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AGRONEGÓCIO

Governo de Minas anuncia novo concurso público da Emater-MG com 105 vagas em todo o estado

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AGRONEGÓCIO

Concurso da Emater-MG terá 105 vagas em diversas áreas

O Governo de Minas Gerais autorizou a realização de um novo concurso público para a Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais). A seleção vai oferecer 105 vagas para cargos de níveis médio e superior, com oportunidades distribuídas por todo o estado.

Entre os cargos previstos estão: Analista de Sistemas I, Assessor Jurídico, Assistente Administrativo II, Assistente Técnico I, Auditor, Extensionista Agropecuário I e II, Extensionista de Bem-Estar Social II e Relações Públicas.

Edital será divulgado em breve

De acordo com a Emater-MG, o edital do concurso será publicado nas próximas semanas, com informações sobre inscrições, etapas do processo seletivo, datas das provas, remunerações e descrições completas das funções.

O último concurso público realizado pela empresa ocorreu em 2018, e a nova seleção faz parte de um plano de fortalecimento institucional.

Fortalecimento da Emater-MG e valorização dos profissionais

O presidente da Emater-MG, Otávio Maia, destacou que a abertura do concurso reforça o compromisso do governo estadual com a valorização dos profissionais e com o desenvolvimento do meio rural mineiro.

“Este concurso é a continuidade do fortalecimento da Emater-MG nos últimos anos, com investimentos em nossos profissionais e na nossa estrutura. Já realizamos o maior programa de capacitação da história da empresa, investimos na renovação da frota, na compra de equipamentos e na reforma dos escritórios no interior. Agora, este novo concurso reafirma a prioridade do governo de ter uma Emater cada vez mais forte para atender o homem do campo”, afirmou Maia.

Emater-MG: referência nacional em assistência técnica

Com 77 anos de atuação, a Emater-MG é a maior empresa pública de assistência técnica e extensão rural do Brasil. Presente em 820 municípios mineiros, a instituição realiza atendimento anual a mais de 350 mil produtores rurais, contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável do campo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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