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Exportações de arroz ganham fôlego com alta oferta e necessidade de escoamento no mercado interno

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A safra 2024/25 de arroz no Rio Grande do Sul avança em um cenário de oferta elevada e necessidade urgente de escoamento da produção. De acordo com Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o ciclo anterior foi concluído com 927.885 hectares semeados, número próximo da intenção inicial, apesar das dificuldades enfrentadas na recuperação das áreas afetadas pelas enchentes.

Na temporada atual, o estado já contabiliza 849.111 hectares plantados, o que representa cerca de 92% da área prevista. Mesmo com a redução em relação à safra anterior, o mercado convive com estoques elevados em todo o Mercosul, ampliando a disponibilidade de produto no curto prazo e pressionando os preços internos.

Oferta robusta pressiona mercado interno e margens industriais

A combinação entre alta oferta, demanda doméstica estável e custos financeiros crescentes tem desafiado a indústria orizícola e os operadores do setor. Diante desse cenário, empresas precisam girar o capital com mais rapidez, sem condições de manter estoques por períodos prolongados.

Segundo Cardoso, a exportação de arroz, antes vista como uma alternativa estratégica, passa a ser uma necessidade imediata para equilibrar o mercado. “Com os volumes disponíveis, será essencial um esforço conjunto entre produtores, indústrias, corretores, operadores portuários e tradings para acelerar os embarques já no primeiro semestre”, destaca.

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Exportação é saída para equilibrar preços e aliviar o mercado

O mercado interno não tem capacidade para absorver a atual produção em curto prazo. Sem o avanço das vendas externas, o ajuste de preços tende a ser lento, o que pode manter margens comprimidas ao longo dos próximos meses.

A agilidade no escoamento do arroz por meio das exportações é vista como a principal saída para reorganizar o mercado, aliviar a pressão financeira sobre as indústrias e restabelecer previsibilidade para toda a cadeia produtiva.

Logística, crédito e câmbio serão determinantes para o sucesso

Para que esse movimento ocorra com eficiência, o setor precisa de logística integrada, linhas de crédito adequadas e condições cambiais favoráveis. O dólar mais valorizado tende a estimular as exportações, aumentando a competitividade do produto brasileiro no exterior.

A mobilização rápida entre os agentes da cadeia será fundamental para garantir que o Brasil aproveite o momento de alta oferta, consolidando sua posição como um dos principais exportadores de arroz do Mercosul e reduzindo os impactos da pressão interna sobre os preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia Mundial do Atum destaca benefícios do pescado para a saúde cardiovascular e reforça consumo consciente

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Celebrado em 2 de maio, o Dia Mundial do Atum reforça a importância do pescado na alimentação global e destaca seus benefícios para a saúde, especialmente na proteção cardiovascular. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e ácidos graxos essenciais, o atum vem conquistando espaço crescente na mesa dos brasileiros.

No Brasil, cerca de 25 mil toneladas de atum são capturadas anualmente, segundo o Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe), consolidando o pescado como uma importante fonte proteica no país.

Além do mercado interno aquecido, o segmento global de conservas de atum e sardinha segue em expansão. A projeção é de que o setor alcance US$ 16,38 bilhões em 2026 e ultrapasse US$ 27,74 bilhões até 2035, com crescimento médio anual de 6,03%.

Atum é aliado da saúde do coração

Especialistas destacam que o principal diferencial nutricional do atum está na elevada concentração de ômega-3, especialmente os ácidos graxos EPA e DHA, amplamente reconhecidos por seus efeitos protetores ao sistema cardiovascular.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o consumo regular do pescado integra uma dieta cardioprotetora e oferece diversos benefícios ao organismo.

Entre os principais efeitos positivos estão:

  • Redução dos triglicerídeos: Os ácidos graxos ajudam no controle dos lipídios circulantes no sangue.
  • Melhora da circulação sanguínea: O ômega-3 favorece a saúde do endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos.
  • Ação anti-inflamatória: Auxilia na redução de inflamações sistêmicas associadas ao risco cardiovascular.
  • Proteção contra arritmias: Contribui para a estabilização do ritmo cardíaco.
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Além disso, o atum é fonte relevante de:

  • Vitamina B12
  • Vitamina D
  • Selênio
  • Proteínas de alta digestibilidade
Consumo exige equilíbrio

Apesar dos benefícios, especialistas alertam para o consumo moderado, principalmente devido à presença de mercúrio, substância que tende a se concentrar em peixes de grande porte.

O nutricionista e professor da Afya São João del-Rei, Dr. Marcio Augusto Trindade, explica que a exposição excessiva ao metal pode causar efeitos tóxicos, especialmente em grupos mais sensíveis.

Gestantes, lactantes e crianças devem ter atenção redobrada, já que o mercúrio pode interferir no desenvolvimento neurológico.

A recomendação geral é consumir atum de duas a três vezes por semana, alternando com pescados de menor concentração de mercúrio, como a sardinha.

Atum enlatado mantém benefícios

O especialista destaca ainda que o atum enlatado preserva boa parte de suas propriedades nutricionais, especialmente proteína e ômega-3, sendo uma opção prática para o dia a dia.

No entanto, alguns cuidados são importantes:

  • Dar preferência às versões conservadas em água
  • Optar por produtos com menor teor de sódio
  • Observar o tipo de espécie utilizada
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Espécies menores, como o atum light enlatado, costumam apresentar níveis mais baixos de mercúrio quando comparadas a espécies maiores, como a albacora.

Consumo global segue em alta

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o pescado já representa 51% do consumo mundial de proteínas de origem animal.

A produção global supera 185 milhões de toneladas, sendo mais da metade proveniente da aquicultura.

O consumo per capita praticamente dobrou desde a década de 1960, passando de 9,1 quilos para 20,7 quilos por pessoa ao ano em 2022.

As projeções indicam que, até 2030, a demanda mundial exigirá cerca de 24 milhões de toneladas adicionais de pescado por ano.

O avanço reflete a busca crescente por proteínas mais saudáveis, sustentáveis e funcionais, cenário que coloca o atum em posição estratégica no mercado global de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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