AGRONEGÓCIO
Mercado de leite deve se recuperar em 2026 com melhora da demanda e ajuste na oferta, aponta Rabobank
AGRONEGÓCIO
O Rabobank divulgou a nova edição do relatório trimestral AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise abrangente sobre o cenário do agronegócio. Entre os destaques, o banco apresenta uma perspectiva mais positiva para o mercado de leite no Brasil ao longo do primeiro semestre deste ano.
Preços do leite devem reagir no curto prazo
Segundo o relatório, os preços do leite pagos ao produtor, assim como os derivados, devem manter uma trajetória de recuperação nos próximos meses. Esse movimento é sustentado principalmente pela desaceleração da oferta e por uma retomada gradual da demanda.
Após um período de maior disponibilidade de produto no mercado, a redução no ritmo de produção contribui para um cenário de maior equilíbrio, favorecendo a sustentação dos preços no campo.
Oferta e demanda caminham para reequilíbrio
O estudo indica que o ajuste entre oferta e demanda será determinante para o comportamento do mercado lácteo em 2026. Com a produção mais controlada e o consumo apresentando sinais de recuperação, o setor tende a operar em um ambiente mais favorável ao produtor.
Ainda assim, o ritmo dessa recuperação dependerá da consistência da demanda interna ao longo do ano.
Impactos do cenário internacional ainda são limitados
O relatório aponta que, até o momento, os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o setor de leite permanecem limitados, especialmente quando comparados a outras cadeias do agronegócio mais dependentes de insumos importados e energia.
Pontos de atenção para o setor lácteo
Apesar da perspectiva de recuperação, o Rabobank ressalta que o mercado deve seguir atento a fatores que podem influenciar o desempenho ao longo de 2026, como:
- Custos de produção, especialmente relacionados a insumos e energia;
- Evolução da demanda interna;
- Impactos indiretos do cenário macroeconômico e geopolítico.
Perspectivas para 2026
De forma geral, o setor lácteo inicia 2026 com uma visão mais otimista em relação ao ano anterior. No entanto, o ambiente ainda exige cautela, diante das incertezas globais e dos desafios internos.
A continuidade da recuperação dependerá da manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda, além da estabilidade dos custos ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de melão do Brasil despencam em maio com entressafra e menor demanda da Europa
Exportações de melão do Brasil recuam em maio com impacto da entressafra e concorrência da Espanha
As exportações brasileiras de melão registraram nova queda em maio de 2026, refletindo o período de entressafra nos principais polos produtores do Nordeste e a forte concorrência da produção europeia. Dados do Comex Stat mostram que o volume embarcado alcançou 6 mil toneladas no mês, uma retração de 47% em comparação com abril.
A receita obtida com as vendas externas também acompanhou o movimento de baixa, somando US$ 4,6 milhões (FOB), valor 48% inferior ao registrado no mês anterior.
O Reino Unido permaneceu como o principal destino da fruta brasileira, absorvendo 40,28% dos embarques. Na sequência aparecem os Países Baixos, com participação de 39,91%, e a Espanha, responsável por 9,41% das compras.
Entressafra reduz oferta e limita embarques
Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, a redução das exportações já era esperada em razão da entressafra nas regiões produtoras do Rio Grande do Norte e Ceará, responsáveis pela maior parte da produção destinada ao mercado externo.
Além da menor disponibilidade de frutas no Brasil, o mercado europeu segue amplamente abastecido pela safra espanhola, que apresenta bom desempenho produtivo. Esse cenário diminuiu a demanda por melões brasileiros, uma vez que os compradores passaram a priorizar fornecedores mais próximos, reduzindo custos logísticos.
A combinação entre maior oferta local na Europa e fretes mais competitivos tornou o produto espanhol mais atrativo para os importadores durante o período.
Doença causada por bactéria também afeta qualidade dos frutos
Outro fator que contribuiu para a redução dos embarques foi o aumento da incidência da bactéria Acidovorax, responsável pela chamada mancha-aquosa dos frutos.
Produtores relataram que a doença provocou manchas marrons nos melões, comprometendo a qualidade exigida pelos mercados internacionais e inviabilizando parte das exportações.
O avanço do problema está relacionado às chuvas intensas registradas desde meados de março nas áreas produtoras do Nordeste. No entanto, com a diminuição dos índices pluviométricos observada a partir da segunda quinzena de maio, a expectativa é de melhora nas condições de manejo e controle fitossanitário.
Queda também aparece na comparação anual
Na comparação com maio de 2025, o desempenho das exportações também foi negativo. O volume embarcado apresentou retração de 36%, enquanto a receita caiu 35% em relação ao mesmo período do ano passado.
As perspectivas para os próximos meses indicam recuperação gradual, mas ainda limitada. Até julho, eventuais aumentos nos embarques devem ocorrer de forma moderada, acompanhando a retomada da produção.
Com o avanço dos plantios da safra 2026/27 no Rio Grande do Norte e Ceará, a tendência é de crescimento progressivo da oferta, com volumes mais expressivos chegando ao mercado a partir do fim de julho e início de agosto.
Custos de produção e frete preocupam setor
Apesar da expectativa de retomada da produção, produtores seguem atentos aos riscos relacionados ao cenário internacional. O conflito no Oriente Médio gera preocupação quanto a possíveis aumentos nos custos de frete marítimo e de insumos utilizados na produção, como defensivos agrícolas e mantas de cultivo.
Caso essas pressões se confirmem, o setor poderá enfrentar redução de margens, limitações na área plantada e impactos sobre a competitividade das exportações brasileiras na próxima temporada.
A evolução dos custos logísticos e dos insumos será um dos principais fatores a serem monitorados pelos exportadores de melão nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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