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Fórum impulsiona indicações geográficas em São Paulo e fortalece valorização de produtos regionais

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Fórum fortalece política de indicações geográficas em São Paulo

Criado em janeiro de 2023, o Fórum Paulista de Indicações Geográficas (IGs) e Marcas Coletivas (MCs) tem desempenhado papel relevante no fortalecimento dessa política pública no estado de São Paulo.

Coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o colegiado vem apresentando avanços consistentes ao longo dos últimos três anos, tanto em termos qualitativos quanto quantitativos, ampliando o reconhecimento de produtos vinculados à sua origem territorial.

Número de indicações geográficas praticamente dobra no estado

Desde a criação do Fórum, o número de indicações geográficas reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) praticamente dobrou em São Paulo.

Em 2023, o estado contava com sete IGs registradas. Atualmente, esse número chegou a 13, sendo nove ligadas ao setor agropecuário:

  • Seis de café
  • Uma de mel
  • Uma de uva
  • Uma de palmito pupunha

O reconhecimento de uma IG está diretamente relacionado à ligação entre o produto e seu território de origem, levando em consideração características como tipicidade e reputação.

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Processo de reconhecimento envolve organização e suporte técnico

A obtenção de uma indicação geográfica exige uma série de etapas, incluindo levantamento histórico, mobilização de produtores, elaboração de documentação técnica e definição da área geográfica.

Nesse processo, o Mapa atua oferecendo suporte técnico, com destaque para a emissão do Instrumento Oficial de Delimitação do Território, que estabelece a área de abrangência da IG.

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Articulação institucional fortalece rede de cooperação

Ao longo de sua atuação, o Fórum tem trabalhado em duas frentes principais: ações estruturantes e ações táticas.

Entre as ações estruturantes, destaca-se a articulação entre lideranças de IGs já reconhecidas, potenciais novas indicações e instituições envolvidas com o tema. Como resultado, foi criada uma rede de cooperação que facilita o compartilhamento de experiências e conhecimentos.

Ações táticas ampliam capacitação e planejamento

No campo das ações táticas, o Fórum promove reuniões itinerantes em regiões com potencial para novas indicações geográficas, além de desenvolver instrumentos de planejamento e capacitação.

Antes mesmo da formalização do colegiado, foi elaborado um planejamento estratégico com apoio do Sebrae-SP, incluindo o mapeamento de IGs e marcas coletivas existentes e potenciais, além do levantamento das principais demandas dos participantes.

Participação em eventos e projetos reforça atuação

As atividades do Fórum também envolvem debates com produtores e especialistas, inclusive na área de propriedade intelectual.

Entre as iniciativas, destaca-se o desenvolvimento de um site institucional em parceria com o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), com participação de professores e estudantes.

Desde 2024, o colegiado participa da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), em espaço voltado à agricultura familiar, cedido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado.

O grupo também integra o projeto de pesquisa Expand IG, voltado ao desenvolvimento de políticas públicas para indicações geográficas. A iniciativa é conduzida pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com participação da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), além do Mapa, e conta com financiamento da Fapesp.

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Composição reúne instituições e especialistas

O Fórum Paulista de Indicações Geográficas conta com 20 membros com direito a voto, representando instituições e associações ligadas ao tema, além de especialistas convidados.

A coordenação é exercida por Francisco José Mitidieri, com suplência de Helena Carolina Braga, do Inpi-SP. A secretaria executiva é conduzida por Adriana Renata Verdi, do Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

O colegiado foi instituído pela Portaria nº 638, de 19 de janeiro de 2023, e teve seus membros definidos posteriormente pela Portaria nº 644, de 21 de março do mesmo ano.

Indicações geográficas ganham espaço como estratégia de valorização

Com a ampliação do número de registros e o fortalecimento da articulação institucional, as indicações geográficas vêm se consolidando como uma importante estratégia de valorização de produtos regionais em São Paulo.

A iniciativa contribui para agregar valor à produção, fortalecer a identidade territorial e ampliar oportunidades de mercado para produtores locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

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A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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