade do Oeste Paulista). O estudo utilizou o Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação (Dris), um método pouco explorado na cultura do tabaco, para avaliar a nutrição das plantas e orientar práticas de manejo mais eficientes na fazenda Colomba, em Cocos, Bahia.

O trabalho faz parte de uma parceria entre a multinacional Philip Morris e a Fundação do Oeste Paulista de Inovação (Fopi), visando aprimorar o equilíbrio nutricional da cultura e fornecer dados estratégicos para aumento de produtividade.

Análise de nutrientes e desempenho agrícola

O estudo avaliou 103 amostras de tabaco irrigado, coletadas em áreas com 23 pivôs de irrigação, durante as safras de 2021 e 2022. As amostras foram divididas em populações de alta e baixa produtividade e analisadas em laboratório da Unoeste pelo modelo Dris, que relaciona macro e micronutrientes e calcula o Índice de Balanço Nutricional (IBN).

O objetivo foi identificar deficiências ou excessos de nutrientes, como cálcio, potássio e manganês, que influenciam diretamente na qualidade e produtividade da lavoura.

Impacto do clima e manejo nutricional

O estudo destaca que as chuvas intensas durante o verão, combinadas com solos de baixo teor de argila e matéria orgânica, aumentam a lixiviação de nutrientes, especialmente cálcio e potássio. Esse fator exige monitoramento contínuo dos índices foliares, aliado a práticas como calagem eficiente, para manter o equilíbrio nutricional ideal.

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Em relação à nicotina, os pesquisadores identificaram excesso de cálcio e deficiência de magnésio, informações essenciais para ajustar o manejo da cultura e garantir a qualidade das folhas, com teor de nicotina igual ou superior a 3,5%.

Experiência internacional enriquece pesquisa

O autor da tese, Felipe Silva Loosli, engenheiro agrícola e agrônomo, realizou parte do estudo com apoio do Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE) da Capes. Ele passou seis meses na Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA), aprimorando técnicas laboratoriais, e também participou de congresso científico na Escócia, ampliando sua visão sobre a cultura do tabaco.

O trabalho contou com a orientação dos professores José Eduardo Creste e Fábio Rafael Echer, que destacaram o empenho de Felipe em dominar a metodologia Dris e em avaliar individualmente cada nutriente da planta.

Reconhecimento acadêmico e contribuição científica

Durante a defesa pública, realizada na Unoeste, Felipe Silva Loosli recebeu elogios pela consistência da pesquisa, domínio da metodologia e clareza na escrita científica. A banca avaliadora contou com membros internos, Dr. Carlos Sérgio Tiritan e Dra. Jéssica Pigatto, e externos, Dr. José Carlos Cavichiolli (Unifai) e Dr. Salvador Foloni (Embrapa).

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Com a aprovação, Felipe recebeu o título de Doutor em Agronomia, consolidando uma pesquisa que contribui para o manejo mais eficiente e sustentável do tabaco irrigado na Bahia, com potencial impacto em produtividade e qualidade do produto final.

Tabaco no Brasil: relevância econômica e cultural

O Brasil é o maior exportador mundial de fumo não manufaturado, com mais de 2,4 milhões de pessoas envolvidas na cadeia produtiva em 150 países. No país, 95% da produção de tabaco concentra-se no Rio Grande do Sul, e os 5% restantes estão no Nordeste, principalmente Alagoas e Bahia.

O estudo reforça a importância de pesquisas que unam tecnologia, nutrição vegetal e manejo eficiente, especialmente em regiões com produção irrigada, como a fazenda Colomba, fortalecendo a competitividade do tabaco brasileiro no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frete rodoviário cai em maio com diesel mais barato, mas agronegócio mantém demanda aquecida

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O custo do frete rodoviário no Brasil registrou leve recuo em maio, refletindo principalmente a queda dos preços do diesel. Apesar da redução dos custos operacionais, o agronegócio continua sendo o principal responsável pela sustentação da demanda por transporte de cargas, enquanto a indústria brasileira começa a apresentar sinais de desaceleração.

