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Indonésia já consome mais de 78% da meta anual de biodiesel em 2025

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O consumo de biodiesel na Indonésia atingiu 12,25 milhões de quilolitros até 10 de novembro de 2025, de acordo com informações divulgadas por Laode Sulaeman, representante do Ministério da Energia do país. O volume representa mais de 78% da meta anual de 15,6 milhões de quilolitros, estabelecida pelo governo para este ano.

Produção baseada em óleo de palma

O biodiesel utilizado pela Indonésia é composto por ésteres metílicos de ácidos graxos (FAME), obtidos a partir do óleo de palma, uma das principais commodities agrícolas do país. O produto é peça-chave na política nacional de biocombustíveis sustentáveis, voltada para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e estimular a produção local.

Política de mistura obrigatória impulsiona demanda

A Indonésia mantém atualmente o nível de mistura B35, que determina a adição de 35% de biodiesel ao diesel fóssil. Essa exigência tem sido fundamental para impulsionar o consumo interno e sustentar a indústria de óleo de palma, além de contribuir para a redução das emissões de carbono no setor de transportes.

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Meta de 2025 está próxima de ser alcançada

Com menos de dois meses para o fim do ano, o país já alcançou quase quatro quintos do volume previsto para 2025. O desempenho reforça o comprometimento do governo indonésio com a expansão do uso de energias renováveis e com o fortalecimento do programa nacional de biodiesel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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