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Ex-aluno do JAA assume produção de leite em Cafezal do Sul

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Hemerson Luiz Yochide Diniz Inoue tem apenas 21 anos, mas já conta com uma longa lista de formações no currículo. Nessa sede pelo saber, dois dos cursos que mais marcaram a sua trajetória são o Programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) e o Programa Empreendedor Rural (PER), ambos do Sistema FAEP/SENAR-PR. Graças à aposta no conhecimento, o jovem conseguiu tirar seus primeiros sonhos do papel e passou a tocar a leiteria da família em Cafezal do Sul, no Noroeste do Paraná.

Primeiro veio o JAA. Inoue sempre teve contato com a área rural, já que é filho de produtores. Estava nos últimos anos do ensino médio em busca de sua vocação para escolher o melhor curso universitário e ingressou em uma das turmas do programa do Sistema FAEP/SENAR-PR. Nesse primeiro curso já ficou claro que o seu futuro passava pelo meio rural. “Desde essa época eu penso que prefiro muito mais trabalhar para mim do que trabalhar para os outros. Não tenho dor de cabeça, tiro minha renda que é bacana e vivo bem demais”, resume.

Com o diploma do JAA em mãos e participando de diversos cursos na área agrícola, o jovem resolveu ingressar no PER. Se as ideias já borbulhavam na cabeça de Inoue, o treinamento deu o empurrão que faltava para transformar sonhos em realidade. “Esse foi um curso que me ajudou bastante. Aprendi a colocar a mão na massa, montar uma empresa e levar para frente de modo consistente”, lembra.

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Depois do PER, Inoue passou a tocar a atividade leiteira da família, que conta com 30 hectares, 12 vacas em lactação, que produzem cerca de 150 litros de leite por dia (antigamente chegou a 350 litros por dia). Para dar conta dos afazeres do dia a dia, o jovem empreendedor tem um funcionário. “Somos dois para dar conta de todas as atividades, que envolvem duas ordenhas por dia, fabricação de silagem, plantio de milho, corte de cana, cuidados com o gado e o que mais precisar”, revela.

No último ano da faculdade de Agronomia, na Unipar, em Umuarama, Inoue planeja, após terminar o curso, uma segunda graduação. “Eu sempre tive o sonho de estudar Medicina Veterinária. Por questões de distância da faculdade mais próxima com esse curso, fiz Agronomia, mas ainda não desisti do meu sonho”, avisa.

Perfil empreendedor

O instrutor que deu aulas para Inoue, Ricardo Botelho Camargo explica que a trajetória cumprida pelo aluno se repete de forma sistemática nas turmas do PER. “O jovem do campo já tem um carinho pela vida rural, foi criado nesse meio. Quando você mostra que tem perspectiva de crescer, melhorar e ficar com aquilo que gosta, ele se empenha em levar para dentro da propriedade o conhecimento, melhorar os projetos ou até mesmo começar novos negócios”, analisa.

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Para Camargo, o PER representa uma oxigenação ao meio rural. “Geralmente, o produtor não tem a mentalidade que a propriedade é um negócio, uma empresa. No PER a gente trata disso e trabalha muito a questão da família. A partir do PER você começa a criar perspectiva, como vou gerir esse negócio para obter renda, melhorar a qualidade de vida da família. Muitos participantes passam por esse processo”, pontua.

Fonte: CNA Brasil

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Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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