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Incofios aposta em educação corporativa para sustentar crescimento e inovação até 2030

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Em um setor têxtil cada vez mais dinâmico e competitivo, impulsionado pela automação, tecnologia e mudanças constantes de mercado, a Incofios, sediada em Santa Catarina, tem apostado fortemente na educação corporativa como base do seu crescimento sustentável.

Por meio da Unitex, sua universidade corporativa, a empresa oferece formação técnica e comportamental para todos os colaboradores da área produtiva, capacitando-os para operar as máquinas e processos em que irão atuar.

Somente em 2024, a Incofios destinou mais de R$ 60 mil para programas de treinamento técnico, liderança e desenvolvimento humano, reforçando o compromisso com a qualificação das equipes e com a produtividade, que ultrapassou 27,3 mil toneladas de fios de algodão no ano.

Unitex: aprendizado contínuo e acesso ampliado ao conhecimento

Criada para democratizar o acesso à formação, a Unitex dispõe de um espaço físico dedicado a treinamentos presenciais e de uma plataforma EAD, que permite aos colaboradores estudar em horários alternativos, de forma flexível e personalizada.

O modelo híbrido adotado pela universidade corporativa contempla cursos voltados às áreas de fiação, qualidade, segurança do trabalho, liderança e desenvolvimento comportamental, promovendo o aprendizado contínuo e o fortalecimento das competências técnicas e humanas.

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Atualmente, a Incofios conta com mais de 685 colaboradores distribuídos em cinco unidades produtivas, e acredita que formar pessoas é tão estratégico quanto investir em máquinas e tecnologia.

Metas ambiciosas e liderança preparada para o futuro

Com metas audaciosas, a empresa projeta alcançar 5 mil toneladas/mês de produção até 2030, o que exigirá não apenas investimento industrial, mas também lideranças qualificadas e uma cultura voltada à educação contínua.

Segundo o diretor da Incofios, Edson Augusto Schlogl, a capacitação é fundamental para sustentar os próximos passos da companhia.

“Atingir essa meta até 2030 exige muito mais do que investimentos industriais. Exige líderes preparados, equipes qualificadas e uma cultura que entende a educação como parte do nosso futuro”, afirma Schlogl.

Programas de desenvolvimento fortalecem a gestão

Além da Unitex, a Incofios mantém programas estruturados de desenvolvimento de lideranças, como o Programa de Desenvolvimento de Líderes (PDL), que formou 12 novos líderes em 2024.

A iniciativa reforça a cultura de gestão colaborativa e prepara profissionais para os desafios de uma indústria têxtil em constante transformação.

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Para a gerente de Recursos Humanos, Cristiane Arndt Lehmann, a aposta na educação corporativa é também um investimento em inovação.

“Na Incofios, acreditamos que inovação nasce das pessoas. Por isso, investir em educação é investir também no futuro da empresa. A Unitex fortalece nosso compromisso com o desenvolvimento contínuo e prepara nossos times para um setor em transformação”, destaca.

Compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

A atuação da Incofios na área de educação corporativa também está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente nas metas relacionadas à educação de qualidade, trabalho decente e crescimento econômico.

De acordo com Schlogl, a capacitação contínua vai além do ambiente interno da empresa:

“Ao capacitar nossos colaboradores com consistência e propósito, a Incofios contribui para fortalecer o ecossistema têxtil catarinense e prepara profissionais para atuar com excelência em uma das cadeias produtivas mais relevantes do Brasil”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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