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FPA garante proteção ao Seguro Rural e à Defesa Agropecuária no orçamento de 2026

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) conseguiu blindar o Seguro Rural, a Defesa Agropecuária e as políticas de pesquisa e extensão rural de possíveis cortes no orçamento de 2026. A medida foi confirmada com a aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLN 2/25), votado na última quinta-feira (4).

Segundo a entidade, o trabalho articulado da bancada garantiu que essas áreas fossem incluídas entre as despesas ressalvadas de contingenciamento, preservando a execução dos programas mesmo em cenários de restrição fiscal.

A proposta já havia sido aprovada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) na quarta-feira (3), representando uma vitória estratégica para o setor agropecuário, que enfrenta aumento nos custos de produção, instabilidade climática e elevação dos juros do crédito rural.

Setor celebra vitória após cortes orçamentários em 2024

Nos últimos anos, o Seguro Rural foi um dos programas mais afetados por reduções de verba. Em 2024, o setor havia solicitado R$ 2,1 bilhões para o programa, mas apenas R$ 964,5 milhões foram aprovados na Lei Orçamentária Anual (LOA). Após contingenciamentos, o valor efetivamente disponível caiu para R$ 820,2 milhões, pouco mais da metade do necessário para atender à demanda nacional.

Essa falta de previsibilidade aumentou o risco produtivo e a vulnerabilidade dos produtores diante de eventos climáticos extremos e pragas agrícolas. A retomada da proteção orçamentária, segundo a FPA, devolve segurança e estabilidade ao planejamento das próximas safras.

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Articulação política garantiu apoio unânime no Congresso

A conquista foi resultado de uma ampla articulação liderada pelo presidente da FPA, Pedro Lupion (Republicanos-PR), o vice-presidente Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o deputado Tião Medeiros (PP-PR).

A bancada enviou ofícios à Comissão Mista de Orçamento, defendendo que o Seguro Rural e a Defesa Agropecuária fossem considerados políticas públicas estruturantes e, portanto, imunes a cortes. O pleito foi reforçado pelo diálogo direto com o relator do projeto, com o governo e com demais parlamentares.

Entre os apoiadores da mobilização estiveram nomes como Vicentinho Júnior (PP-TO), Izalci Lucas (PL-DF), Irajá (PSD-TO), Wellington Fagundes (PL-MT), Júlio César (PSD-PI), Newton Cardoso Jr. (MDB-MG) e Wilder Morais (PL-GO), além de outros integrantes da bancada ruralista.

Deputados e senadores destacam importância da medida

O presidente da FPA, Pedro Lupion, comemorou a aprovação e ressaltou que a decisão “devolve previsibilidade ao produtor e fortalece o crédito rural”. Ele lembrou que, no orçamento anterior, a ausência dessa proteção deixou o Seguro Rural sem recursos suficientes.

“Garantimos que pesquisa, extensão rural e seguro agrícola não serão contingenciados — uma proteção essencial que havia sido perdida no orçamento passado”, destacou Lupion.

A senadora Tereza Cristina reforçou que o seguro rural é um instrumento indispensável para a proteção contra perdas inesperadas e para a continuidade da produção sem aumento do endividamento.

“A aprovação da LDO garante essa proteção e dá ao produtor a previsibilidade de que ele precisa para enfrentar um cenário cada vez mais desafiador no campo”, afirmou.

O senador Wilder Morais destacou a necessidade de expandir o alcance do seguro agrícola, lembrando que apenas 16% da área cultivada no Brasil é segurada, contra 80% nos Estados Unidos.

“O Seguro Rural é vital para a gestão de risco, o acesso ao crédito e a prevenção do endividamento. Blindar essas áreas é defender o agro, a economia e o futuro do Brasil”, enfatizou.

O vice-presidente da FPA, Arnaldo Jardim, acrescentou que a LDO “preserva recursos estratégicos para pesquisa, seguro e extensão rural”, assegurando a execução mínima de 65% das emendas impositivas. Já o deputado Tião Medeiros afirmou que a medida “traz estabilidade ao planejamento da próxima safra e reconhece a importância do agro no orçamento público”.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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