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Frio reduz ritmo da colheita de morango no RS, mas preserva qualidade da fruta e favorece lavouras

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As baixas temperaturas e o reduzido volume de chuvas desaceleraram a maturação dos morangos na região administrativa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Apesar do atraso na colheita, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento vegetativo das novas plantas e a floração das lavouras de segundo ciclo, mantendo boas perspectivas para a produção.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as geadas registradas de forma isolada não provocaram prejuízos às flores nem aos frutos. As áreas implantadas no início de 2026 apresentam bom desenvolvimento, e diversas propriedades já iniciaram a colheita da nova safra.

Oídio segue como principal desafio fitossanitário

Embora o clima tenha contribuído para a qualidade das plantas, a incidência de doenças fúngicas, especialmente o oídio, continua sendo motivo de preocupação entre os produtores gaúchos.

Para minimizar os impactos da doença, os agricultores intensificaram o monitoramento das lavouras e reforçaram as práticas de manejo fitossanitário, buscando preservar a produtividade e a qualidade dos frutos ao longo da safra.

Preços recuam levemente nas principais regiões produtoras

O levantamento da Emater/RS-Ascar também aponta uma leve redução nos preços pagos aos produtores em comparação com as semanas anteriores.

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Os morangos destinados às centrais de abastecimento, supermercados e intermediários estão sendo comercializados entre R$ 25,00 e R$ 35,00 por quilo. Já na venda direta ao consumidor, os preços variam de R$ 30,00 a R$ 50,00 por quilo, refletindo o valor agregado da comercialização sem intermediários.

Para a indústria de congelamento, a fruta é negociada entre R$ 15,00 e R$ 20,00 por quilo. Na Ceasa Serra, a bandeja de 250 gramas é comercializada, em média, por R$ 7,81.

Comercialização preocupa produtores em Santa Maria

Na região administrativa de Santa Maria, além da venda da fruta fresca, o morango congelado está sendo comercializado entre R$ 25,00 e R$ 30,00 por quilo.

Segundo os produtores locais, um dos principais desafios para a valorização da produção regional continua sendo a concorrência com frutas comercializadas em pontos de venda instalados às margens da BR-287. Esses estabelecimentos são abastecidos, em sua maioria, por morangos provenientes de outros municípios, o que reduz a competitividade da produção local e dificulta o escoamento da safra.

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Perspectiva para a safra

Apesar do ritmo mais lento de maturação provocado pelo frio, a qualidade das lavouras permanece satisfatória. Caso as condições climáticas continuem favoráveis e o controle do oídio seja eficiente, a expectativa é de manutenção da oferta de morangos de boa qualidade ao longo das próximas semanas, beneficiando produtores e consumidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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