AGRONEGÓCIO
Ibovespa abre com leve alta em dia de cautela e atenção às declarações de Galípolo
AGRONEGÓCIO
O principal índice da bolsa brasileira começou a semana com pequenas oscilações, refletindo a postura cautelosa dos investidores diante da expectativa pelo discurso do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento nesta segunda-feira (1º). A agenda do dia também é marcada pela divulgação do Boletim Focus, que trouxe nova melhora nas projeções de inflação para este e os próximos anos.
Ibovespa inicia pregão em leve alta
Por volta das 10h05, o Ibovespa operava com alta discreta de 0,04%, aos 159.141 pontos, mantendo o tom positivo do fim da semana passada. Já o contrato futuro do índice, com vencimento em 17 de dezembro, recuava 0,04%, mostrando certa estabilidade no início das negociações.
O movimento moderado reflete o compasso de espera dos agentes financeiros, que preferem adotar uma postura mais conservadora antes de novas sinalizações sobre política monetária.
Fala de Galípolo concentra as atenções do mercado
O discurso de Gabriel Galípolo em evento da XP, em São Paulo, é o principal ponto de atenção do dia. O mercado espera que o presidente do BC traga indícios sobre os próximos passos da política monetária, especialmente em relação à taxa Selic e ao comportamento do câmbio.
Qualquer indicação de mudança no ritmo de cortes de juros ou comentários sobre o cenário de inflação podem afetar diretamente o humor dos investidores e o desempenho dos ativos locais.
Projeções do Boletim Focus reforçam otimismo
O Boletim Focus, divulgado nesta manhã pelo Banco Central, mostrou melhora nas expectativas de inflação para 2025 e 2026. A previsão para o IPCA deste ano recuou de 4,45% para 4,43%, enquanto para 2026 passou a 4,17%.
Esses ajustes indicam uma tendência de estabilidade econômica, o que tende a sustentar o apetite por risco e favorecer o desempenho do Ibovespa, que já acumula alta superior a 6% em novembro e mais de 30% no ano.
Ibovespa em trajetória positiva
Na última sexta-feira (29), o índice encerrou o pregão com avanço de 0,45%, aos 159.072 pontos, renovando sua máxima histórica. Analistas avaliam que o viés de alta permanece firme, com projeções apontando para o alcance dos 160 mil pontos nas próximas semanas, caso os indicadores sigam positivos e o fluxo estrangeiro continue forte.
Impactos para o agronegócio
Para o setor do agronegócio, o desempenho do Ibovespa e o comportamento do câmbio têm impacto direto na formação de preços de commodities e nas estratégias de exportação. Um real mais valorizado pode reduzir as margens de exportadores, enquanto a estabilidade do índice ajuda a atrair investimentos para empresas ligadas ao campo e à agroindústria listadas na bolsa.
Resumo do mercado (01/12/2025 – 10h05)
- Ibovespa: 159.141 pontos (+0,04%)
- Contrato futuro (dez/25): -0,04%
- Boletim Focus: IPCA 2025 em 4,43% | 2026 em 4,17%
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro
Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes
O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.
A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.
A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.
Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.
Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes
O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.
Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.
No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.
De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.
Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.
Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário
Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.
Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.
O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.
A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.
Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026
Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.
A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.
Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.
Demanda interna por milho deve seguir aquecida
Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.
O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.
O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.
Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGÓCIO2 dias atrásBalneário do SESC em Bonito (MS) vai a leilão com pagamento facilitado em até seis vezes
-
AGRONEGÓCIO2 dias atrásAmérica Latina e Caribe registram superávit de US$ 21 bilhões no comércio de produtos aquícolas em 2024, aponta FAO
-
AGRONEGÓCIO2 dias atrásSoja sobe em Chicago com suporte do farelo, mas mercado segue atento ao clima nos EUA e à demanda por exportação
-
ACRE2 dias atrásEducação inicia segunda Formação do Curso Magistério Intercultural para professores indígenas
-
POLÍTICA2 dias atrásJarude cobra prioridade para os Bombeiros e diz que governo está mais preocupado com eleição do que com os problemas do Acre
-
AGRONEGÓCIO2 dias atrásII Seminário Apícola do Vale do Aço 2026 fortalece cadeia produtiva do mel em Minas Gerais
-
POLÍTICA2 dias atrásEdvaldo Magalhães defende convocação integral dos aprovados do Corpo de Bombeiros e critica excesso de burocracia
-
MP AC2 dias atrásBujari: MPAC recebe visita institucional de representantes da Câmara Municipal

