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Mercado do café permanece volátil com atenção à oferta global e tarifas internacionais

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Na manhã desta sexta-feira (24), os preços do café apresentavam movimentos divergentes nas principais bolsas internacionais. O mercado segue volátil, impactado por fatores climáticos, baixos estoques globais, queda nas exportações brasileiras em 2025 e tensões políticas entre grandes economias, segundo boletim do Escritório Carvalhaes.

Robusta em Londres se aproxima de segunda semana de alta

De acordo com informações do portal Bloomberg, os contratos futuros do café robusta em Londres seguem em tendência de ganhos, impulsionados pelo bom tempo no Vietnã, que reduz as preocupações com tempestades. Segundo especialistas, a produção pode crescer mais de 10% se não houver chuvas intensas nos próximos meses de novembro e dezembro.

Arábica sofre pressão devido a tarifas e estoques americanos

No mercado de Nova York, o café arábica enfrenta pressão devido ao chamado “tarifaço” e à expectativa de negociações entre Brasil e Estados Unidos para isenção da taxa de exportação do grão brasileiro. Segundo a consultoria BMI, os estoques americanos de café de origem brasileira caíram 79% entre 1º de agosto e 13 de outubro, enquanto os estoques totais de café nos EUA recuaram 35% no mesmo período. A consultoria alerta que a manutenção das tarifas pode provocar alta significativa nos preços, dado o papel predominante do Brasil no fornecimento para os EUA.

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Cotação do café na manhã desta sexta-feira (24)
  • Arábica (Nova York):
    • Dez/25: 409,10 cents/lbp (-105 pontos)
    • Mar/26: 388,00 cents/lbp (-175 pontos)
    • Mai/26: 372,00 cents/lbp (-145 pontos)
  • Robusta (Londres):
    • Nov/25: US$ 4.582/ton (+US$ 28)
    • Jan/26: US$ 4.537/ton (+US$ 16)
    • Mar/26: US$ 4.470/ton (+US$ 25)

O cenário de incerteza reforça a necessidade de acompanhamento próximo por produtores, traders e indústrias do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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