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Manga tommy recua no Vale do São Francisco, enquanto palmer registra alta

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As movimentações de preço no mercado de mangas refletiram comportamentos distintos entre as variedades na última semana, de acordo com dados do Hortifrúti/Cepea. Enquanto a tommy apresentou queda expressiva no Vale do São Francisco, a palmer registrou valorização impulsionada pela menor oferta e pela demanda externa.

Queda no preço da manga tommy no Vale do São Francisco

Após semanas de valorização, a manga tommy registrou recuo significativo no Vale do São Francisco (PE/BA). Entre os dias 8 e 12 de setembro, o preço médio foi de R$ 2,55/kg, o que representa uma queda de 19% em relação à semana anterior. Segundo o Cepea, o movimento está ligado ao aumento do volume disponível na região, que pressionou as cotações.

Palmer ganha força com exportações e menor oferta

Em contrapartida, a variedade palmer apresentou forte alta na mesma região. O preço médio da fruta chegou a R$ 2,91/kg, avanço de 31% frente ao período anterior. Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea destacam que a menor disponibilidade da palmer no mercado, somada ao aumento dos embarques para a Europa, sustentou essa valorização.

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Preços na Ceagesp também refletem o cenário

Na Ceagesp (SP), as cotações acompanharam a tendência regional. A palmer subiu 12% em uma semana, alcançando R$ 5,22/kg, enquanto a tommy manteve estabilidade, sendo negociada a R$ 5,84/kg.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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