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Feicorte 2026 terá como tema “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades” e amplia presença internacional

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A Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte) anunciou seu tema para 2026: “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades”. O evento será realizado de 23 a 26 de junho em Presidente Prudente (SP) e traz uma proposta totalmente redesenhada, com foco em tecnologia, inovação e internacionalização.

Segundo Carla Tuccilio, presidente da Feicorte, o objetivo da edição é refletir a força da pecuária brasileira, reforçar a brasilidade do setor e incorporar soluções inovadoras que conectem tecnologia, sustentabilidade e visão estratégica.

Infraestrutura ampliada e espaço para negócios

O diretor executivo da Feicorte, Ailton Barbosa, destacou que a planta do evento foi reestruturada para otimizar a experiência do visitante, com áreas ampliadas para demonstração de máquinas e equipamentos, além de um Espaço Startups para apresentar soluções tecnológicas aplicadas ao campo.

“Nosso trabalho é garantir que a Feicorte 2026 entregue em cada detalhe o conceito de força, brasilidade e inovação”, afirmou Barbosa.

Atrações e atividades da programação

A edição 2026 terá novidades que ampliam a interação entre produtores, frigoríficos e consumidores:

  • Beef Hour das Raças: expansão do evento iniciado em 2025, apresentando cortes especiais de 14 raças bovinas brasileiras;
  • Primeiro Leilão Multiraças Estrelas da Feicorte: realizado no primeiro dia do evento;
  • Shopping Seleção Feicorte: novo espaço para negócios, em parceria com a Erural;
  • Feicorte Run: corrida de integração com a cidade e o agro, com a participação do ultra-atleta Alessandro Medeiros, adepto da dieta 100% carnívora.
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Fórum Feicorte: oportunidades na pecuária e na carne

O Fórum Feicorte 2026 abordará temas estratégicos para a cadeia da carne, incluindo:

  • Genética e manejo;
  • Sustentabilidade e sanidade;
  • Tecnologias de precisão;
  • Tendências de consumo e mercados internacionais;
  • Construção da marca “carne brasileira”.

O curador do eixo pecuária, Diede Loureiro, reforça que o evento evidencia a importância do boi brasileiro como ativo estratégico do país. Já o curador do eixo carne, Roberto Grecellé, destaca a aproximação entre produtor, frigorífico e consumidor final.

Expansão internacional e palestrantes confirmados

A Feicorte 2026 contará com mais de cinco caravanas internacionais e terá o palestrante convidado Luís Silva, do México, residente no Canadá e especialista em mercado bovino global.

Além disso, a feira terá edição no Paraguai em março de 2026, ampliando o alcance da marca e fortalecendo oportunidades de negócios para a pecuária sul-americana.

Relevância histórica do evento

Desde sua retomada em 2024, a Feicorte consolidou-se como ponto estratégico de integração da cadeia da carne, reunindo produtores, frigoríficos e consumidores. A edição de 2025 registrou mais de 16 mil visitantes e serviu cinco toneladas de carne em ativações gastronômicas, reforçando a força e a qualidade da carne brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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