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IPCA-15 recua 0,14% em agosto com queda em alimentos e combustíveis

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou deflação de 0,14% em agosto, segundo dados do IBGE. O resultado indica uma desaceleração em relação a julho (0,33%) e reflete diretamente nos setores de alimentação, agropecuária e combustíveis, impactando custos para produtores e consumidores.

No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,26%, enquanto em 12 meses a inflação desacelerou para 4,95%, abaixo dos 5,30% observados no período anterior.

Alimentos seguem em queda e pressionam custos de produção

O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,53%, marcando o terceiro mês consecutivo de queda. O preço da alimentação no domicílio caiu 1,02% em agosto, com destaque para:

  • Manga: -20,99%
  • Batata-inglesa: -18,77%
  • Cebola: -13,83%
  • Tomate: -7,71%
  • Arroz: -3,12%
  • Carnes: -0,94%

Para o setor agropecuário, essas variações indicam redução nos custos da cesta básica, beneficiando consumidores, mas pressionando margens de produtores, especialmente de hortifrutigranjeiros e pecuária.

Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,71%, puxada por lanches (1,44%) e refeições (0,40%), refletindo aumento de custos operacionais para restaurantes e serviços de alimentação.

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Queda nos combustíveis impacta transporte e logística do agro

O grupo Transportes apresentou recuo de 0,47% em agosto, após avanço de 0,67% em julho. Entre os combustíveis, os destaques foram:

  • Gasolina: -1,14%
  • Etanol: -1,98%
  • Diesel: -0,20%
  • Gás veicular: -0,25%

Para o setor agropecuário, a baixa nos preços do diesel e do etanol pode reduzir os custos de transporte e distribuição de insumos e produtos agrícolas, trazendo alívio em logística e produção.

Habitação também influencia custos para produtores rurais

O grupo Habitação caiu 1,13%, puxado principalmente pela energia elétrica residencial (-4,93%), que incorporou o Bônus de Itaipu. Apesar da bandeira tarifária vermelha patamar 2, o resultado representa menor pressão sobre contas de luz, incluindo estabelecimentos agroindustriais de pequeno porte.

Outros itens de impacto para o setor:

  • Água e esgoto: +0,29%
  • Gás encanado: +0,17%
Perspectivas para agropecuária e alimentos

A deflação em alimentos e combustíveis indica alívio nos custos de produção e distribuição, especialmente para hortifrutigranjeiros e pecuária. Entretanto, a alta de alguns itens em serviços e alimentação fora do domicílio reforça a necessidade de planejamento para produtores e empresas do setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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