Levantamento do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado com base nos dados da plataforma Repom, aponta que o preço médio do frete por quilômetro rodado fechou maio em R$ 8,59, ante R$ 8,66 registrados em abril. O resultado representa uma queda de 0,81% no período.

Queda do diesel reduz custos do transporte

O principal fator por trás da redução do frete foi o recuo dos preços dos combustíveis, especialmente do diesel, que representa um dos maiores componentes dos custos operacionais do transporte rodoviário de cargas.

Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 apresentou queda de 3,81% em maio, encerrando o mês com preço médio de R$ 7,32 por litro. Já o diesel comum registrou retração ainda mais expressiva, de 4,42%, com valor médio de R$ 7,13 por litro.

A redução dos combustíveis trouxe alívio para transportadoras e caminhoneiros, contribuindo para a acomodação dos preços praticados no mercado de fretes.

Agronegócio segue impulsionando o transporte de cargas

Mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador, o agronegócio permanece como o principal motor da logística brasileira.

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Em maio, as exportações do setor somaram US$ 16 bilhões, respondendo por mais da metade de todas as vendas externas do país. O desempenho reforça a necessidade de escoamento da produção agrícola, sustentando a demanda por transporte rodoviário em diversas regiões produtoras.

A movimentação de grãos, carnes, açúcar, café, celulose e outros produtos do agro continua garantindo fluxo de cargas, mesmo em um ambiente marcado por incertezas nos mercados internacionais.

Indústria dá sinais de desaceleração

Enquanto o agronegócio mantém ritmo forte de exportações, a atividade industrial brasileira começa a demonstrar enfraquecimento.

Dados do Índice de Gerentes de Compras (PMI), divulgado pela S&P Global, mostram que o indicador caiu de 52,6 pontos em abril para 49,1 pontos em maio. O resultado sinaliza retração da atividade manufatureira e redução no volume de novas encomendas.

O cenário preocupa parte do setor logístico, já que a desaceleração industrial tende a reduzir a demanda por transporte de produtos manufaturados nos próximos meses.

Além disso, novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos podem afetar importantes segmentos exportadores brasileiros, incluindo cadeias ligadas ao processamento de madeira e ao café.

Novas regras do CIOT exigem adaptação do setor

Além dos fatores econômicos, transportadores e embarcadores também enfrentam mudanças regulatórias importantes.

Entraram em vigor novas exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), ampliando a obrigatoriedade de emissão para operações de transporte próprio.

As alterações também incluem mecanismos automáticos de conferência, fortalecendo a fiscalização do cumprimento do Piso Mínimo de Frete estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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A expectativa é que as novas regras aumentem a transparência das operações e reforcem o controle sobre a remuneração do transporte rodoviário de cargas.

Mercado acompanha comportamento da demanda

Para especialistas do setor, a queda registrada em maio reflete principalmente a redução dos custos com combustível, mas os próximos movimentos do mercado dependerão do comportamento da demanda.

Com o agronegócio mantendo forte atividade exportadora e a indústria apresentando sinais de desaceleração, o equilíbrio entre esses dois segmentos será determinante para a formação dos preços do frete ao longo do segundo semestre.

Além disso, a adaptação às novas exigências regulatórias deverá continuar influenciando a dinâmica do setor logístico brasileiro.

Perspectivas para o transporte rodoviário

O cenário atual aponta para um mercado de fretes relativamente equilibrado, sustentado pelo desempenho do agronegócio e beneficiado pela redução dos custos operacionais.

No entanto, a evolução da atividade industrial, o comportamento das exportações e os impactos das novas regras do CIOT serão fatores decisivos para definir a trajetória dos preços nos próximos meses.

Com a colheita da segunda safra de milho ganhando ritmo e o fluxo de exportações agrícolas permanecendo elevado, a expectativa é de manutenção de uma demanda consistente por transporte rodoviário, especialmente nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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