AGRONEGÓCIO
Etanol encerra semana com preços mistos nos indicadores Cepea/Esalq
AGRONEGÓCIO
Etanol apresenta variação moderada nos preços, aponta Cepea/Esalq
Os preços do etanol registraram comportamento misto ao longo da primeira semana de fevereiro, segundo dados do Indicador Cepea/Esalq, da Universidade de São Paulo (USP). O levantamento mostra oscilações moderadas tanto para o etanol hidratado quanto para o anidro, refletindo um mercado influenciado pela entressafra da cana-de-açúcar e por ajustes pontuais de oferta e demanda no setor.
Etanol hidratado tem leve queda nas usinas paulistas
Entre os dias 2 e 6 de fevereiro, o etanol hidratado, utilizado diretamente nos veículos flex, apresentou recuo de 1,26% nas usinas do estado de São Paulo. O preço médio passou de R$ 3,0885 para R$ 3,0496 por litro, de acordo com o Cepea/Esalq.
O movimento de baixa é atribuído à menor demanda no mercado interno e à redução no volume negociado, já que o período de entressafra tende a limitar a produção e a liquidez do biocombustível.
Etanol anidro fecha a semana em leve alta
Em contrapartida, o etanol anidro, misturado à gasolina nas distribuidoras, encerrou a semana com pequena valorização. O indicador Cepea registrou preço médio de R$ 3,4900 por litro, o que representa um avanço de 0,51% em relação à semana anterior.
O comportamento positivo do anidro é explicado pela demanda constante das distribuidoras, que mantêm o abastecimento de gasolina mesmo em períodos de menor oferta de etanol nas usinas.
Indicador Diário de Paulínia fecha em alta, mas mês segue negativo
De acordo com o Indicador Diário de Paulínia (SP), uma das principais referências de comercialização do etanol no país, o etanol hidratado foi negociado a R$ 3.143,00 por metro cúbico na sexta-feira (6). O valor representa alta diária de 0,21% frente ao dia anterior.
Apesar da recuperação pontual, o acumulado de fevereiro ainda mostra retração de 0,46%. Especialistas avaliam que o cenário reflete um mercado com movimentos de correção pontual, típicos do período de entressafra no Centro-Sul, quando a oferta é mais restrita e a formação de preços responde diretamente às condições de demanda.
Entressafra e ajustes de mercado mantêm cenário volátil
O Cepea/Esalq destaca que o setor sucroenergético segue em um momento de volatilidade controlada, com os preços do etanol reagindo de forma diferente nos segmentos hidratado e anidro. Enquanto o primeiro é mais sensível à flutuação no consumo direto, o segundo depende fortemente do comportamento das distribuidoras e do preço da gasolina nas refinarias.
A expectativa para as próximas semanas é de movimentações moderadas nos preços, à medida que o mercado se ajusta à transição entre a entressafra e o início da moagem nas principais regiões produtoras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre
As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.
No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.
Embarques crescem mais de 32% em um ano
De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.
O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.
O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.
Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico
O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.
Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.
Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.
China responde por mais de 60% das compras
A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.
O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.
A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.
Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações
Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.
Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.
Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.
Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção
O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.
Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.
Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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