AGRONEGÓCIO
Feplana destaca papel da cana no RenovaBio e cobra regulamentação dos CBios
AGRONEGÓCIO
A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) reforçou a importância estratégica da cana-de-açúcar no programa RenovaBio e cobrou a regulamentação da lei 15.082/24, que garante o acesso dos fornecedores de matéria-prima aos Créditos de Descarbonização (CBios). A pauta foi discutida nesta terça-feira (30) durante audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados.
Reconhecimento e inclusão dos produtores no programa
A Feplana destacou que a efetivação dos CBios para canavieiros e demais produtores de biomassa representa não apenas renda no campo, mas também o reconhecimento da participação desses agentes na agenda de sustentabilidade. A legislação foi resultado de um acordo histórico entre entidades como Feplana, Unida, CNA, Única e Bioenergia.
Segundo o vice-presidente da Feplana, Alexandre Andrade Lima, é urgente regulamentar a lei para garantir justiça social aos produtores de cana, que geram emprego e renda em diferentes regiões do país, especialmente em pequenas e médias propriedades.
“O RenovaBio é uma política pública técnica, econômica e socialmente estratégica para o Brasil. E os fornecedores de cana são atores centrais nesse processo”, afirmou.
Debate no Congresso Nacional
A audiência pública, convocada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR), reuniu representantes do setor produtivo, indústrias de biocombustíveis, órgãos governamentais, distribuidoras de combustíveis e especialistas. O encontro reforçou a necessidade de alinhar políticas públicas, mercado e setor produtivo em torno de uma agenda de descarbonização justa, inclusiva e economicamente viável.
CBios como instrumento de inclusão
Para a Feplana, a consolidação do RenovaBio passa necessariamente pela inclusão dos fornecedores de cana no programa, setor considerado protagonista da bioenergia e da agropecuária sustentável no Brasil. Segundo Lima, a garantia dos CBios é condição essencial para assegurar essa participação e reconhecer o papel estratégico do segmento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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