AGRONEGÓCIO
Mercado financeiro reduz projeções para dólar em 2026 e inflação em 2027, aponta Focus
AGRONEGÓCIO
Inflação de 2026 permanece acima da meta oficial
As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central do Brasil mantiveram em 3,91% a projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, enquanto a meta definida para o período segue em 3,00%.
Os preços administrados, que incluem tarifas controladas ou definidas por contrato, permaneceram estáveis em 3,67%, enquanto a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou de 3,71% para 3,18%.
Leve redução na expectativa de inflação para 2027
Para 2027, as instituições reduziram ligeiramente a projeção do IPCA, que passou de 3,80% para 3,79%, ainda acima da meta de 3,00%.
Os preços administrados apresentaram pequena alta, de 3,72% para 3,74%, e o IGP-M manteve-se estável em 4,00%.
Projeção do PIB segue estável nos próximos dois anos
As expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceram inalteradas, com previsão de crescimento de 1,82% em 2026 e 1,80% em 2027.
O Banco Central, por outro lado, projeta um avanço econômico um pouco maior, de 2,3% em 2026, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado em dezembro.
Mercado prevê redução gradual da Selic até 2026
A pesquisa Focus apontou uma queda na projeção da taxa Selic, que passou de 12,13% para 12,00% ao final de 2026. Atualmente, a taxa básica de juros está em 15,00%, o que indica uma expectativa de corte de 3 pontos percentuais até o fim do próximo ano.
Há quatro semanas, a estimativa era de 12,25%, sinalizando um cenário de otimismo moderado com a política monetária. Para 2027, a taxa deve recuar para 10,50%.
Dólar tem leve queda nas projeções para 2026
A taxa de câmbio também apresentou ajuste: a projeção para 2026 caiu de R$ 5,45 para R$ 5,42 por dólar, enquanto para 2027 foi mantida em R$ 5,50.
Os números indicam expectativa de estabilidade no câmbio e confiança moderada do mercado na condução da política econômica brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne de aves crescem em valor, volume e preço até junho de 2026, aponta levantamento
As exportações brasileiras de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas registraram crescimento consistente até a terceira semana de junho de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025. Os dados indicam avanço simultâneo nos indicadores de valor, volume e preço médio, reforçando o bom desempenho do setor no comércio internacional.
O levantamento considera o acumulado parcial dos embarques até a terceira semana de junho de cada ano, permitindo a comparação direta de performance entre os períodos.
Receita das exportações de carne de aves cresce na comparação anual
O valor total exportado pelo Brasil em carnes de aves atingiu US$ 665.035,0 até a terceira semana de junho de 2026. No mesmo intervalo de 2025, o montante registrado foi de US$ 562.040,0.
O resultado evidencia um aumento expressivo na receita do setor avícola brasileiro no mercado externo, sustentado tanto pela ampliação do volume embarcado quanto pela valorização dos preços praticados.
A média diária das exportações em valor também apresentou avanço significativo, passando de US$ 28.102,0 em junho de 2025 para US$ 47.502,5 em 2026.
Volume embarcado também registra alta no período
O desempenho em volume acompanha o movimento positivo observado na receita. Até a terceira semana de junho de 2026, o Brasil embarcou 330.024,5 toneladas de carnes de aves.
No mesmo período de 2025, o total exportado foi de 312.889,1 toneladas, confirmando crescimento na comparação anual.
A média diária de embarques também avançou de forma consistente, passando de 15.644,5 toneladas em 2025 para 23.573,2 toneladas em 2026.
Preço médio da tonelada sobe 12,2% no comparativo anual
O mercado externo também apresentou valorização no preço médio pago pela carne de aves brasileira. Em 2026, o valor médio por tonelada exportada chegou a US$ 2.015,1, acima dos US$ 1.796,3 registrados no mesmo período de 2025.
A variação representa uma alta de 12,2% no preço médio por tonelada, reforçando a melhora na remuneração das exportações do setor.
Indicadores diários reforçam tendência de crescimento
Os dados de média diária também confirmam a trajetória de expansão do setor avícola brasileiro no comércio internacional.
No recorte comparativo entre os períodos analisados, a média diária em valor registrou aumento de US$ 69,0, enquanto o avanço em volume foi de 50,7 toneladas.
Os indicadores reforçam a consistência do crescimento das exportações ao longo de 2026, mantendo o mesmo padrão metodológico de comparação com 2025.
Setor avícola mantém desempenho positivo no comércio exterior
A consolidação dos dados até a terceira semana de junho de 2026 aponta para um cenário de fortalecimento das exportações brasileiras de carne de aves, com crescimento simultâneo em receita, volume embarcado e preço médio.
O desempenho reforça a competitividade do setor no mercado internacional e evidencia a manutenção da demanda externa pelos produtos avícolas brasileiros, mesmo em um ambiente global de oscilações econômicas.
Com base nos indicadores parciais, o setor segue em trajetória positiva, sustentado por ganhos de escala e valorização dos produtos exportados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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